Portugal:Greve geral:Quem não pára, consente


E nós não consentimos; não baixamos os braços perante a injustiça nem deixamos que nos roubem o futuro. E assumimos a maior de todas as responsabilidades: a solidariedade.

A Greve é uma exigência de justiça. Porque não podemos aceitar um país cada vez mais desigual, em que as notícias da distribuição dos dividendos que não pagam impostos se cruzam com as das famílias que cada vez mais dependem da caridade para comer, em que nos curvamos perante os mercados sem rosto e os trabalhadores são despedidos por sms, em que se compram blindados inúteis enquanto jovens se vêem obrigados a deixar de estudar.

Fazer Greve é exigir o futuro. Porque não tem sentido que hoje se exijam sacrifícios aos mesmos de sempre para proteger os mesmos de sempre. Porque não se podem exigir sacrifícios hoje que sabemos já que apenas levarão a novos sacrifícios no futuro. Porque um país sem justiça, sem direitos, sem serviços públicos é um país cada vez mais desigual. E um país cada vez mais desigual será cada vez mais pobre, com mais desemprego, mais precariedade, menos futuro.

Quando fazemos Greve somos solidários. Trabalhadores e trabalhadoras fazem ouvir a sua voz por si e por todos. Contra todas as injustiças e desigualdades. Nesta época tão difícil, em que são atacados os mais básicos direitos, cada trabalhador e trabalhadora que faz greve está a lutar em nome de todas e todos os trabalhadores, desempregados, precários, pensionistas, crianças. E cada um de nós que apóia e faz a festa da Greve ergue bem alto essa voz que é de todos.

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Primeiros dados da greve geral em Portugal indicam adesão em massa

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O colectivo d@s Precári@s Inflexíveis, os portais Esquerda e do PCP,&nbsp entre outros meios, ofereceram já no início da manhã as primeiras informações sobre a adesão à jornada de luta.

Precári@s Inflexíveis

Números da Greve Geral

TMN: 80% de adesão no Call-center

Autoeuropa: 90%

SOCORI-Soc. Cortiças RioMeao, S.A.: 90%

Imprensa Nacional Casa da Moeda: 100%

Regimento de Sapadores Bombeiros CML: 95%

CTT: 97% às 23h00

SAKHTI PORTUGAL, S.A. (Maia): 100%

EDP: 100% dos trabalhadores do Despacho de Lisboa

Porto de Lisboa encerrado: greve dos Capitães, Oficiais e Pilotos da Marinha Mercante

EPAL: 86%

SAPA: 100% de adesão na empresa de alumínios na Abrunheira (Sintra)

Hospital Júlio de Matos: 94%

Estefânia e Hospital dos Capuchos: enfermeiros com 100% de adesão

Hospital Santa Maria: 92%

Saint-Gobain (ex-Covina): 100% de adesão no primeiro turno, em Santa Iria da Azóia

Impormol: 83%

Valorsul: 89% de adesão no primeiro turno

Centralcer: 92% no primeiro turno

Kraftfoods: 93%

INEM: 77%

Aeroporto: 100%

Esquerda (fonte: CGTP)

A Greve Geral está a ser um grande sucesso, com grandes paralisações em muitos sectores. Na os transportes, hospitais e serviços municipalizados as percentagens são elevadas. A Autoeuropa está completamente parada.

Percentagens de paralisação segundo a CGTP:

Soflusa – 100%

CNE Cimentos Nacionais e Estrangeiros – 100%

Câmaras:
Vila Nova de Famalicão – 100%
Portalegre – 100%
Palmela 100%
Gavião – 100%
Loures – 100%
Avis – 100 %
Coimbra – 100 %
Guimarães – 100%
Coimbra – 100%
Almada – 100 %
Loulé – 100%

Hospitais e outros serviços de saúde:

Universidade de Coimbra – 100%
Pombal – 100%
Peniche – 100%
Instituto de o­ncologia de Coimbra – 100%
Capuchos – 100%

Misericórdia de campo maior – 100%
Lar Alcântara Botelho – 100%

Outras empresas:

Isporeco – 100%

EDP – Distribuição energia, sa – 100%

Visteon portuguesa, lda – 100 %

Saint-gobain sekurit portugal s.a -100%

Portucel embalagem sa – 100%

Amorim revestimentos sa – 100 %

Rodoviária entre Douro e Minho – 100%

Imprensa Nacional Casa da Moeda – 100%

Aeroporto de Lisboa – 100%

EMEF/ Barreiro – 99,6% de adesão

8:25

Herdemar (sector metalúrgico, Braga) – 2º turno – 60% de adesão

8:24

CNE (Cimentos Setúbal)(2º turno) – 80% de adesão

8:23

FEHST (indústria eléctrica, Braga) – 2º Turno – 90% de adesão

8:22

Lisnave (2º turno) – 98% de adesão

8:22

CAVIM (sector cerâmico, Lisboa) – 85,1% de adesão

8:14

ETAC (transportes, Coimbra) – 1º turno – 85% de adesão

8:09

Parque AutoEuropa (Setúbal) – 2º Turno – Fábricas encerradas

8:09

Arriva/Tug (1º turno) (Braga) – 93% de adesão

7:45

Jerónimo de Sousa solidário com a luta dos trabalhadores encontra-se no piquete da Centralcer em Vialonga

7:43

INAPAL/Porto – 1º turno – 76% de adesão

7:43

Amorim Revestimentos (Sector corticeiro – Aveiro) (1º turno) – 100% de adesão

7:43

CODU (Faro)- 1º turno – 50% de adesão

7:41

CODU (Lisboa) – 1º turno – 78% de adesão

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