Vox na Galiza: nem vende nem convence

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Na passada semana o acto eleitoral de Vox foi recebido em Vigo com mobilizaçom popular, apesar dos indícios, logo confirmados, de a polícia ir utilizar a violência contra o antifascismo. Nom era a primeira vez que o líder da formaçom ultra pisava terras viguesas, nem tampouco era a primeira vez que fora contestado. O partido verde tem dificuldade objectiva para penetrar quer no eleitoral quer no discursivo na Galiza. O movimento antifascista do nosso País está aproveitando o contexto para intensificar seus actos, recolocando o foco da acçom e da política nas ruas.

Ortega Smith, secretário geral de Vox, está a jogar possivelmente o papel mais duro a nível discursivo da formaçom ultra nesta pugna tam manida entre bons e maus, fomentando a dicotomia social: “ellos y nosotros” e todo tipo de fractura para conseguir votos e audiências. Há quase um ano pedia umhas bonecas Monster High para combater contra as que risca como feminazis, convertendo-se em um dos primeiros políticos que institucionalizava tal terminologia misógina. Recentemente em um acto eleitoral em Colom entonou o famoso “A por ellos”, chamando a banir independentistas “na rua e nos tribunais”. Com tal declaraçom de intençons, a extrema chama à agressividade contra todos os seus fantasmas, agrupados baixo as palavras ‘separatismo, comunismo e ideologia de género.’

Galiza à margem

Som vários os factores, porém, que explicam as dificuldades de Vox para penetrar na nossa Terra. Um primeiro deles é a hegemonia dumha direita galego-espanhola centenária, agrupada nas últimas décadas no PP. Se é certo que historicamente esta corrente nom duvidou em recorrer à perseguiçom e o crime contra o nacionalismo e a esquerda, nomeadamente na década de 40, na actualidade camufla-se baixo a linguagem consensual dos protocolos de democráticos. Por outras palavras, os poderosos preferem impor os seus planos de desgaleguizaçom e expólio pacificamente e em silêncio, com a apologia da imprensa amiga, que com grandes cabeçalhos provocadores. Feijoo tem feito declaraçons contra Vox, tencionando evitar qualquer sangria de votos cara os ultras; e os de Abascal tenhem também apontado contra o líder do PP galego, alcumando-o de ‘nacionalista’.

A longa tradiçom antifascista galega também tem muito a dizer. Na Galiza existe umha forte memória histórica e a consciência popular, na esquerda, de ter sido um território de resistência dilatada ao fascismo em forma de guerrilha. Muitas mostras de rechaço popular estám a evitar que o partido ultra colheite a representaçom eleitoral aguardada, e mesmo que goze de comodidade nas ruas. Resposta e organizaçom de base estám a fazer de parapeto contra as intençons calculadas de espalhar um discurso e umha intervençom política que procura amedonhar e encolher a intervençom de todo o espectro da esquerda e a dissidência política. Também desde a Galiza o neofascismo espanhol está a ser contido.

Abascal, de férias na Galiza ou de comício é contestado polo antifascismo

Santiago Abascal, igual que todos os productos políticos manufacturados por Espanha nos últimos tempos, vém acompanhado por umha cuidada estratégia mediática. A retransmisom da sua vida familiar quase ao vivo no passado verao recolheu o que a imprensa e ele próprio quigérom deixar na anedota. O político ultra tivo que recolher-se no seu carro e ir embora localidade de Oia, onde foi increpado por várias pessoas.

Na sua segunda visita a terras viguesas aconteceu o próprio, mas desta volta foi no contexto de um comício. O político foi recebido com umha manifestaçom antifascista às portas do auditório. Jovens vigueses e viguesas, desafiando a presença policial e o discurso violento de Voz, situárom-se nas portas da congregaçom ultra. A manifestaçom que foi contestada com balas de borracha da polícia e cárregas ao seu final, com um activista detido.

A ocupaçom de espaços públicos e mesmo da rua por parte do fascismo está a ser posta em questom e combatida por parte da militância organizada. Durante a primavera passada o banco de material e publicidade que Vox coloca de maneira habitual na rua da Raínha em Lugo foi também deitado polo chao. Umha militante da cidade resultou detida como resultado da recriminaçom do uso do espaço público por parte dos ultras. Em Ponte Vedra, antifascistas impedírom aliás no passado curso que o partido ultra repartisse propaganda antiracista e espanholista com impunidade. Na realidade, há um ronsel de mostras de rechaço a Vox na Galiza, mais ou menos conhecidas. Na cidade da Corunha também houve resposta, decorreu no passado mês de Abril.

Resposta nas naçons sem Estado

O fascismo espanhol carrega as tintas contra toda a esquerda, o feminismo e as minorias; mas é nas naçons sem Estado onde intensifica a sua agressividade, seguindo o lema calvosotelista de ‘España roja antes que rota’. Por isso os antifascismos de outros países peninsulares arremetem com tanta força contra o supremacismo.

A contestaçom nas ruas aos actos convocados por Vox também tivo lugar nos Países Cataláns no mês de Março. Vários moços e moças fôrom detidos e até umha delas ingressou de maneira provisória em prisom.

O próprio aconteceu em Bilbo, num comício de Ortega Smith. A polícia rematou por carregar contra as 200 pessoas concentradas e também detivo vinte pessoas. O político pediu disolver a concentraçom.

Vox, na procura da multitude: excusatio non petita…

Umha das obsesons do partido verde é cenificar que nos seus actos há um cheio total. Os seus expertos em marketing sempre imagens de multitude e arroupamento dos seus lideres. Na sua linguagem também se reflecte: “somos la mayoria, hablamos para la mayoria, decimos lo que dicen los españoles en su WhatsApp”. Forma parte de umha estrategia de comunicaçom, mas também a sua reiteraçom está a tentar maquilhar umha realidade que nom é tal. Com a ajuda inestimável de polícia e meios de comunicaçom do regime consegue-se ir construindo umha realidade de multitudes e de líderes perseguidos e luitando pola liberdade de expressom.

Fracos resultados eleitorais na Galiza

Tanto Vox como Ciudadanos nom conseguírom os resultados eleitorais desejados nas três nacionalidades históricas durante as eleiçons gerais passadas. Na Galiza nom chegou ao 3% dos votos, ficando com umha percentagem residual também em Euskal Herria e em Catalunha. Porém, estas percentagens contrastam com os resultados de Madrid ( quase o 10%) ou Múrcia ( quase o 11%). Logo da intensa campanha de promoçom e lavamento de imagem que os meios do regime estám a realizar da formaçom, resta verificar e analisar o apoio que vam receber nos próximos comícios estatais.

O antifascismo na Galiza realiza novas jornadas

Continuando a linha deste antifascismo em processo de relançamento, o movimento celebrará na cidade da Corunha um conjunto de actos concentrados no mês de Novembro, na memória das pessoas que luitárom pola liberdade: palestras, actos de homenagem e umha manifestaçom no 23 de Novembro é a proposta do colectivo Acçom Antifascista da Corunha. Lembremos que a juventude resistente da cidade herculina foi a que padeceu de mais perto a caçata da extrema direita, pois em 2015 um siareiro de Riazor Blues, Jimi Taboada, foi assassinado polo Frente Atlético em Madrid.

Fuente: Galiza Livre

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