Israel: Sionistas libertam Sarsak

Israel soltou nessa terça-feira (10) o jogador de futebol da seleção da Palestina detido durante três anos sem nenhuma acusação formal da Justiça israelense. Mahmoud Sarsak, de apenas 25 anos, foi recebido com muita celebração por familiares e centenas de palestinos na cidade de Beit Hanoun, no norte de Gaza.

O jogador tornou-se um símbolo da luta pela libertação da Palestina por ter jejuado por 92 dias em protesto contra sua prisão e para pressionar o governo israelense. Sarsak faz parte do grupo de centenas de prisioneiros palestinos que utilizam a greve de fome como forma de protesto e resistência à ocupação israelense.

No último dia 18 de junho, autoridades israelenses entraram em acordo com o advogado de Sarsak e concordaram em soltá-lo no dia 20 de julho. Desde então, o jogador, que corria risco de morte, voltou a se alimentar sob a supervisão de médicos em um hospital para prisioneiros em Ramla.

Apesar da grave condição de saúde de Sarsak, o IPS (Serviço de Prisão de Israel, sigla em inglês) negou o acesso de médicos independentes ao prisioneiro até o mês de junho, quando completou 80 dias de greve de fome.

Na época, a associação de direitos humanos e de apoio aos prisioneiros palestinos Addameer reportou que Mahmoud tinha dificuldade para falar e sofria constantemente de lapsos de consciência. Segundo médicos da PHR-Israel (Médicos para os Direitos Humanos de Israel, sigla em inglês), o jogador havia perdido 33% da massa corporal (25 quilos) chegando a pesar 51 quilos.

Sarsak foi preso arbitrariamente por forças israelenses há três anos quando realizava a travessia de Erez na fronteira da Faixa de Gaza com Israel. Acusado de ser um combatente da Jihad Islâmica, o jogador foi enquadrado na lei israelense de “combatentes infiéis” e nunca chegou a ser julgado ou denunciado formalmente por Israel.

Seu caso não comoveu apenas palestinos e ativistas israelenses, mas ativistas pelos direitos humanos ao redor do mundo. Em Londres e Paris, dezenas foram às ruas pedindo sua libertação e o boicote ao campeonato europeu de futebol sub-21, que será realizado em Israel em 2012.

Milhares de internautas aderiram a uma campanha em solidariedade de Mahmoud em redes sociais, compartilhando o cartaz de sua campanha. Até a Fifa se pronunciou sobre o caso, pedindo a intervenção da federação de futebol de Israel.

 

 

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