Francia: Acto en defensa de «33 da rue des vignoles» reúne cerca de mil personas

 
Foi por reconhecer sua ligação a este espaço sindical, cultural e associativo, herdeiro de prestigiosa história, que os participantes aplaudiram os oradores que discursaram durante o percurso da marcha: o DAL lembrou a luta pelo direito à moradia, assim como a dos imigrantes; a companhia Jolie Môme propôs um espetáculo de meia-hora sobre a Paris popular; o coletivo Tenon relembrou as lutas pelos direitos das mulheres, salientando, sobretudo, a luta pelo direito ao aborto e as lutas antifascistas; um show do grupo Dubamix, representando a abertura às culturas alternativas, fechou a jornada. Temas importantes para os habitantes do «33» e do 20º bairro, um dos últimos redutos populares da capital.
 
O «33» – A Confederação Nacional do Trabalho (CNT), Flamenco na França, os artistas, artesões e habitantes do lugar – EXIGEM A REABERTURA DA MESA DE NEGOCIAÇÕES, QUE A PREFEITURA DE PARIS ENCERROU BRUTALMENTE E UNILATERALMENTE. A prefeitura quer expulsar os artistas por meios judiciais e fazendo pressão sobre a CNT. Mas porque sair e perder o espírito do lugar?
 
Sem dúvida para deixar o terreno limpo para um projeto mais rentável, mais de acordo com o que quer a prefeitura para nossa cidade: bairros burgueses, reservados às classes médias, sem vida, a serviço da produção, do comércio e das finanças.
 
Por isso, o «33 da rue des vignoles» é um lugar de rara riqueza. A CNT tem lá seus comitês regional e nacional, e desenvolve assistência jurídica, cursos noturnos, lutas antisexistas, antiracistas e antifascistas. A resistência espanhola de 1936, os mesmo que fizeram parte da resistência francesa de 1939 a 1945, e foram os primeiros a entrar em Paris na «Liberação» de 1944, com a companhia «O Novo», fazendo parte da divisão Leclerc, e lá se instalaram desde os anos 1970. A Associação Flamenco na França, uma das escolas de flamenco de maior reputação na França, lá promove seus cursos. Artistas e artesão lá trabalham e vivem. É igualmente um lugar internacionalista, com numerosos encontros e acolhimento de delegações vindas de Chiapas, Espanha, Grécia, Canadá, Mali, Colômbia, Argélia, etc… Numerosas atividades culturais lá se desenvolvem, uma livraria, um cineclube, uma editora, apresentações teatrais, conferências, concertos…
 
O «33» sabe que pode contar com as pessoas presentes neste sábado e quer preservar este local. Faremos todo o necessário para que, junto com a prefeitura, seja encontrada uma solução aceitável e duradoura. Não pararemos as mobilizações até alcançar este objetivo.
 
CNT-F
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