Poesias de Poetas Comunistas para a luta revolucionária

A INTERNACIONAL

(L. Eugéne PottierIM. Pierre

Degeyter)

&nbsp De pé. o vítimas da fome

De pé, famélicos da terra

Da idéia a chama já consome

A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo

De pé, de pé, não mais senhores

Se nada somos em tal mundo

Sejamos tudo produtores

Bem unidos, façamos nesta luta final

uma terra sem amos a Internacional:/

Senhores, patrões, chefes supremos

Nada esperemos de nenhum

Sejamos nós que conquistemos

A terra mãe, livre, comum

Para não ter protestos vãos

Para sair deste antro estreito

Façamos nós com nossas mãos

Tudo o que a nós nos diz respeito

O crime do rico a lei o cobre

O Estado esmaga o oprimido

Não há direito para o pobre

Ao rico tudo é permitido

À opressão não mais sujeitos

Somos iguais todos os seres

Não mais deveres sem direitos

Não mais direitos sem deveres

Abomináveis na grandeza

Os reis da mina e da fornalha

Edificaram a riqueza

Sobre o suor de quem trabalha

Todo o produto de quem sua

A corja rica o recolheu

Querendo que ela o restitua

O povo quer só o que é seu

Nós fomos de fumo embriagados

Paz entre nós, guerra aos senhores

Façamos greve de soldados

Somos irmãos trabalhadores

Se a raça vil cheia de galas

Nos quer à força canibais

Logo verá que nossas balas

São para os nossos generais

Pois somos do povo os ativos

Trabalhador forte e fecundo

Pertence a terra aos produtivos

ó parasita deixa o mundo

ó parasita que te nutres

Do nosso sangue a gotejar

Se nos faltarem os abutres

Não deixa o sol de fulgurar

Não cultives a fraqueza

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Vive o fraco na fraqueza

o bom na sua bondade

vive o firme na firmeza

lutando por liberdade.

Não cultives a fraqueza,

procura sempre ser forte,

que o homem que tem firmeza

não se rende nem à morte.

Educa a tua vontade

faz-te firme: em decisões,

que não terá liberdade

quem não fizer revoluções.

Se queres o mundo melhor

vem cá pôr a tua pedra,

quem da luta fica fora

neste jogo nunca medra.



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Francisco Miguel Duarte,

Poeta popular nascido no Alentejo,

Operário sapateiro, filho de camponeses

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TONADA DEL ALBEDRÍO

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Dijo Guevara el hermoso,

viendo al África llorar:

en el imperio mañoso

nunca se debe confiar.

&nbsp Y dijo el Che legendario,

como sembrando una flor:

al buen revolucionario

sólo lo mueve el amor.

&nbsp Dijo Guevara el humano

que ningún intelectual

debe ser asalariado

del pensamiento oficial.

&nbsp ―Debe dar tristeza y frío

ser un hombre artificial,

cabeza sin albedrío,

corazón condicional.

Mínimamente soy mío,

ay, pedacito mortal.

Silvio Rodríguez

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