Mercenários – Mais 30% desde a eleição de Obama

No Iraque, os mercenários – contractors – eram aproximadamente 200.000 quando rebentou o escândalo Blackwater, empresa militar privada responsável de torturas e mortes entre 2005 e 2007. Depois, o seu número, conservado secreto, foi reduzido mas ultrapassa ainda o das tropas regulares americanas. As estatísticas oficiais do Pentágono, à data de 31 de março de 2009, dão como existentes 132.610 contractors repartidos em 36.061 dos estados unidos, 60.244 de diferentes paises e 36.305 iraquianos. Estas estimativas não incluem os mercenários recrutados pelos outros departamentos e organismos americanos.

Depois da redução e redistribuição dos efectivos militares, decididos por Barack Obama, os agentes empregues nas 171 instalações militares evacuadas são, ou serão, despedidos sem indemnizações. Deverão partir os filipinos, bengladesh e Sri Lanka, que efectuam os trabalhos de manutenção mais penosos / dificeis. Os secretários e intérpretes iraquianos – se não forem contratados para as bases americanas em construção – não terão outra alternativa que o exílio ou viver no medo de serem executados pela resistência iraquiana por colaboração com o inimigo. Os restantes – 2.524 agentes de segurança iraquianos – serão integrados nos orgãos repressivos como as «&nbsp Forças de Operações Especiais Iraquianas&nbsp », milícia pró-americana ligada ao primeiro ministro Nouri al-Maliki. Desde a eleição de Obama, o contingente de mercenários, no Iraque e no Afeganistão, aumentou em 30%. &nbsp

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