Obama pior que Bush

Uma investigação de Eva Golinger, do Wshington Post, revela que Barak Obama aprovou a expansão da guerra secreta contra grupos radicais. Tais operações, a realizar em 75 países, vão envolver 13 mil militares e civis, especialista em espionagem, guerra psicológica, treino, acções clandestinas e outras. A jornalista afirma ainda que o investigador Jerry Schaill descobriu que Obama enviou grupos de elite das forças especiais denominadas Comando de Operações Especiais Conjuntas para o Irão, Geórgia, Ucrânia, Bolívia, Paraguai, Equador e Peru. E que um alto militar do Pentágono lhe terá confidenciado que Obama está a autorizar muitas acções e estratégias que não foram autorizadas durante o governo de Bush.

Não falta dinheiro para conspirar e financiar organizações como La Torre, que há dois anos tentou derrubar Evo Morales através de um “golpe cívico-comunal”, coordenado pelo embaixador Philip Goldberg, que viria a ser expulso.

Obama acaba de pedir um aumento de 5,7% do orçamento destinado a Operações Especiais para 2011. 6.300 milhões de dólares, mais 3.500 adicionais para operações clandestinas de contingência. O que eleva para 872 mil milhões o orçamento de defesa, sendo 75 mil milhões destinados a acções de espionagem.

Em 2009 Obama deu a conhecer a sua Doutrina de Guerra Irregular, a qual dá prioridade às acções de guerra “encobertas” e não convencionais. A subversão e o uso de forças especiais em operações clandestinas são o principal meio de destabilização do adversário, a partir de dentro. Para realizar estas tarefas, agências e ONG’s como a USAID – Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA, a NED – Nacional Endowment for Demoracy ou a Freedon House, servem para canalizar o financiamento dessas acções. A “sociedade civil” e os movimentos sociais infiltram-se no países onde os interesses imperialistas estão sob ameaça – “já não temos de trabalhar a partir das embaixadas nem de nos coordenarmos com o Departamento de Estado. Podemos operar a partir de onde quisermos”, revelou uma fonte a Golinger.

(Adaptado de Resumen Latinoamericano, Jul./Ago.)

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