O Circo(du Soleil) Globalizado nega arte popular circense com raízes nos mitos e na cultura nacional do povo.

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O Circo Globalizado ou o Cirque du Soleil foi formado em 1984, no Canadá e atualmente mantém 19 shows simultâneos fixos e itinerantes em diversos países. No Brasil faz turnê com espetáculo "Quidam" ??!!

No ano em que comemora o 25º aniversário, o grupo prepara uma comemoração especial. No dia do aniversário, em todos os espetáculos da trupe global ao redor do mundo serão distribuídos narizes de palhaço, é claro também para o público brasileiro que estiver acompanhando a apresentação. Segundo Fernando Alterio, presidente da produtora Time For Fun, a nova turnê do grupo é o maior orçamento dedicado ao Cirque du Soleil no Brasil, e o maior projeto da produtora em 2009, com ingressos de R$ 230,00 a R$ 490,00 ajustado para o charme da burguesia sofisticada.

Bem, não quero escrever meu artigo sobre o Circo Globalizado, mesmo porque não irei para receber um nariz de palhaço (já tenho) que não tem nada haver com a arte circense brasileira e a família de atores que nascem e morrem sob a lona para levar alegria às crianças, marmanjos e ao povo simples trabalhador.

Para homenagear Oscarito, Mazaropi, Plínio Marcos, o Palhaço Frajola, Palhaço Arrelia – o Mestre, Benjamim Oliveira- Tony , o Palhaço Negro, Carequinha, Piolim, o brincante Antônio Nóbrega, mestre Ariano Suassuna, Movimento Armorial, arte e magia do nordeste brasileiro, Maracatú, Bumba meu Boi, Boi Bumbá de Parintins – Garantido e Caprichoso, etc, etc. .. e a molecada de rua que faz malabares e engole fogo para receber moedas nos semáforos das esquinas do Brasil. Eles sonham no dia seguinte comer pão com mortadela.&nbsp

Palhaço Arrelia:

“Como vai, como vai, como vai, vai, vai”

As crianças respondiam:

“Muito bem, muito bem, muito bem bem bem”&nbsp

O Circo é uma das mais antigas artes de espetáculos do mundo. Teve origem em povos nômades da Eurásia O circo mambembe foi trazido para o Brasil primeiramente pelos ciganos, que fugiram da Europa por sofrerem perseguições étnicas e religiosas. Esse povo sempre demonstrou intimidade com a arte circense e apresentava espetáculos com ursos domados, ilusionismo, exibições a cavalo e teatro de bonecos.

Existem muitos tipos de circo: circo de rua, circo teatro, Pavilhão teatro, circo tradicional, circo chinês, circo russo, circo brasileiro etc.&nbsp

No entanto, foi somente no fim do século XIX que o circo se modernizou no Brasil. O universo circense é na verdade um conjunto de diversas artes: malabarismo, palhaço, acrobacia,monociclo, adestramento de animais, equilibrismo, ilusionismo etc.

O circo-teatro no Brasil e Benjamin de Oliveira – o Palhaço Tony&nbsp

O Circo-Teatroteve o seu apogeu entre os anos de 1918 e 1938, sendo introduzido no Rio de Janeiro por Benjamim, que começou com paródias de operetas e contos de fadas teatralizados, chegando à apresentação de peças de Shakespeare.

Essa versatilidade fez com que a obra de Benjamim de Oliveira marcasse uma revolução no circo brasileiro. Foi aclamado como o rei dos palhaços no Brasil e respeitado por homens de teatro como Procópio Ferreira.

Benjamin de Oliveira foi um dos mais completos e importantes artistas circenses brasileiros. Não se pode contar a história do teatro, da música, dos discos e do cinema sem falar no circo.
Nasceu em 1870. Negro, filho de escravos e artista a partir dos 12 anos. Este é o personagem abordado pelo livro “Circo Teatro: Benjamin de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil”, da doutora em história Ermínia Silva. Ela chegou a conclusão de que o circo é um dos mais importantes veículos da produção cultural brasileira.
Até os anos 50 e 60 só o circo conseguia chegar a todos os municípios do país. “O teatro, o cinema e o rádio não conseguiam isso. E os espetáculos circenses eram completos: tinham música, dança, teatro, acrobacias, mágicas, animais.

Benjamin Chaves, posteriormente conhecido como Benjamin de Oliveira, nasceu em Pará de Minas, no estado de Minas Gerais, no dia 11 de junho de 1870. Foi o quarto filho de Malaquias e da escrava Leandra.

Aos 12 anos, fugiu de casa com o Circo Sotero, o­nde começou a trabalhar como trapezista e com números de acrobacia. Do artista Severino de Oliveira, seu orientador no circo, adotou seu novo sobrenome, mas abandonou a trupe três anos depois. Benjamim passou por vários circos ainda como acrobata até estrear como palhaço, numa turnê no interior de São Paulo, ao substituir o artista original, que estava doente.

Benjamim de Oliveira foi uma das mais importantes figuras do mundo do circo, o primeiro palhaço negro do Brasil e, de acordo com o pesquisador Brício de Abreu, o primeiro palhaço negro do mundo.

Em 1892, ingressou no circo do português Manoel Gomes, conhecido como Comendador Caçamba. Foi nesta ocasião que o palhaço conheceu um ilustre freqüentador do Circo, e dele tornou-se amigo, segundo afirma o pesquisador Nei Lopes. Esse admirador era o então presidente Floriano Peixoto.

Por volta de 1896, conheceu Affonso Spinelli. Até os anos 30, Benjamim atuou no Circo Spinelli, período que correspondeu aos seus anos de maiores glórias. Entre 1907 e 1912, o já popularíssimo palhaço Benjamim de Oliveira gravou cançonetas, lundus e modinhas em seis discos pela Columbia Records. Nos entreatos do circo, cantava acompanhado de um violão.

Até 1938 foi o principal nome do circo brasileiro, atuando no Circo Spinelli como Tony ou Clown e como ator teatral em diversas peças, promovidas como complemento da sessão circense.

Benjamin encerrou sua carreira no circo na década de 1940, vindo a falecer no Rio de Janeiro no dia 3 de maio de 1954.

Waldemar Seyssel é o Palhaço Arrelia-O Mestre

“Como vai, como vai, como vai, vai, vai”As crianças respondiam: “Muito bem, muito bem, muito bem bem bem”

“Sou o último que ainda quer o picadeiro de terra batida, a arquibancada circular, envolvendo o pavilhão, os camarins sem luxo, o pipoqueiro na porta e na marquise do circo. Não sei se conseguirei, mas minhas reivindicações estão ai há anos, esperando uma decisão favorável das autoridades”.***&nbsp

Ele gostava de Arreliar todo mundo

Arrelia é daquele tempo em que os artistas de circo praticamente nasciam no picadeiro.

A arte circense ia sendo ensinada de pai para filho e nenhum membro da família pensava em se dedicar a outra atividade. Ele começou a atuar com seis meses de idade. Foi no circo chileno de seu tio, irmão de sua mãe; “Precisamos, para a comédia, de uma criança que chorasse muito e eu era um especialista em choro”, fala Arrelia.

Sua família começou a se dedicar ao circo a partir do avô paterno – Julio Seyssel, que nascera e vivia na França. Era professor da Sorbonne, quando conheceu uma jovem espanhola, artista de um circo que excursionava pelo o país. Fazia acrobacias em cima do cavalo e Júlio apaixonou-se por ela.

Sua família não queria o casamento, mas os dois resolveram se casar mesmo assim. Júlio deixou o cargo de professor da Sorbonne e foi morar no circo. Tornou-se apresentador de números circenses. O casal acabou vindo para o Brasil com o Grande Circo inglês dos Irmãos Charles e ao invés de prosseguir com a excursão para outros paises, ficou por aqui mesmo, dando origem a uma linguagem circense: filhos e netos, dedicados a arte circense.

Só Arrelia tem mais cinco irmãos que foram do circo. O Palhaço Pimentinha, Walter Seyssel é filho de Paulo Seyssel, o Palhaço Aleluia, irmão de Arrelia.&nbsp

Arrelia depois de longos anos de trabalho dentro do circo, resolveu trocar o picadeiro pela televisão, foi o primeiro da sua família a abandonar o circo, resolveu investir na TV. Arrelia falava que o circo não dava dinheiro suficiente para viver, ele tinha medo de acabar sua vida na Casa do Ator.

Em 1958, foi a vez de seus irmãos entrarem na TV e foram trabalhar com ele na TV Record. Segundo Arrelia, o circo não progride no Brasil por falta de escolas de circo, reconhecidas pelo governo. Os grandes circos são obrigados a trazerem os artistas de fora, porque não há profissionais. As famílias tradicionais foram deixando de ensinar seus filhos, ou eles não quiseram aprender. Arrelia diz que nenhum de seus filhos é de circo e quem quiser aprender a arte, praticamente não tem mais como fazer.

Waldemar Seyssel começou em circo, saltando, passando pelo trapézio, pela cama elástica e em outras acrobacias, com seus dois irmãos, Henrique e Paulo. Mas quando o pai cansado deixou o circo, substituiu o nome artístico, usando o apelido de família que seu tio Henrique lhe dera: Arrelia. “Porque eu sempre fui muito inquieto, dando muita sorte e pagando com facilidade, principalmente junto ao público infantil”.

Seu primeiro parceiro foi o ator Feliz Batista, que fazia o palhaço de cara branca, vindo depois o irmão Henrique Sobrinho e finalmente, quando deixou o circo, em 1953, pela televisão, outro parceiro foi o Palhaço Pimentinha, Walter Seyssel, seu sobrinho.

O avô de Waldemar, Ferdinando Seyssel, saiu de Seyssel, região de Grenoble, na França, com a filha do diretor de circo, uma excelente eqüestre. Na Itália, trabalhou com os irmãos Fratellini. Na Áustria nasceu o filho mais velho, na França o segundo, na Alemanha o terceiro, na Argentina nasceu Vicente, outro filho e no Brasil nasceu Henrique, mais tarde artista famoso. Júlio Seyssel, pai de Waldemar, nasceu na Itália, mas veio para o Brasil com os pais aos dois anos de idade juntamente com o Circo Irmãos Charles da Inglaterra.

Júlio criou no Brasil, o tipo “Pinga-Pulha”, que é um tipo de palhaço que usava muita acrobacia e toava violino.&nbsp

Waldemar Seyssel – Palhaço Arrelia – tem uma imagem sofrida, de homem cansado de tantas lutas, a cada saída honrosa para a arte que ele assimilou de seu pai, Ferdinando Seyssel, na pureza do picadeiro:

“uma simples pintura no rosto, gestos que atendiam até o rebolado, tudo para ver o sorriso franco da platéia, de crianças, adultos, brancos, negros, ricos e pobres, sentados na arquibancada tosca”.&nbsp

Nasce um Palhaço morreu com 90anos

“ Hojevocê vai entrar ( no picadeiro ) carequinha “e profético determinou que “ de agora em diante você será o Carequinha ”.&nbsp

George Savalla Gomes,O Palhaço Carequinha&nbsp

Numa noite de 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, a aramista e trapezista Elisa Savalla, durante uma apresentação noturna no Circo Peruano, sente as primeiras dores do parto. O seu marido, Lázaro Gomes, em pleno picadeiro, pede para ela descer do arame. Assim, num barraco de circo, nasce George Savalla Gomes, mais conhecido como Carequinha. Logo após o parto, seguindo uma bela tradição circense, ele recebe dos artistas os primeiros dos muitos aplausos, que se tornariam uma constante em sua vida.

O pai, que largou a batina pela atriz circense, morreu quando Carequinha tinha dois anos. Sua mãe casou-se novamente, com Ozório Portilho. Aos cinco anos, na cidade de Carangola, Minas Gerais, sua família trabalhava no Circo Peruano de seu avô, José Rosa Savalla, quando o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e disse: “ Hojevocê vai entrar ( no picadeiro ) carequinha “e profético determinou que “ de agora em diante você será o Carequinha ”.

Naquela ocasião tinha um palhaço que se chamava Careca e não podiam existir dois palhaços com nomes iguais. Então, dos cinco anos em diante, ele nunca mais deixou de ser o Carequinha. Devidamente batizado, o contato com o público foi imediato e pouco a pouco transformou seu caminho em sinônimo de alegria.

O Palhaço Piolim e o dia do Circo

O Brasil comemora o Dia do Circo. A data foi escolhida para homenagear o palhaço brasileiro Piolin, que nasceu em 27 de março de 1897, na cidade de Ribeirão Preto (SP). Além de palhaço, Piolin era um grande ginasta e equilibrista. Piolin foi também nome da primeira escola de circo do Brasil, criada em São Paulo, em 1977. Funcionava no estádio de futebol do Pacaembu.&nbsp
Os palhaços de circo têm uma data especial: dia 10 de dezembro o país comemora o Dia do Palhaço.

E, tem muito mais….

“Hoje tem Marmelada? Tem sim Senhor

Hoje tem goiabada? Tem sim Senhor

E o Palhaço. O que é?”

Eu respondia:

_É ladrão de Mulé!

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