“Um profeta, um revolucionário, muito mais que um boxeador”

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Muhammad Ali: sem baixar a guarda

Morreu aos 74 anos o maior pugilista e um dos maiores símbolos do esporte de todos os tempos. O mal de Parkinson foi seu algoz.

Mas Muhammad Ali foi mais que um boxeador. Socou sem trégua o imperialismo, o militarismo e o racismo de seu país, os Estados Unidos. Recusou-se a lutar na infame Guerra do Vietnã, pois “nenhum vietcongue me chamou de negro”. Quando se converteu ao islamismo, abandonou seu “nome de escravo”, Cassius Clay Jr.. Em 1990, foi ao Iraque visitar Saddam Hussein e pedir a libertação de prisioneiros americanos envolvidos na invasão do Kuwait. Batalhas políticas e humanitárias sobram em seu cartel.

Ali se movia como uma borboleta e socava como uma abelha dentro e fora dos ringues. Nunca baixou a guarda. George Foreman e Joe Frazier, seus grandes rivais, continuarão na história tentando golpeá-lo. Em vão.

Você sabia?

Muhammad Ali foi ídolo de Malcolm X e Nelson Mandela, dois dos maiores combatentes da luta contra o racismo. Segundo Mandela, “Ali foi uma inspiração para mim e milhões de jovens negros sul-africanos, pois trouxe dignidade ao boxe”.

Para Malcolm X, a bravura de Ali “o tornou o que ele foi: um profeta, um revolucionário, muito mais que um boxeador”. Ah, sim: em seu cartel, Ali tem 56 vitórias (37 por nocaute) e 5 derrotas.

PS do colaborador:

Fotoarte: «Dois Revolucionários»

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