NÓS-Unidade Popular denuncia estratégia institucional para liquidar o galego

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As primeiras nomeaçons e os primeiros passos dados pola instituiçom autonómica após a tomada de possessom do Partido Popular de Núñez Feijó à frente do novo governo da Junta apontam para umha nova fase no conflito lingüístico existente no nosso país, em que a liquidaçom do galego se verifica já como um objectivo claro da direita espanholista.

De maneira sintética, relatamos:

1. A nomeaçom como conselheiros/as de elementos que, como Jesús Vasques em Educaçom ou Roberto Varela em Cultura,&nbsp que se gabam desde o primeiro dia das suas pretensons espanholizadoras e insultam gravemente a cultura e os direitos lingüísticos do nosso povo, contando com o apoio expresso do próprio presidente da Junta.

2. A bateria de anúncios de&nbsp medidas atentatórias contra os direitos fundamentais da populaçom galega, através da supressom das tímidas medidas de promoçom do galego e de defesa do direitos lingüísticos existentes. Podemos citar como exemplos os seguintes posicionamentos claros do novo governo:

– a&nbsp supressom do galego das provas de acesso à funçom pública&nbsp autonómica e, em paralelo, a reintroduçom do espanhol como idioma dos exames;

– o anúncio da&nbsp derrogaçom do Decreto de ensino&nbsp para aprovar no seu lugar um mais regressivo nom só que o actual, mas que o existente na era Fraga;

– a possibilidade de que se avance num&nbsp modelo de limpeza lingüística no ensino, eliminando qualquer possibilidade de que o galego tenha horas lectivas como língua veicular;

– a&nbsp promoçom da cultura produzida em espanhol com dinheiro público&nbsp em pé de igualdade que a feita em galego, apesar da manifesta posiçom hegemónica que goza a língua do Estado;

– a&nbsp desacreditaçom explícita do Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega, aprovado polos três partidos institucionais em 2004 a proposta do Partido Popular de Manuel Fraga.

– a&nbsp renúncia expressa a qualquer política de discriminaçom positiva&nbsp que poda favorecer o avanço social do galego, em sério risco de definitiva marginalizaçom. Feijó e companhia teimam em falar de “igualdade” para abordar a situaçom de duas línguas em posiçons absolutamente desiguais, em que&nbsp o espanhol parte de umha posiçom de superioridade legal, mediática e social&nbsp graças a muitos anos de imposiçom.

3. Em paralelo,&nbsp o próprio Feijó já deu o seu&nbsp placet&nbsp público para a reintroduçom do espanhol como língua de uso por parte dos cargos públicos&nbsp nos poucos ámbitos em que existia um acordo para que o galego fosse o veículo de expressom, a começar polo Parlamento autónomo.

4. Todo o anterior contrasta com a&nbsp absoluta carência de umha só proposta positiva de defesa do nosso idioma ou de umha planificaçom em favor do mesmo. A fichagem de um especialista académico em matéria de sociolingüística, que noutro contexto poderia supor umha boa notícia, já vai caminho de se converter num simples tráfico de vontades em que Anxo Lourenço parece disposto a representar o papel de “póli bom” da nova estratégia repressiva do PP.&nbsp O novo Secretário da Política Lingüística tem pouca margem antes de ser-lhe exigida umha imediata demissom ou ser catalogado como colaboracionista da estratégia lingüicida.

Frente a todo o relatado, e diante das negativas perspectivas que se anunciam para a nossa língua nesta nova legislatura,&nbsp NÓS-Unidade Popular avalia positivamente a reacçom colectiva do nosso povo demonstrada no passado dia 17 de Maio e fai um apelo à unidade do plural movimento normalizador para dar a batalha pola língua.

Nem a repressom em grande escala representada polas propostas estratégicas do novo governo, nem a dirigida contra quem reivindica mais galego nas ruas do nosso país, como @s compatriotas imputad@s polos acontecimentos do passado 8 de Fevereiro, farám deter a resistência dos e das que nom renunciamos aos nossos direitos fundamentais. O direito à língua é um deles.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 22 de Maio de 2009

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