Três anos e seis meses de prisom e quase 6.000 € em multas para cinco filiados da CIG

Após a fiscalia ter ofertado umha rebaixa dos delitos de atentado a resistência, o julgamento marcado para o passado dia 12 de Março se saldou com a condena de seis meses de prisom e multas de 360 € para os companheiros Alberte e Jaime, enquanto os três militantes de BRIGA, também filiados à CIG, fôrom condenados a um ano de prisom e multas por valor de 760 € no caso de Daniel Lourenço e Sérgio Pinheiro, e a seis meses de prisom e umha multa de 3.680 € para Alexandre Rios.

Como era previsível, o desenlace deste julgamento político deixa abertas perspectivas incertas para os jovens que partipárom na manifestaçom da CIG de 1º de Maio em 2005, que fôrom agredidos, detidos e golpeados, para depois serem julgados num processo carente das mas mínimas garantias democráticas para a defesa das verdadeiras vítimas. Os agressores, provocadores e beneficiários, isto é a polícia, ficam na mais absoluta impunidade, sabendo que contam com um sistema judiciário que os respalda e protege. Só há que ver imagens de qualquer carga policial para comprovar quem som os violentos, quem os agressores, os provocadores e quem @s agredid@s, as vítimas. Umha mostra da realidade destas afirmaçons é a listagem de polícias condenados por agressom numha manifestaçom ou qualquer outro ámbito: podem-se contar com os dedos das maos nos últimos 20 anos na Galiza.

Pola contra, o número de trabalhadoras/es, jovens, estudantes ou mulheres, processad@s em julgamentos políticos na Galiza som incontáveis, e medram a um ritmo cada vez mais alto, acorde com recrudescimento repressivo que a crise estrutural em curso demanda para ter os sectores sociais mais agredidos polo capitalismo submissos e anulados.

O 12 de Março ficou bem patente que as liberdades democráticas existem sempre e quando nom ultrapassem o raquítico metro quadrado que concede o estado espanhol, e que os corpos policiais existem para salvaguardar a sangue e fogo a inviolabilidade dessa fronteira entre a protesta inócua e a denúncia activa das agressons que sofremos.

Intimidaçom policial também em Ponte Vedra

A véspera do julgamento, duas jovens militantes de BRIGA eram identificadas na rua por colar cartazes anunciando o julgamento do dia seguinte. Seguindo os clichés dos filmes maos de polícias e ladrons, os fardados espanhóis cruçárom a carrinha na rua e esigirom os bilhetes de identidade às jovens com chularia e prepotência; conscientes das baixíssimas possibilidades de que a sua desproporcionada atitude lhes procurasse problemas, e sabedores de que a coligaçom municipal PSOE-BNG ou aplaude ou mira a outro lado quando se trata de intimidaçom e perseguiçom policial por motivos políticos.

NOTICIAS ANTICAPITALISTAS