Latifundiários assassinos!

O jornal Resistência Camponesa, apoiado pela Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia, denunciou em suas páginas o assassinato do camponês Gildézio Alves Borges, em dezembro de 2009.Gildézio foi assassinado no acampamento Flor do Amazonas no município de Candéias do Jamari, a 30 km de Porto Velho.

Ele já havia sofrido atentado em setembro de 2009 de pistoleiros do latifundiário Raimundo “Metralha”, dono da antiga fazenda Urupá.

A fazenda, o­nde funcionava a Madeireira Urupá, teve sua posse requisitada pela Agropecuária Industrial e Colonizadora Rio Candeias, mesmo tendo o governo federal aprovado as terras para reforma agrária e cancelado a posse do imóvel para os fazendeiros já em 1975. Em agosto de 2007 novamente a justiça reafirmou a posse da terra para o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).As famílias de trabalhadores camponeses sem-terra ocuparam a área em 2001 e desde então sofrem com o descaso e a corrupção do INCRA, que tentou vender lotes para os camponeses, ou seja, grilar terras. Desde então as famílias sofrem ameaças dos latifundiários.

Somente no ano de 2007, quando se intensificou a perseguição aos camponeses foram emitidas 28 reintegrações de posse contra as 80 famílias que ocupavam a área.

Em junho, homens encapuzados em dois carros atacaram os sem-terra com armas de fogo, obrigando estes a fugir, tendo em seguida ateado fogo em barracos e nos pertences dos camponeses.

Nesta mesma ocasião houve também denúncias de torturas a mulheres e a crianças por parte dos pistoleiros para tentar expulsar as famílias de suas terras.

Todos os crimes na época foram acobertados pela polícia.

Os dois veículos chegaram a ser apreendidos pela PM e a serem identificados como de Salim Jones, ex-policial aposentado. Na época o responsável por acobertar os crimes foi o ex-secretário de segurança pública, Cezar Pizzano, que fazia parte de um Gabinete de Gestão Integrada em conjunto com a Ouvidoria Agrária para apurar os casos. Mesmo reunindo provas dos pistoleiros, não houve qualquer punição aos latifundiários e seus pistoleiros.

Esta máfia contratada pelos latifundiários e que persegue as famílias dos camponeses de Candéias do Jamari é a principal suspeita do assassinato de Gildézio Alves Borges, e deve ser investigada e punida como tal.

Autodefesa dos sem-terra

Mais este assassinato promovido pelos latifundiários mostra que é necessário reagir contra a ofensiva do latifúndio organizando a autodefesa dos sem-terra e defendendo esta como seu direito fundamental. Esta é a única saída para que não sejam dizimados como ocorre em Rondônia e em diversos estados pelo País

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