Santa Catarina: Pateta de Veja pede desculpas ao Beto Carrero

 

O motivo: antes das eleições, ele alertou que aos brasileiros restaria apenas a possibilidade de viajar ao Beto Carrero World, e não mais à Disney, após a vitória de Dilma. O motivo: o dólar dispararia (relembre aqui).

Bem, como se sabe, o dólar desabou na primeira semana após as eleições. E Constantino se viu forçado a pedir desculpas. Leia:

Pedido de desculpas ao Beto Carrero World

O prefeito de Penha, que é tucano, sentiu-se ofendido com minha brincadeira sobre a possível troca da Disney pelo Beto Carrero World, caso Dilma fosse reeleita (infelizmente foi). Vejam a notícia:

O prefeito de Penha, Evandro dos Navegantes, enviou nota à imprensa lamentando o que chamou de “colocações depreciativas” do colunista Rodrigo Constantino, da revista Veja, sobre o Beto Carrero World.

Em um texto publicado no dia 24 de outubro, às vésperas das Eleições, Constantino falou sobre a então prevista reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e as implicações econômicas que, na opinião do colunista, traria o resultado das urnas.

“Mas todos esses da classe média que finalmente puderam levar seus filhos para conhecer o Mickey e as princesas na Disney (…) precisam ter em mente o que uma eventual vitória de Dilma representaria: a troca da Disney pelo Beto Carrero World. E olha lá!” _ escreve Constantino.

Evandro, que é tucano, classificou a afirmação como “infeliz”. Para o prefeito, o colunista definiu o parque como “algo menor” e “não merecedor da visita dos turistas do Brasil”.

No manifesto, diz ainda que “apesar de também não concordar com a política econômica da presidente reeleita”, a escolha do parque catarinense para a comparação negativa foi “profundamente deselegante e fora de contexto”.

Entendo a chateação de todos aqueles que, de forma direta ou indireta, dependem do turismo ao parque para sobreviver, e não foi minha intenção prejudicar ninguém. Peço, portanto, desculpas, e confesso uma coisa: nunca estive no Beto Carrero World! Conheço apenas por terceiros, e admiro qualquer empreendedor que tenha ousadia a ponto de tentar construir um parque de diversões no Brasil, país hostil aos negócios.

O que quis dizer, e talvez tenha sido infeliz mesmo, foi que dificilmente um parque nacional será do mesmo padrão da Disney. Nenhum que conheci chegava perto. Não por demérito do nacional, e sim porque a Disney World é a referência mundial no setor, por motivos óbvios. Lá já estive algumas vezes, e tiro o chapéu: a turma sabe fazer um “mundo encantado” para a criançada (e nem só para as crianças).

Logo, não podemos cair em nenhum dos extremos, nem o que ridiculariza tudo aquilo que é nacional, fruto do complexo de vira-latas de que Nelson Rodrigues falava, nem no ufanismo boboca, que trata o que é “nosso” como superior só por ser brasileiro.

É inegável que o sonho de muita gente da “nova classe média” é levar seus filhos para conhecer a Disney, um sonho legítimo para quem não odeia a classe média, como a petista Marilena Chaui. Eu quis apenas chamar a atenção para o fato de que tal sonho se tornará mais difícil agora, com sua reeleição. Quem viver, verá.

Dito isso, refaço meu pedido de desculpas pelo comentário infeliz, e tentarei visitar o parque com minha filha assim que possível, para ver se fico com uma impressão favorável do lugar.

 

NOTICIAS ANTICAPITALISTAS