Portugal: La crisis aleja a pacientes de los centros de salud

Fuente: esquerda.net

«Além do aumento das taxas moderadoras, os transportes públicos ficaram mais caros e as pessoas têm graves dificuldades financeiras. Há muita gente a optar por não ir a consultas médicas», afirmou Carlos Braga, porta-voz do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, ao semanário Sol, que este sábado publica na edição online uma reportagem sobre a queda a pique do número de doentes nos centros de saúde em Portugal.

Segundo o semanário, o Governo está «a avaliar» a situação e põe a hipótese das receitas com prazo de validade alargado poderem estar por detrás da quebra na afluência às consultas. Mas os médicos de vários centros de saúde espalhados pelo país não confirmam que seja o caso. «Nunca houve tanta gente a faltar às consultas», diz um médico colocado em Tomar, referindo o aumento das taxas moderadoras e também dos preços dos transportes como uma barreira ao acesso a cuidados de saúde.

«De Quarteira a Loulé, por exemplo, são 12 quilómetros e a camioneta custa cinco euros. Com mais cinco da consulta, já vão dez euros», calcula um especialista em medicina geral e familiar no Algarve, citado pelo Sol. Se for um caso de urgência à noite, a situação agrava-se, já que à falta de carro a única alternativa é o táxi que em certas zonas faz a viagem por 25 euros. «Mais os 15 euros da taxa, dá um total de 40 euros», diz o médico, que não inclui o preço da viagem de regresso.

As urgências hospitalares também se ressentem do aumento das taxas, tendo em outubro passado registado uma quebra de 500 mil atendimentos em relação a outubro de 2011. Para quem não tem isenção, uma ida às urgências básicas nunca custa menos de 15 euros, 17,5 euros nas urgências médico-cirúrgicas ou 20 euros nos hospitais com serviço urgente polivalente.

http://www.esquerda.net/artigo/crise-afasta-utentes-dos-centros-de-sa%C3%BAde/25962

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