Rússia e Turquia fazem acordo de cessar-fogo na Síria

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Rússia e Turquia fecharam um acordo de cessar-fogo em todo o território da Síria, segundo a agência oficial de notícias de Ancara. Os dois países pretendem colocar a trégua em a partir da madrugada desta quinta (29).

 O cessar-fogo vale para “todas as zonas de combate entre as forças do governo e os rebeldes”. A exceção é a manutenção dos ataques contra os “grupos terroristas”. O documento será submetido à aprovação do governo sírio e dos grupos de oposição.

Representantes do Rússia, Turquia e Irã debatem desde a semana passada saídas para encerrar o conflito sírio. O acordo não inclui os ataques dos Estados Unidos e da coalização internacional.

 Desde o início do conflito, Rússia e Turquia estavam em lados opostos, com Moscou apoiando o regime do presidente sírio Bashar al-Assad enquanto Ancara dava respaldo à oposição.

Nos últimos meses, os dois países começaram uma cooperação na Síria após superar uma crise diplomática causada pela derrubada de um caça russo pela Turquia, na fronteira com a Síria.

De acordo a Agência Ansa, a Turquia não deixou claro se continuará os curdos, que querem criar uma região autônoma no território turco. O governo de Erdogan classifica como terroristas diversos desses grupos.

 Mais de 290 mil pessoas morreram na guerra civil que teve início há 6 anos. A cidade de Aleppo se dividiu entre áreas pró-governo e favoráveis aos rebeldes e seus moradores tem sofrido com cortes de suprimentos, água e energia. Em agosto, Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, alertou para uma “catástrofe humanitária” sem precedentes em Aleppo

Rússia e Turquia fazem acordo de cessar-fogo na Síria

 

 Turquia

Erdogan e as evidências de que grupos terroristas como o Daesh (Estado Islâmico) e os grupos militantes curdos YPG e PYD recebem apoio das forças da coalizão internacional liderada pelos EUA.

Sputnik Brasil

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, diz ter fotos e vídeos comprovando ligação da coalizão internacional com grupos terroristas.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou na terça-feira (27) que possui evidências de que grupos terroristas como o Daesh (Estado Islâmico) e os grupos militantes curdos YPG e PYD recebem apoio das forças da coalizão internacional liderada pelos EUA.

«Eles estavam nos acusando de apoiar o Daesh (Estado Islâmico)», disse ele em uma conferência de imprensa em Ancara.

«Agora eles dão apoio a grupos terroristas, incluindo Daesh, YPG, PYD. É muito claro. Temos confirmadas as evidências, com imagens, fotos e vídeos», disse ele.

Segundo ele, a coalizão prometeu «apoiar a Turquia até o final nos esforços na luta contra os terroristas Daesh, no entanto a promessa não chegou a ser cumprida», disse Erdogan.

A coalizão formada pelos EUA e mais de 60 países vem realizando missões militares no Iraque e na Síria desde 2014, sendo que as ações em território sírio não são autorizadas pelo governo local nem pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

https://br.sputniknews.com/mundo/201612277294549-erdgoan-provas-coalizao-apoio-terroristas/

Valas comuns em Alepo

As valas comuns de vítimas das torturas em Aleppo confirmam não haver diferença entre a assim chamada oposição e os terroristas do Daesh, declarou aos jornalistas nesta segunda-feira o vice-presidente do comitê de defesa e segurança do Senado russo, Frans Kintsevich.

Mais cedo, o porta-voz do ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov revelou que, em Aleppo, foram encontradas covas coletivas com dezenas de vítimas de tortura e execução.

«As valas comuns descobertas em Aleppo, com sírios que foram submetidos à torturas monstruosas, são mais uma prova incontestável de que não há diferença alguma entre a assim chamada oposição e os terroristas do Daesh. Mais cedo ou mais tarde, o Ocidente terá de reconhecer isso», disse o senador russo. Segundo ele, o radicalismo islâmico chegou ao seu extremo.

 «Nunca vi nada igual, mesmo durante a guerra do Afeganistão, apesar dos mujahedins não serem conhecidos por cuidado com seus oponentes. Mas com eles era possível manter algum diálogo, chegar ao acordo», disse o político. «Hoje, os discípulos de sua causa reconhecem somente um único argumento — a força», concluiu Klintsevich.

https://br.sputniknews.com/opiniao/201612267286359-opiniao-covas-coletivas-Aleppo-oposicao/

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PS do colaborador:

Fotoarte: “Do massacre ao cessar-fogo ”

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