Metal: da luita de classes à derrota sindical

Foi sempre o naval e o metal a vanguarda da classe trabalhadora galega nos seus epicentros industriais, e nomeadamente em Vigo. Marcavam sempre o caminho a seguir para os demais trabalhadores e trabalhadoras, eram a resistência a essa paz social imposta polos grandes sindicatos e o patronato, o exemplo vivo que mostrava a crueza da luita de classes: os explorados contra os exploradores erguendo a bandeira da dignidade.

Desde os anos 80 o movimento operário se tornou o inimigo número um para os governos espanhóis submisos aos ditados da Uniom Europeia. Felipe González deu o primeiro golpe coa reconversom naval daqueles anos, hoje dam o golpe definitivo com a cumplicidade das mesmas centrais sindicais.

Nos últimos meses botáronlle a culpa ao tax lease, cando a única realidade é que a crise é de modelo produtivo (subcontratas, subvencións, horas extra, exploraçom…), modelo que foi construído polo patronato, os governos e os sindicatos nas “mesas de negociaçom”.

O último conflito do metal en Vigo, com umha greve dura e intensa, levou-nos a duas leituras: a demonstraçom da dignidade e capacidade de luita dos trabalhadores e trabalhadoras e a mais que evidente traiçom sindical por ineptitude, medo e interesses alheios aos da classe trabalhadora. O patronato já tinha o que levava anos buscando: derrotar o metal é o naval para derrotar á classe trabalhadora.

Agora assinam um convénio agachados nos gabinetes com aquecimento e vistas a umha ria de Vigo que vai deixando de escuitar os golpes das chapas e os berros com fato-macaco azul nas ruas. Que nom fiquem confiados, há cousas que nom se esquecem, e as páginas mais formosas da luita operária em Vigo levamo-las escritas na memória.

O pré-acordo do convénio do metal pode ser descarregado AQUI [PDF]

 

NOTICIAS ANTICAPITALISTAS