Racismo contra umha família cigana em Ponte Caldelas: entrevistamos umha vizinha (GAL/CAS)

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Entrevista com Marta Bueno, Vizinha de Caritel (Ponte Caldelas) e membro de Vizinh@s pola Toleráncia.

Porque convocades hoje esta manifestaçom em Caritel?&nbsp

Na semana passada figemos umha denúncia nos julgados polo assédio a que está ser submetida esta família por racismo, assim como pola falta de assistência por parte das administraçons públicas na hora de manter a igualdade e o direito desta família a viver em paz.

A motivaçom mais recente é que há umha semana apareceu pendurado dum poste em frente da sua casa um boneco ameaçador, facto muito grave e que ninguém se tem molestado em retirar1. Também porque nestas últimas semanas aparecêrom na imprensa muitas declaraçons de responsáveis políticos a raiz do contenciosos administrativo entre os concelhos de Poio e Pontecaldelas, mas em nengum momento falarom das ameaças, do assédio, ou deste tipo de "bruxaria" que lembremos está situada num lugar público e que alguém terá a responsabilidade em retirar. (1)

A colocaçom deste boneco de "bruxaria" foi a culminaçom de 14 meses de constantes incidentes e ataques à família, conta-nos o que tenhem padecido neste tempo.

Pois a família desde o primeiro momento em que chegou a Caritel tivo que suportar concentraçons diante do seu domicílio, ao começo cada sexta e cada sábado, logo cada sábado, vendo limitado o acesso às suas vivendas, pois ainda que as manifestaçons fossem às portas da casa, entendemos que o acesso à mesma, quando te estám a insultar e a ameaçar, é um tanto difícil. A família estivo e está totalmente desprotegida polas autoridades, que permitem que isto continue a acontecer. A esta família cortárom-lhe a iluminaçom pública, a água, aparecêrom pintadas com a suástica, muitas faixas em que se reivindicava que se fossem, pinchárom-lhes várias vezes às rodas do camiom, etc, etc…. digamos que desde o começo encontrárom um ambiente muito violento para os intimidar e lograr que se fossem.

Durante as manifestaçons racistas houvo furos nas rodas de carros particulares e as denúncias perante os tribunais e a Guardia Civil contra estes factos nom tivérom nengumha resposta. Nós entendemos que quando se solicita umha licença para umha concentraçom tem que haver supervisom das forças de segurança, responsáveis, actas do que acontece, etc, etc… nom entendemos como todo isto pode passar sem que ninguém tenha constáncia do mesmo e sem que se faga nada.

Qual é o papel dos diferentes partidos e instituiçons no suposto conflito?

Estamos só nós, Vizinh@s pola Toleráncia e a Fundaçom Secretariado Cigano, sem mais ninguém. Ao começo das manifestaçons quigemos comprovar que estas eram de conteúdo claramente xenófobo, antes de iniciar qualquer tipo de actividade pública, e para isso estivemos com a família dentro da casa enquanto fora estavam estas pessoas. Efectivamente ninguém pode negar que estas concentraçons som de índole claramente racista quando o que se berra som cousas como “Gitanos Fuera” “Má gente, má raça”, palavras de ordem que estám longe de fazer refefência aos problemas dos realojamentos. Nós nom estamos em contra de que protestem perante quem queiram, ante as instituiçons responsáveis polos mesmos, mas nom o assédio, insultos e agressons verbais que nom deviam permitir-se.

Após catorze meses e com umha situaçom como a que relatas, como está a família?, pois agüentar isto mês após mês sem rebentar resulta bastante complicado para qualquer umha que se ponha no seu lugar.

A família está mui mal, com repercussons claras na sua saúde, com ingressos clínicos por ataques de ansiedade, ao ponto que aos sábados tenhem que marchar da casa enquanto duram as concentraçons racistas às portas.

Eu quero ressaltar a contençom que tem esta família, que tem que ver com o sofrimento que venhem arrastando como povo desde há muitos anos. Ao contrário do que se pensa, tenhem muito mais inteireza e resistência do que os paios. Essa fama de suposta agressividade é falsa, @ cigan@ tem muita contençom, e estám afeit@s a que os tratem desta maneira. E esta família em concreto nom é só o que leva sofrendo no ano que leva cá, levam 8 anos a sofrer. Construírom umha vivenda, mas a licença de construçom demorava, como se passa em tantos e tantos lugares, mas eles pagavam igual as facturas, e incluso as multas por nom terem a licença de construçom. Longe de prescrever o seu caso, como passa habitualmente, quando chegou o plano contra o chabolismo, metêrom-lhes a sua casa dentro dele, e acabárom por lhes derrubar a casa. Mandárom-nos a um campismo, do qual os botárom, depois a um hotel, de onde também os botárom, etc, etc. Ou seja que, antes de chegarem aqui, já vinham sofrendo avondo.

Qual é a atitude do povo de Caritel fora destes núcleos racistas?

A maior parte do povo está descontente com o que está a suceder, mas esta minoria que está em contra submete a muita pressom o resto. Vou pôr um exemplo de como funciona esta gente, que é o do Teleclube. Ao home que tinha a concessom nom lha renovárom por servir aos ciganos. Cumpre anotar que o Teleclub é um sítio público, nom tem reservado o direito de admissom, e a este homem o pressionárom-no para que nom lhes servisse, ao qual ele se negou reiteradamente, chegando a ser ameaçado com a rescissom do contrato, cousa que finalmente figérom ao nom ceder perante as ameaças.

Quais som as futuras actividades que tendes previstas?

Estivemos realizando várias jornadas de convívio, para demonstrar que a vontade de integraçom por parte da família é absoluta, e que se veja que som umha família normal e corrente, e desmentir as falsas acusaçons que se lançárom sobre ela.

Agora queremos esperar a ver como vam os acontecimentos, pois hoje saía na imprensa umha junta que houvo entre alcaldes e vizinh@s, e parece que acordárom suspender as concentraçons, polo que imos estar à espera do que acontece.

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(1)&nbsp Trata-se dum boneco de grande tamanho com o peito inçado de agulhas de tricot e de alfinetes, acompanhado por círios nas extremidades. Apareceu em frente da casa da família Montoya, com umha cruz de sal aos pés. Ali estivo durante estes dias sem que ningém a retirasse, até que na concentraçom do dia 30 foi retirado e posteriormente queimado pola vizinhança solidária de Pontecaldelas.


Traducción al castellano

Entrevista con Marta Bueno, Vecina de Caritel (Ponte Caldelas) y miembro de Vizinh@s pola Toleráncia.&nbsp

Porque convocais hoy esta manifestación en Caritel?

La semana pasada hicimos una denuncia en los juzgados polo acoso a que está ser sometida esta familia por racismo, así como pola falta de asistencia por parte de las administraciones públicas en la hora de mantener la igualdad y el derecho de esta familia a vivir en paz.&nbsp

La motivación más reciente es que hay una semana apareció colgado de un poste enfrente de su casa un muñeco amenazante, hecho muy grave y que nadie se ha molestado en retirar. También porque estas últimas semanas aparecieron en la prensa muchas declaraciones de responsables políticos la raíz del contenciosos administrativo entre los municipios de Poio y Pontecaldelas, pero en nengun momento falaron de las amenazas, del asedio, o de este tipo de "brujería" que acordemos está situada en un lugar público y que alguien tendrá la responsabilidad en retirar. (1)&nbsp

La colocación de este muñeco de "brujería" fue la culminación de 14 meses de constantes incidentes y ataques a la familia, nos cuenta lo que teñen padecido este tiempo.&nbsp

Pues la familia desde el primer momento en que llegó la Caritel tuvo que soportar concentraciones delante de su domicilio, al comienzo cada sexta y cada sábado, luego cada sábado, viendo limitado el acceso a sus vivendas, pues aunque las manifestaciones fueran a la puertas de la casa, entendemos que el acceso a la misma, cuando te están a insultar y a amenazar, es un tanto difícil. La familia estivo y está totalmente desprotegida polas autoridades, que permiten que esto continúe a acontecer. A esta familia le cortaron la iluminación pública, el agua, aparecêron pintadas con la esvástica, muchas franjas en que se reivindicaba que se fueran, les pincharon varias veces las ruedas del camiom, etc, etc…. digamos que desde el comienzo encontraron un ambiente muy violento para intimidarlos y lograr que se fueran.&nbsp

Durante las manifestaciones racistas hubo pinchazos en las ruedas de coches particulares y las denuncias ante los tribunales y la Guardia Civil contra estos hechos no tuvieron ninguna respuesta. Nosotros entendemos que cuando se solicita una licencia para una concentración tiene que haber supervisión de las fuerzas de seguridad, responsables, actas del que sucede, etc, etc… no entendemos como todo esto puede pasar sin que nadie tenga constancia del mismo y sin que se haga nada.&nbsp

Cuál es el papel de los diferentes partidos e instituiciones en el supuesto conflicto?&nbsp

Estamos sólo nosotros, Vizinh@s pola Toleráncia y la Fundación Secretariado Gitano, sin más nadie. Al comienzo de las manifestaciones quigemos comprobar que estas eran de contenido claramente xenófobo, antes de iniciar cualquier tipo de actividad pública, y para eso estuvimos con la familia dentro de la casa mientras fuera estaban estas personas. Efectivamente nadie puede negar que estas concentraciones sonido de índole claramente racista cuando lo que se berra sonido cosas como “Gitanos Fuera” “Mala gente, mala raza”, consignas que están lejos de hacer refefencia a los problemas de los realojos. Nosotros no estamos en contra de que protesten ante quien quieran, ante las instituiciones responsables polos mismos, pero no el asedio, insultos y agressons verbales que no debían permitirse.&nbsp

Después de catorce meses y con una situación cómo a que relatas, como está la familia?, pues aguante esto mes después de mes sin rebentar resulta bastante complicado para cualquier una que se ponga en su lugar.&nbsp

La familia está muy sola, con repercusiones claras en su salud, con ingresos clínicos por ataques de ansiedad, al punto que a los sábados tienen que marcharse de casa mientras duran las concentraciones racistas a la puertas.&nbsp

Yo quiero resaltar la contención que tiene esta familia, que tiene que ver con el sufrimiento que veñen arrastrando como pueblo desde hay muchos años. Al contrario del que se piensa, teñen muy más inteireza y resistencia del que los paios. Esa fama de supuesta agressividade es falsa, @ gitan@ ha mucha contención, y están afeit@s a que los traten de esta manera. Y esta familia en concreto no es sólo lo que lleva sufriendo el año que lleva acá, llevan 8 años a sufrir. Construíron una vivenda, pero la licencia de construcción tardaba, como se pasa en tantos y tantos lugares, pero ellos pagaban igual las facturas, e incluso las multas por no tengan la licencia de construcción. Lejos de prescribir su caso, como pasa habitualmente, cuando llegó el plan contra el chabolismo, metieron su casa dentro de él, y acabaron por derrumbarles la casa. Los mandaron a un campismo, del cual los botárom, después a un hotel, de donde también los botárom, etc, etc. O sea que, antes de llegar aquí, ya venían sufriendo suficientemente.&nbsp

Cuál es la actitud del pueblo de Caritel fuera de estos núcleos racistas?&nbsp

La mayor parte del pueblo está descontente con lo que está sucediendo, pero esta minoría que está en contra somete la mucha presson el resto. Voy a poner un ejemplo de como funciona esta gente, que es lo del Teleclube. Al home que tenía la concesson no se la renováron por servir a los gitanos. Cumple anotar que el Teleclub es una casa de campo pública, no ha reservado el derecho de admissom, y a este hombre el pressionárom-en el para que no les sirviera, al cual él se negó reiteradamente, llegando a ser amenazado con la rescisson del contrato, cousa que finalmente figéron al no ceder ante las amenazas.&nbsp

Cuáles sonido las futuras actividades que habéis previstas?&nbsp

Estuvimos realizando varias jornadas de convivencia, para demostrar que la gana de integración por parte de la familia es absoluta, y que se vea que sonido una familia normal y corriente, y desmentir las falsas acusaciones que se lançáron sobre ella.&nbsp

Ahora queremos esperar a ver cómo discurren los acontecimientos, pues hoy salía en la prensa una reunión que hubo entre alcaldes y vecin@s, y parece que acordaron suspender las concentraciones, polo que vamos a estar esperando a ver que pasa.&nbsp &nbsp

(1) Se trata de un muñeco de gran tamaño con el pecho lleno de agujas de calcetar y de alfileres, acompañado por círios en las extremidades. Apareció enfrente de la casa de la familia Montoya, con una cruz de sal a los pies. Allí estivo durante estos días sin que ningén a retirara, hasta que en la concentración del día 30 fue retirado y posteriormente quemado por los vecinos y vecinas solidarias de Ponte Caldelas.

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