Manifestaçom em Vigo e boicote em Ponte Vedra mantém luta de vítimas das preferentes

«Feijó, escuta, o povo está em luta» ou «Mãos para o ar, isto é um assalto» foram algumas de palavras de ordem coreadas pelas manifestantes, cuja presença levou os organizadores a interromperem o ato após o passeio pela margem inferior da ponte, de acesso pedonal.

Algumas das mulheres de maior idade exteriorizaram a sua frustração com soluços, enquanto outros garantiam que a pressão ao Governo iria continuar no futuro.

A irrupção das manifestantes tirou brilho a um ato com nutrida presença institucional da direita pró-espanhola governante -assistiram a presidenta do Parlamento autónomo, o do porto de Marim e o delegado do Governo-, mas também integrantes da equipa de Governo de Ponte Vedra, presidido pelo dirigente do BNG Miguel Anxo Fernandes Lores.

Marcha por Vigo

Por volta de um milhar de atingidas e atingidos pelo engano das participações preferentes manifestaram-se também no sábad pelas ruas de Vigo, provocando ao seu passar complicações no trânsito.

A marcha de protesto partia passadas as dez da manhã da chamada ‘praça de Espanha’, onde os afetados mostravam cartazes com legendas como ‘Este é o banco de Ali Babá’, em alusão a Novagalicia banco, ‘Dai-nos o que é nosso’ e ‘Ladrões de luva branca’. Também houve referências às «reformas milionárias» de exdiretivos das extintas Caixanova e Caixa Galiza, entidades que comercializaram alguns destes produtos financeiros.

Carmen Branco, porta-voz dos atingidos em Vigo, disse que os protestos vão continuar até o final para recuperarem as suas poupanças «cheguem as coimas que chegarem». Para Branco, parte do dinheiro que receberá o Reino de Espanha com o resgate financeiro da UE, «deve ir destinado aos 100.000 afetados» pelas preferentes.

Após percorrerem várias ruas centrais da cidade, os manifestantes concluíram a marcha em frente da sede da Junta da Galiza.

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