Globo não chama o Presidente Lula de Anta. Chama de Idiota

Ali Kamel é o mais poderoso diretor de jornalismo que a Rede Globo jamais teve.

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. Portanto, Ali Kamel é um dos políticos mais poderosos do Brasil.

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. Ainda mais que, acima dele, o vice-presidente de jornalismo, Carlos Schroeder não entende nada de política – nem quer -, e os filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio) não fazem o “o” com um copo, como se diz na Bahia.

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. Ali Kamel é mais poderoso do que todos os antecessores.

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. Armando Nogueira sabia tudo de televisão, mas não queria saber de política.

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. Alberico de Souza Cruz gostava de política, e usava a cadeira da Globo para tomar atitudes políticas que nem sempre eram do interesse – ou do conhecimento – da Globo.

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. Quando Sergio Mota disse que não precisava falar com os Marinho, porque tratava direto com o Alberico, Alberico caiu.

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. Alberico não entendia nada de televisão, e tinha certa dificuldade para escrever.

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. Evandro Carlos de Andrade fazia questão de não entender de televisão – ele veio do jornal Globo.

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. Evandro não gostava de política – nem de nada – e se dedicava a servir com devoção à família Marinho.

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. Evandro sabia escrever e a última coisa que escreveu foi um hino de louvor a Roberto Marinho para a revista Exame.

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. Ali Kamel foi o responsável pela edição do jornal nacional que levou ao segundo turno a segunda eleição de Lula.

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. Aquela edição que omitiu o desastre com o avião da Gol para mostrar o dinheiro dos aloprados.

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. leia “O Primeiro Golpe já Houve” (a seguir), falta o segundo”

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. Ali Kamel é militante.

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. Ele é um cruzado.

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. O estandarte que empunha na luta contra os hereges (Lula) tem a cruz de Cristo: o logo da Globo.

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. Ali Kamel não é mais Ali Kamel.

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. Ali Kamel é a Globo.

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.A Globo é Ali Kamel.

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. (Até que o Serjão diga que não precisa mais tratar com os Marinho …)

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. Ali Kamel acaba de lançar o livro “Dicionário Lula – Um Presidente Exposto por suas Próprias Palavras” (Nova Fronteira).

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. Diz a propósito do livro de Kamel, o jornal Globo, deste domingo:

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“Ele (Lula) é ao mesmo tempo o político a conseguir chegar mais próximo do ‘povão’ … e uma espécie de Chance Gardner, o personagem da obra-prima de Peter Sellers ‘Muito Além do Jardim’, baseado no livro ‘Being There’ – no qual o universo restrito a plantas e televisão do jardineiro Gardner o faz se comunicar por imagens (um pouco ao estilo do Paulo Coelho), que acabam vistas como grandes pensamentos e o levam à posição de conselheiro pessoal do presidentedos EUA.”

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. Ou seja, o PiG (*) não chama o Lula mais de Macunaíma, como fez a Folha (**), nem de anta.

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. A Globo chama de idiota mesmo.

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(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

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(**)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

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O 1º golpe de estado já houve. E o 2º?

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(Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada)

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno. É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas («A trama que levou ao segundo turno»), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: «A radiografia da imprensa brasileira».

Fica ali demonstrado:

1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: «Tem de sair à noite na tevê. Tem de sair no Jornal Nacional»;

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, «uma espécie de guardião da doutrina da fé» da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: «Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos», diz Kamel, segundo a reportagem

8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do «caso Lunus», que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. (A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.)

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.

13) Que o Procurador Avelar declarou: «Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de o­nde o dinheiro?»

14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: «Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido.»

Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: «…dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin … e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu.»

Quer dizer: o golpe funcionou.

Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. «A trama atual tem sabor igual, é mais sutil, porém. Mais velhaca», diz Mino.

Permito-me acrescentar outro exemplo.

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Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?

O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e prepararam a opinião pública para a fraude gigantesca.

Que só não aconteceu, porque Brizola «ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra», como, modestamente, escrevi no livro «Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral», editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.

Está tudo pronto para o segundo golpe. O Procurador Avelar está lá. Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo!).

A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: «Cadê o papelzinho» que permite a recontagem do voto?

E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.

Paulo Henrique Amorim

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