São Paulo: Cursos sobre Marx e Engels na periferia

 

São Paulo

A editora Boitempo, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, planeja realizar cursos de introdução a vida e obra dos intelectuais alemães Karl Marx e Friedrich Engels em bairros da periferia de São Paulo. A ideia é reunir autores ligados à editora, tradicionalmente críticos do modelo capitalista, para as discussões. As datas ainda não estão fechadas.

Entre os nomes cotados para os encontros estão a socióloga Silvia Viana, o cineasta Felipe Bragança e o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto (MTST), Guilherme Boulos. Os debates deverão ocorrer entre setembro e outubro, e um dos primeiros locais a sediá-los será o Centro Cultural da Juventude, na zona norte.

“A editora está organizando uma série de eventos no segundo semestre para comemorar seus 20 anos e um dos planos é organizar uma nova edição do curso Marx e Engels, junto com Secretaria Municipal de Cultura”, disse o representante da Boitempo, Kim Doria.

“Muitas vezes pensamos no que não queremos, mas pensar o que queremos concretamente, pensar utopias e uma sociedade construída por afirmações é um grande desafio e esses eventos vão no sentido de responder a esse desafio.”

Nos últimos dias 9 a 12, a editora realizou, em São Paulo, o seminário Cidades Rebeldes, que reuniu intelectuais, artistas, políticos e representantes de movimentos sociais para debater o futuro das cidades. Entre os debatedores, estavam o filósofo britânico David Harvey, o professor italiano Domenico Losurdo, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), a psicanalista Maria Rita Kehl, a urbanista Ermínia Maricato, além de Boulos e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

A editora calcula que pelo menos 17 mil pessoas acompanharam os debates nos quatro dias de evento, seja presencialmente ou pela internet. Todos os debates estão disponíveis online, no site do Seminário Cidades Rebeldes, e podem ser acessados a qualquer momento.

“Temos o entendimento que organizar eventos inclusivos, democráticos e agregadores é importante para promover o pensamento crítico, sobretudo porque é uma forma de ocupar o espaço público”, afirma Doria.

 

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