Porto Alegre: “Seu amigo esteve aqui”

 

 O livro narra a história do desaparecido político Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, assassinado da Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), durante a ditadura. O debate contará com a participação da autora, além de Sérgio Ferreira, primo de Beto e personagem do livro; Suzana Lisboa, da Comissão de Familiares e Desaparecidos; Carlos Araújo, ex-dirigente da VAR-Palmares; e a pesquisadora e historiadora Caroline Bauer.

Dirigente da VAR-Palmares e desaparecido aos 31 anos, Beto, codinome Breno, nasceu em Belo Horizonte e acordou para a política na universidade, no início da década de 1960. Pela força de sua liderança, atraía para a resistência inúmeros jovens, como a então secundarista de dezesseis anos Dilma Rousseff, uma das personagens dessa trama.

Em 15 de fevereiro de 1971, Beto foi preso no Rio de Janeiro e nunca mais Foi visto. Uma década depois, descobriu-se que ele fora assassinado em uma casa em Petrópolis (RJ), a Casa da Morte, onde presos políticos eram mantidos em cárcere privado, sendo barbaramente torturados e quase sempre mortos.

O livro de Cristina Chacel traça o perfil de Beto a partir de pesquisas em jornais e documentos inéditos e cerca de 60 depoimentos de ex-militantes, parentes e amigos do Beto.

 

Marco Aurélio Weissheimer


NOTICIAS ANTICAPITALISTAS