Tômbola & waterboarding itinerantes celebrados em Buckinham Palace (parte I)

Foi onde o mundo rico e o mundo emergente, o que há três dias eram países em “vias de desenvolvimento”, tentarom reanimar o moribundo sistema capitalista ainda imperante. Recebidas e recebidos todos e algumhas no enxame da rainha mais rançosa e representativa do orbe, sua majestade a rainha Elizabeth Alexandra Mary para o vulgo e plebeus: Isabel II. Foi em Buckingham Palace.

Encenarom nos palcos imperiais cada quem seu simulacro idiossincrático, próprio; com traduçom política simultânea. Via satélite para seus países e colónias. As campanhas eleitorais e as crises de governo transmitidas em directo. A Tômbola de Zapatero e o primeiro presente envenenado do amigo americano; um triunfal intento de calote, de Obama a Europa, personificado em Zapatero. Cativo dos desencontros forçosos apresentados como dignidade “cañí”, após 5 anos, num encontro com o novo presidente Obama. Entretanto as primeiras damas, sem os primeiros “damos consortes”, tomavam cha. Todo decadência no antigo império berço da grandieloqüência herdada polos EUA filhos espúrios da grande “Britannia”. &nbsp

Depois do derby onde jogarom como se cressem na colaboraçom histórica (mais jogo de cabra ou pita cega!), a realidade é bem outra: umha divisom radical dos actores do G-20: EUA e a Gram Bretanha, mais umha vez, tratam desesperadamente de manipular para bloquear e diluir
qualquer poder “emergente” ou moeda que substitua o dolar (o Sucre e oKhaleeji), Que permita reformar radicalmente um sistema actualmente nas maos deles, dos países mestres da especulaçom causantes maiores do mantimento artificial dum sistema moribundo.

EUA veu à Europa sem saber como pode assumir um novo liderado. Recorrendo as maneiras holliwodenses que fagam esquecer de imediato, a bushificaçom doentia do régimem ainda criminoso dos EUA. &nbsp

Muitos e muitas comentaristas políticos para falar da actualidade fam referências históricas à famosa reuniom de Bretton Woods, em 1944. Durou mais de 20 dias e assentou as bases do sistema monetário internacional. Deu origem às traves mestras do sistema financeiro dos últimos cinquenta anos. A reuniom do G-20 em Londres durou apenas um dia. Mas sabemos que todo estava já acordadado com anterioridade. Incluída a recomendaçom de restabelecer a confiança, em apenas dous fólios, com a recomendaçom mais publicitada: implementar os sistemas de controlo bancário de imediato com algumha referência morna sobre os paraísos fiscais que ninguem cre, e os salários e retribuiçons dos altos executivos, sem mencionar a
necessária exemplarizante reducçom dos salários nas administraçons públicas.

Era, é a finalidade da cimeira um simulacro acordado na metrópole da libra de valor confundido com preço num mundo mais inseguro por bushificado e em pretendido processo de des-bushificaçom mais aparente que real. Todo bem simples: tranquilizar o mundo e garantir aos selectos clubes dos financeiros, continuar a agir como tem agido nas últimas três décadas ao abeiro dos espíritos neoliberáis de Margaret e de Ronald e dos e das herdeiras; sequazes consequentes das trapalhadas e desastres calamitosos iniciados nos oitenta.

Há só um ano, quando o criminal Bush ainda era presidente, a ONU tentou nom ser marginalizada e liderar legitimamente, umha reuniom antes de finalizar 2008. Mas EUA tinha outros planos como agora em Londres, o menosprezo&nbsp dos EUA pola ONU como único organismo mundial legítimo (ainda com direitos de veto dos mais poderosos). O encontro em Londres foi umha sorte de golpe de estado com falências previsíveis, do G-8 + 12 convidados, um G-8 alargado arbitrariamente contra a legitimidade internacional da ONU.

1-Zapatero, sempre serôdio, é utilizado por Obama como parvo útil na Tômbola feliz. Obama premia-o com um&nbsp calote: com a sua própria presença e umha viagem a Turquia; umha lua de mel no país da meia-lua. Onde a carom do velho-novo branco-preto, o imperinho espanhol, mais de sombras que de sol, celebra a Aliança de civilizaçons; umha vacina que fora concivida contra a bushificaçom beligerante na era da paz à forza ou guerra preventiva e misons humanitárias. Já tarde. Quando os orçamentos dos impérios e imperinhos nom alcançam para manter o que familiarmente chamamos trem de vida. Pagado, mais umha vez polos generosos e generosas contribuíntes desempregados e desempregáveis, ao nosso pesar. Foi todo importante para se sentir amigo, para continuar fazendo a guerra em Afeganistam, argumento humanitario para deixar Kosova a destempo. Para pagar ao império favores sem contravalor.

2- A Aliança de civilizaçons (a Bela Adormecida) foi pensada no momento mais duro da bushificaçom planetaria, no 2004, como atenuante ideológico num ambiente de islamofóbia propugnado por Bush e magnificado polo seu amigo “Ásnar”. Lembremos as campanhas para incluir as referencias cristiás na contituiçon europeia. O plano da Aliança foi tirado convenientemente da gaveta por oportunismo estratégico. Apoio explícito de Obama. O amigo americano tem tantos problemas estratégicos como dívidas.&nbsp

3- Os EUA já nom podem liderar nada. Som os consumidores dum mundo em bancarrota. Os
delinquentes nom podem controlar a banca. Os fornecedores dos paraisos fiscais nom podem ser os que regulem o sistema. Eles nom vam ser quem tomem essas medidas contra o seu próprio sistema gansteril. A “crise” humaniza obrigatoriamente aos EUA. Razons economicistas
e outras que ainda desconhecemos.

A) Nos EUA há um inesperado cenário onde pola “crise económica”, vários estados estam considerando eliminar a pena de morte por causa de que o processo para executar a pena de morte é mui custoso e os recursos som mui limitados.&nbsp

B)- "A CIA nom opera mais centros de detençom ou locais negros", Washington – 10/04/2009 (EUA fecharam prisons secretas, diz o director da CIA. Leon Panetta, o que fora Chefe
de Gabinete da Casa Branca (White House Chief of Staff) com Bill Clinton.

C) A antiga conselheira da Defesa Nacional Condoleeza Rice e outros altos responsáveis da Administraçom Bush aprovaram pelo menos no Verao de 2002 o uso, nas prisons secretas da CIA, de métodos de interrogatório “duros” como o waterboarding (simulaçom de afogamento).&nbsp

4- Um país criminoso nom pode exigir a ninguém nengum tipo de medidas democráticas. A
desintegraçom económica, do legado de Bush, vai dar passo à desintegraçom geopolítica. As decisons adiadas teram que ser enfrentadas. Paralelamente os falcons e oposiçom conservadora no mundo inteiro reorganiza-se, respostando irados, colaboracionistas
como Ánsar e reaccionárias como Esperanza Aguirre.

Obama nom avança ou avança a duras penas com políticas de aumento de “gasto público” e nom como devera de criaçom de empresas e intervençons radicais do próprio estado. Para seus aliados à “esquerda”, o ritmo é lento e só pode atenuar umha morte irremediável do sistema. Para criminais como Cheney “o que está a ser feito já representa ameaça ao país”. “Acenos a Cuba e troca de sorrisos com a Venezuela expoem fraqueza intolerável”. Depois das viagens iniciáticas à Europa e à América Latina esquerdista, Barack Obama é confrontado pola oposiçom de extrema –direita como anti-americano.

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