Greve:Governador recebe professores a bomba.

O Conversa Afiada reproduz e-mail de organização dos professores de São Paulo, o­nde o “vale coxinha” de professores é de R$ 50 ao MÊS:


Tentativa de negociação do Magistério termina com 16 feridos

O protesto de professores na região do Palácio dos Bandeirantes foi reprimido com jatos de spray de pimenta disparados por um helicóptero da PM contra a multidão, que enfrentou também bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes.

Há pelo menos 16 feridos; entre eles o professor Carlos Ramiro de Castro, vice-presidente da CUT, ferido na testa com estilhaços de bombas quando tentava negociar com os policiais, e os professores de História Severino Honorato da Silva e Luis Cláudio de Lima, atingidos por uma bala de borracha.

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A Cavalaria, a Tropa de Choque e a Força Tática da Polícia Militar foram mobilizadas para impedir que os professores chegassem aos portões do Palácio dos Bandeirantes. “Foi horroroso. Os policiais vieram com muita violência. Foi bomba para todo lado”, lamenta Carlos Ramiro.

Em greve desde o dia 8 de março, os professores e funcionários do Magistério Paulista decidiram nesta sexta-feira (26/03) manter a paralisação. “Os líderes dos professores foram levados em viatura ao Palácio dos Bandeirantes e lá foram informados que não havia negociação. É um absurdo chamar para dizer que não existe diálogo”, conta a deputada Maria Lúcia Prandi, presidente da Comissão de Educação da Assembleia.

A deputada também revoltou-se com a violência gratuita contra os trabalhadores. “Foram muitas bombas e estava difícil respirar por causa das bombas de gás lacrimogêneo. A passeata só andou um quarteirão. Estávamos distante do Palácio dos Bandeirantes. Tentamos negociar com a Tropa de Choque, mas foi muita violência”, lamenta a deputada, que é professora aposentada.

O Conversa Afiada já publicou, hoje,o seguinte sobre como o nosso Putin luta para melhorar a qualidade do ensino de São Paulo com o titulo “Professores em greve cercam o palácio de Serra” :

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Saiu no G1:

Após mais uma assembléia, professores de SP decidem manter greve

Docentes promovem manifestação em frente ao Estádio do Morumbi.
Vias que dão acesso ao Palácio dos Bandeirantes estão interditadas.

Érica Polo e Gabriela Gasparin – Do G1, em São Paulo

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a greve, por volta das 16h45 desta sexta (26), em assembleia realizada na Zona Sul da capital paulista. A paralisação teve início em 8 de março.

A manifestação começou em frente ao Estádio do Morumbi. Por volta das 16h50, uma comissão formada por seis professores seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o­nde espera ser recebida por representantes do governo.

De acordo com a Polícia Militar, que está no local, 3,5 mil pessoas integram o protesto. A organização do movimento espera reunir, até o fim do dia, 20 mil pessoas no local. A PM afirma que dez ônibus de professores estão a caminho da manifestação.

Trechos das Avenidas Giovanni Gronchi e Morumbi, e da Rua Padre Lebret estão interditados pela polícia. As vias dão acesso ao Palácio dos Bandeirantes. O trânsito está lento na região.



Em tempo: O Conversa Afiada reproduz email:

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Repressão – Ônibus de professores é retido pela PM em dia de protesto no Palácio dos Bandeirantes

Professores da rede estadual que estão tentando chegar à capital de ônibus através das Rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares e da Marginal do Tietê estão sendo barrados em bloqueios policiais. Os professores vieram participar de um Ato Público, que começou às 15h00, em frente ao estádio do Morumbi, na região do Palácio dos Bandeirantes. Deputados da Bancada do PT já estão indo para o local.

Advogados da Apeoesp – Sindicato dos Professores – procuraram o Comando da Polícia Militar, para garantir o direito de trânsito dos professores. Mas, a Tropa de Choque, a Cavalaria e a Força Tática da PM já foram mobilizadas para a região, para impedir a aproximação dos professores da sede do governo.

O objetivo do protesto é buscar uma negociação com o governador José Serra em torno das reivindicações do Magistério Paulista. Serra, no entanto, saiu do Palácio dos Bandeirantes e foi cumprir agenda em Presidente Prudente, a 560 quilômetros da capital.

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Assessoria de Comunicação
Liderança do PT na Assembleia Legislativa de SP

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