Marcha da dignidade proletária chegou à capital da Galiza

A marcha de dous dias entre as cidades de Ponte Vedra e Compostela concluiu hoje com umha concentraçom de mais de dous milhares de pessoas participantes na caminhada, rodeada de polícias de choque que finalmente, ao contrário que em dias passados, nom intervinhérom.

Representantes dos três principais sindicatos tomárom a palavra, com apupos para o porta-voz da UGT, que nom só evitou aderir à marcha convocada em solitário pola CIG, como se incorporou a ela no último quilómetro para tomar a palavra graças à permissividade dos restantes oradores. Menos permissivos fôrom os trabalhadores e trabalhadoras concentradas, que assobiárom a sua intervençom. Contodo, ainda sendo maioritária a presença da central nacionalista e de classe, também havia trabalhadores com distintivos das centrais espanholas.

O orador mais aplaudido foi o representante da CIG, Antolín Alcántara, que denunciou a intransigência patronal e o sustento que está a receber por parte das entidades empresariais espanholas para evitarem umha vitória obreira que sirva de exemplo a outros sectores do mundo do trabalho galego ou inclusive espanhol.

A marcha obreira nom só encontrou o desprezo patronal e a ameaça policial à sua chegada a Compostela, mas também a ausência de representantes do executivo autonómico galego. Nem a conselheira do Trabalho, Beatriz Mato, nem nengum outro representante do governo recebeu a coluna operária à sua chegada a Compostela, o que foi denunciado polos oradores sindicais ao pé da sede autonómica de Sam Caetano. Sim saírom nas fotos finais alguns dirigentes do BNG, depois de que o seu máximo representante em Vigo, Santiago Domínguez, condenasse uns dias atrás a "violência vandálica" dos trabalhadores do metal.

Em definitivo, depois da marcha com que começou a luita nesta semana, continua a convocatória de greve indefinida para os próximos dias, até que se produza umha cessom por parte dos patrons, que estám a enfrentar dificuldades no cumprimento dos compromissos adquiridos em projectos concretos, o que os aboca ao pagamento de fortes sançons.&nbsp

Quanto à jornada de luita de hoje, iniciada em Padrom e concluída em Compostela, findou com umha assembleia e um jantar de confraternizaçom na capital galega antes de voltar, amanhá, à luita no sul da Galiza.&nbsp

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