Juiz corunhês admite recurso da família de Millán Astray contra a retirada da estátua

…, do antigo Campo da Lenha corunhês, dividido em duas praças nomeadas como "de Espanha" e "de Millán Astray" durante o franquismo.

A aplicaçom da Lei da Memória Histórica aprovada polo governo espanhol levou a que, 30 anos depois de morto o ditador, fosse retirada a estátua do seu amigo pessoal, se bem a praça mantém ainda hoje o nome do legionário.

A filha de Millán Astray acusa a Cámara da Corunha de "aplicaçom desmedida e ilegal" da Lei da Memória Histórica, tentando desligar a figura do pai da ditadura que lhe rendeu honras militares e civis no ano 1970 levantando um monumento em bronze de 3 metros de altura.

Peregrina Millán-Astray, filha do fundador da Legiom, reclama assim a reposiçom da estátua, que o governo municipal corunhês (PSOE e BNG) decidiu guardar num armazém municipal em lugar de proceder à destruiçom de um símbolo da criminal política genocida do franquismo, de cujas fileiras fijo parte Millán Astray de maneira inequívoca.

A este caso há que acrescentar recursos apresentados polo PP e por outras entidades franquistas contra a retirada de símbolos na Corunha e noutras localidades galegas. A teima do PSOE por conservar os símbolos em lugar de destrui-los ou convertê-los em símbolos de lembrança das vítimas da ditadura torna possível que um dos poderes mais reaccionários do Estado espanhol, o judicial, poda repor "a honra" dos fascistas.

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