Porto de Santos: Incêndio na Ultracargo. Responsábilidades [Áudioreportagem]

Publicidad

Dos seis tanques com milhões de litros de álcool e gasolina que pegaram fogo, dois ainda estão em processo de queima.

 A repórter Thelma Torrecilha conversou com Milton Junqueira da Silva, o Miltinho, técnico de operação da Transpetro, subsidiária da Petrobras no Terminal Alemoa, em Santos. A Transpetro fica próxima à Ultracargo.

Responsabilidades da Ultracargo no incêndio

Maurício Martins

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito para apurar as responsabilidades da Ultracargo pelo incêndio no terminal da Alemoa, em Santos. A Promotoria de Santos e o Grupo de Atuação especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) vão investigar o motivo do acidente e todos os impactos ambientais pela empresa.

O MPE tem competência na esfera civil, já que um inquérito também foi aberto pela Polícia Civil na área criminal. Segundo o promotor de justiça Daury de Paula Júnior, a culpa da Ultracargo é clara, mesmo que o fogo não tenha sido intencional. Cabe agora mensurar os prejuízos.

“E a partir disso vamos estabelecer a reparação dos danos que puderem ser reparados e a indenização dos que não puderem. Além disso, vamos propor medidas de natureza preventivas a serem tomadas”, afirma o promotor.

O representante do MPE explica que cada situação terá de ser avaliada de maneira separada, já que os danos em seu conjunto, são bastante elevados. “A Cetesb está verificando o ar e a água. Pedimos para avaliar também a lagoa que existe ao lado da empresa (de onde também foi retirada água para combate às chamas) e a contaminação do solo. Esses quatro compartimentos ambientais”.

Daury de Paula Júnior lembra, ainda, dos prejuízos financeiros causados pelo incêndio. “Esse evento causou a paralisação de atividades econômicas, de via pública, e transtornos enormes ao Sistema Anchieta-Imigrantes e ao Porto. Esses danos também serão objetivos de avaliação”, garante.

No decorrer do inquérito serão listadas as compensações e indenizações para propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Caso haja resistência da empresa, o Ministério Público deverá ajuizar Ação Civil Pública para que a Justiça decida sobre as punições.

“Em paralelo vamos rever os planos de emergência de todo o complexo da Alemoa. Porque, neste caso, ou houve uma falha nos planos dessa empresa ou eles se mostraram ineficazes e precisam ser corrigidos”.

A Ultracargo informou que continuará colaborando ativamente com os trabalhos de todos os órgãos e autoridades envolvidas na questão, mas não se manifestou sobre o inquérito.

 

Áudio Reportagem:

También podría gustarte

Los comentarios están cerrados.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More