Todo Brasil movilizado contra el golpe en el marco de una jornada mundial de protesta

Publicidad

En distintos Estados de Brasil se llevaron adelante protestas contra el gobierno interino de Michel Temer y en repudio al golpe que desalojó a Dilma Roussef de su cargo de Presidenta.

26978400523_e0fbcb9b1a_b

27551435216_8289eb5bf3_b

27586421055_3dcfe1a466_b27309242580_df7625b23e_b27309880790_eb72e8ebbc_b27484412362_896b74d562_b27549339866_2313842dfb_b27550187536_68be534e42_b26975902063_561b177867_b27550187536_68be534e42_b26975448143_38a91b897f_b26974579023_726ab5d293_b

También en Berlín contra Temer

27307905180_4cac3b49d3_b

Millares de personas salieron a las calles en 19 estados para gritar “Fora Temer”

A Av. Paulista contou com mais de 100 mil pessoas; Este foi o primeiro ato nacional contra o governo interino

Mais de 200 mil pessoal participaram das mobilizações no país - Créditos: Reprodução
Mais de 200 mil pessoal participaram das mobilizações no país / Reprodução

Milhares de pessoas saíram às ruas em todo o Brasil para protestar contra o governo interino de Michel Temer, nesta sexta-feira (10). Os atos, organizadas pelas Frentes Povo sem Medo e Brasil Popular, aconteceram em, ao menos, 19 estados e no Distrito Federal.

Este é o primeiro ato nacional contra Temer e marca um mês de sua chegada à Presidência, que se completa no próximo domingo (12).

Os atos aconteceram nos estados do Pará, Pernambuco, Santa Catarina, Goiás, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Sul, Tocantins, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Minas Gerais, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal (Confira os detalhes dos atos no final do texto).

As manifestações têm sido constantes ao longo do governo Temer, demonstrando a insatisfação da população sobre a gestão, que tem sido recheada de denúncias de corrupção e uma constante retirada de direitos da classe trabalhadora.

As mobilizações denunciam a ilegitimidade do governo interino – cujo processo é considerado um golpe – e o “desmonte de diversos direitos sociais e trabalhistas, como a reforma da Previdência, arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, FIES, Prouni e Pronatec, criminalização e perseguição dos movimentos sociais”, diz trecho da nota de convocação dos atos.

Além dos atos nacionais, outros países também marcaram protestos para esta sexta, como Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Canadá, Inglaterra, Argentina, Equador e Dinamarca.

Campo e cidade

Os protestos desta sexta começaram na última quarta-feira (8) e se intensificam nesta quinta-feira (9). Ao longo destes dois dias, foram ocupadas diversas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, sedes do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Ao todo, mais de 19 mil pessoas se mobilizaram nesta quinta em 15 estados contra o presidente interino, Michel Temer, em todas as regiões do país.

Confira as mobilizações desta sexta-feira (10):

São Paulo

Mais de 100 mil pessoas se concentraram na Avenidade Paulista, no centro da cidade. Pela manhã, manifestantes do MST fecharam a BR-153, a rodovia Transbrasiliana, na cidade de Promissão. Em São José do Rio Preto, 200 pessoas do MST protestaram em frente ao INSS.

Brasília

Ato na Esplanada dos Ministérios reúniu 15 mil pessoas. Movimentos populares, centrais sindicais, servidores públicos, mandatos progressistas e organizações da sociedade civil marcham em defesa da democracia e contra o retrocessos e ameaças aos direitos sociais.

Minas Gerais

Mais de 40 mil pessoas saíram às ruas de Belo Horizonte na noite desta sexta. Pela manhã, cerca de 400 pessoas protestam em frente ao Ministério da Fazenda. Os manifestantes seguiram para a Ocupação do SUS e se somarão ao grande ato da Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. Estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também realizaram um ato em frente ao campus Pampulha.

Sergipe

Em Aracajú, o ato na tarde desta sexta contou com apresentações político culturais. Mais de 3 mil pessoas participaram da atividade. Mais cedo, na capital sergipana, camponeses e camponesas do MPA, MST e o Movimento Quilombola ocuparam a sede da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Mato Grosso do Sul

Mais de 10 mil pessoas foram às ruas de Mato Grosso do Sul para protestarem contra o governo interino de Michel Temer. Cerca de 90% das escolas públicas do estado também estão paralisadas nesta sexta-feira (10).

Bahia

Mais de 20 mil pessoas se concentraram na praça Campo Grande, em Salvador, e saíram em marcha pelas avenidas da capital.

Pará

Mais de 10 mil pessoas saíram em baixo de chuva nas ruas de Belém para dizerem “Fora Temer”. Os manifestantes se concentraram na Praça da República, no centro da cidade. Na parte da manhã, mais de 1.000 camponeses ligados ao MST, Fetagri, quilombolas, ribeirinhos, pescadores e sindicatos de trabalhadores rurais ocuparam o Incra, em Belém. O prédio do INSS também foi ocupado. Outro grupo montou acampamento em frente à Superintendência da Caixa. Em Altamira, manifestantes também ocuparam a sede do INSS.

Paraná

Um Ato na Praça Santos Andrade, em Curitiba, reuniu cerca de duas mil pessoas na tarde desta sexta-feira (10). Pela manhã, movimentos populares ocuparam a refinaria da Petrobras em Araucárias. Outro grupo de manifestantes seguiu em marcha pelas ruas de Curitiba. Os prédios da Previdência Social, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras também foram ocupados. Segundo representantes da CUT, cerca de 30 agências bancárias da região central de Curitiba também foram fechadas nesta manhã. A cidade de Foz do Iguaçu também contou com mobilização.

Paraíba

Na tarde desta sexta, milhares de pessoas ocuparam as ruas da capital João Pessoa. Pela manhã, manifestantes do MST ocuparam a agência da Caixa, na cidade de Patos. Em Cajazeiras, mais de 600 pessoas se concentraram na praça Oiticicas, em frente à Câmara dos vereadores.

Rio de Janeiro

As ruas do centro da capital fluminense ficaram lotadas no ato que marchou da Candelária até a Praça da Cinelândia, no centro da capital fluminense. Na parte da manhã, camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) se encontraram com manifestantes do sindicato dos Petroleiros na Refinaria de Duque de Caxias (REDUC). Os trabalhadores permanecerão em greve nesta sexta-feira.

Outro ato público aconteceu em frente a Fiocruz, e reuniu alunos, servidores, terceirizados e moradores do bairro de Manguinhos, em favor do Sistema Único de Saúde e contra o desmanche da saúde pública.

Ceará

O ato em Fortaleza teve concentração na praça Luísa Távora por volta da 16h, com participação de cerca de 10 mil manifestantes de diversos organizações do campo e da cidade. Os manifestantes seguiram em marcha até a praça da imprensa onde protestaram contra a globo. Os manifestantes chegaram a ocupar a sede da Rede Globo de Televisão, afiliada Verdes Mares.

Durante o percurso houve parada em frente a Caixa Econômica Federal para denunciar os cortes no programa Minha Casa Minha Vida e em frente ao escritório do senador Eunício Oliveira, para protestar contra sua posição frente ao golpe contra Dilma Rousseff.

Nas regiões do Vale do Jaguaribe e em Baturité, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) também realizou mobilizações pela manhã. Também houve protesto na cidade de Sobral.

Piauí

Na noite desta sexta, mais de 5 mil pessoas protestaram na capital Teresina. Pela manhã, cerca de 300 pessoas de movimentos populares do campo e da luta por moradia ocuparam o prédio da Caixa na cidade de Teresina. O prédio do INSS na capital piauiense também permanece ocupado.

Goiás

Os movimentos populares realizaram um ato público em frente ao Tribunal de Justiça de Goiás contra a criminalização dos movimentos e em defesa dos presos políticos. Na sequência saíram em marcha pelas ruas do centro da cidade.

Santa Catarina

Em ‎Florianópolis, manifestantes pediram a renúncia do governo interino de Michel Temer.

Tocantins

Movimentos do campo e da cidade marcha pela capital Palmas na tarde desta sexta. Pela manhã, manifestantes de movimentos de moradia como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), a União Nacional de Moradia Popular (UNMP) e o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) ocuparam o prédio da Caixa. Manifestantes do MST ocuparam a unidade avançada do Incra, na cidade de Araguatins.

Rio Grande do Sul

Mais de 6 mil pessoas se concentraram na esquina democrática, em Porto Alegre, e caminharam em direção ao Largo do Zumbi. Na Parte da manhã, integrantes de movimentos populares do campo e da cidade realizaram um protesto em frente ao prédio da Previdência Social, no Centro de Porto Alegre. Também teve protesto na cidade de Canguçu.

Alagoas

Em Maceió, manifestantes se concentraram na Praça do Centenário e seguiu pelas ruas do centro da cidade.

Sergipe

Em Aracaju, camponeses e camponesas do MPA, MST e o Movimento Quilombola ocuparam a sede da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Pernambuco

Em Recife, mais de 30 mil pessoas participaram do ato Fora Temer teve início na Praça do Derby, com intervenções culturais, blocos feministas e LGBTs. ‪Na parte da manhã, movimentos ocuparam a agência da Caixa Econômica, em Ouricuri (PE).

Rio Grande do Norte

Manifestantes ocuparam as ruas de Natal na manhã desta sexta.

Frente Brasil Popular y Povo Sem Medo hicieron el primer acto unificado en Sao Paulo

Manifestação reuniu 100 mil, segundo organizadores; Ex-presidente Lula esteve presente

Rute Pina, São Paulo,
A manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas na Av. Paulista, segundo os organizadores. - Créditos: Reprodução
A manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas na Av. Paulista, segundo os organizadores. / Reprodução

Na tarde desta sexta-feira (10), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo fizeram o primeiro ato unificado na cidade de São Paulo desde o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, há pouco mais de três semanas. Outras manifestações ocorreram em mais de 40 cidades em 19 estados do país. Os protestos tinham como grito unitário a saída de Michel Temer (PMDB) da presidência, que completará um mês no cargo no próximo domingo (12).

A manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo os organizadores. O estudante William Brendo, 20 anos, acredita que o frio na região paulistana espantou alguns participantes. “No primeiro ato lembro que vim até de bermuda. Esse friozinho já dá uma inibida para sair de casa”, brincou. Ele estava com algumas dezenas de colegas do curso de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). “Eu acho que a gente tem dado uma apagada, mas temos que continuar na luta”, disse Aline Cumon, 21 anos.

William destaca que os primeiros atos foram também de reação às ações da direita, que hoje não estão mais presentes nas ruas. “Diferentemente da gente, eles não sabem o que querem”, avaliou. “É bem mais partidária a causa deles. Não existe mais panelaços, manifestações contra a corrupção…”, adicionou Aline. Para ela, muitos ainda não saíram de casa por “não entender o que está em jogo”, por exemplo, com medidas como o aumento da porcentagem da Desvinculação de Receitas da União (DRU) para 30% – aprovada na Câmara, esta semana, e que terá impacto direto no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Áquiles Mendes acompanhava o grupo de alunos. “Este é um ato que se soma a várias manifestações Fora Temer. Temos que apostar que agora o debate político se faz nas ruas para mostrar a nossa total rejeição a este governo que entrou por meio de um golpe e tudo que ele está fazendo já nestas três semanas. Não é uma questão eleitoral, mas de dizer que o Brasil está ruindo e a classe trabalhadora tem que mostrar o que já está sentindo na pele”, pontuou.

Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical, também destacou a alteção da DRU como um dos retrocessos aos direitos sociais nestes quase 30 dias de governo Temer. “Vão retirar verbas da Seguridade Social para desviar para pagamentos de juros aos bancos. Isso na União, mas também poderá ser feito nos estados”, explicou. Segundo ele, os movimentos populares têm uma expectativa boa quanto ao retorno da presidenta afastada. “A população já está percebendo que a substituição do governo Dilma por outro não veio para melhorar, para punir corrupção ou pedalar; mas instalar um governo disposto a fazer um conjunto de medidas que prejudiquem o povo”.

E a acomodação com “um governo golpista”, nas palavras da socióloga Cris Abramo, 46 anos, é o que não pode acontecer agora. Ela afirmou que está presente em todos os atos já há um ano. “Eu acredito que estar nas ruas seja nosso instrumento de luta mais eficaz nesse momento e daqui para frente porque existem forças trabalhando para que esse golpe se acomode. As ruas que farão que isso não aconteça. Mas estou otimista”, disse. “Tem muita coisa sendo ameaçada por esse governo. Não é o projeto político de um partido, mas o projeto político de democracia para o Brasil e América Latina”, afirmou ela, que enfatizou estar confiante na reversão do processo de impeachment no Senado.

No frio de 14º que fazia no final da tarde de sexta-feira, o estudante Luis Dantas, de 21 anos, estava de saias. Vestido caracterizado da presidenta Dilma, com um tailleur e glitter nos lábios vermelhos, ele afirmou estar nas ruas também pelos direitos das lébiscas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

“Estou aqui para defender a democracia e dizer não ao retrocesso. Que os senadores tenham consciência de tudo o que está acontecendo e da grande burrice que foi afastar Dilma”, disse. “Para mim, como ator e da comunidade LGBT, a exclusão é o que marca esse governo. A extinção do Ministério dos Direitos Humanos, das Mulheres e da Igualdade Racial e da Cultura, num primeiro momento, não ter mulheres nem negros na composição ministerial… Tudo isso é um retrocesso”, afirmou.

O cantor Chico César fez uma apresentação musical durante a manifestação. Ele se refutou a fazer uma avaliação do primeiro mês de Temer na presidência por considerá-lo “ilegítimo”. “Um dia, dois dias, 30 dias… Tanto faz porque é um governo com quem não se pode conversar, nem se deve. Um governo sem voto não é governo”, disse. Ele afirma que, mesmo Temer voltando atrás em pautas como a extinção do Ministério da Cultura, a pauta deve ser a saída do governo do peemedebista.

Lula

Às 20h, o ex-presidente Lula subiu ao palco de som montado na Avenida Paulista e fez duras críticas ao governo interino, além de enfatizar a ausência de representatividade nos ministério. “Não pode haver democracia se não tiver um ministério que cuide dos problemas das mulheres deste país”, disse.

Dirigentes

Mais cedo, os coordenadores e dirigentes das frentes que organizaram o ato deram uma entrevista coletiva aos jornalistas. Sobre a possibilidade de plebiscito mencionado pela presidenta Dilma Roussef em entrevista à TV Brasil, Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que as entidades que compõem a Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular não têm uma formulação conjunta a respeito.

“Os movimentos sociais que estão aqui querem impedir o impeachment e impedir o golpe. Nessa crise toda, a coisa mais importante que contruímos foi essa linda unidade da esquerda brasileira para retomar a democracia”, disse. Ele afirmou que as entidades discutirão todos os temas “no momento adequado”.

Wagner voltou a afirmar que não existe condições para a Reforma da Previdência e que o “desgoverno” de Termer em menos de um mês causou mais transtornos à classe trabalhadora do poderia se imaginar. “Não aceitaremos nenhuma mudança na Previdência que não seja discutida pelos trabalhadores”, disse.

Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), afirmou que a avaliação do primeiro mês do governo interino de Temer é que este é de “ataque aos movimentos sociais, aos direitos sociais e criminalização dos movimentos sociais e repressão inimaginável”. Para ela, a juventude e as mulheres vêm combatendo à altura os retrocessos anunciados pelo governo.

Um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos afirmou que existe no país um “duplo golpe”, por existir um presidente não eleito e contra os direitos sociais. “Estão querendo aplicar um programa que não foi eleito por ninguém, e nem seria. Um programa de retrocesso dos direitos sociais historicamente conquistados pelo povo trabalhador. Esta mobilização é apenas um capítulo, Não começou aqui e não termina agora. As mobilições vão se intensificar a cada passo desse governo ilegítimo”, finalizou.

Edição: Simone Freire.

También podría gustarte

Los comentarios están cerrados.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More