Fascistas, golpistas,Não Passarão! – Nota oficial do PCO

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SAIR ÀS RUAS CONTRA O GOLPE

Direita golpista caminha para um acordo contra os direitos democráticos da população para por fim ao governo Dilma e colocar no seu lugar um governo ainda mais submisso aos interesses do imperialismo contra a população trabalhadora.

A cada dia um novo setor da direita abandona seu disfarce e se coloca claramente a favor do golpe, da derrubada do atual governo eleito pela população (apesar das enormes fraudes e manipulações que permitiram à direita conquistar o governo de SP e eleger uma maioria reacionária para o Congresso Nacional).

A direita pelo impeachment

Depois de muita enrolação, embalados pela divulgação mentirosa de que em 15 de março teriam reunido mais de um milhão de pessoas em favor da derrubada do governo, quando a manifestação golpista da burguesia não reuniu nem 10% disso, um número crescente de lideranças da direita passou a pregar abertamente o golpe, através do impeachment da atual presidenta, para deixar no comando do governo – ao menos provisoriamente – a quadrilha do PMDB, chefiada pelo vice-presidente e ex-secretário de Segurança Pública no governo Fleury em São Paulo, Michel Temer (que não recebeu um único voto), e os presidentes da Câmara, o deputado evangélico e ultrarreacionário Eduardo Cunha e do Senado, Renan Calheiros.

As articulações golpistas saíram dos bastidores e já são feitas à luz do dia. Em programas da Rede Globo – que é a principal divulgadora da campanha golpista – neste domingo (29/3) o senador e ex-governador José Serra (PSDB-SP), juntamente com o deputado federal e também ex-governador, Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), defenderam abertamente o impeachment, que também foi o “prato principal” no jantar oferecido na semana passada pela senadora Marta Suplicy (de malas prontas para deixar o PT) a lideranças do PMDB como Temer, Renan Calheiros e Sarney. Cinicamente, os chefes do PMDB teriam afirmado, segundo informação vazada para a imprensa, que Dilma Rousseff, tem até o dia 12 de abril para acalmar a situação ou a situação ficaria ingovernável. Evidentemente que se trata de clara preparação para o golpe de Estado.

Além de Serra, outros chefes do PSDB, como Aécio Neves já se movimentam em torno do golpe pelo impeachment, que já tem parecer jurídico elaborado pelo reacionário jurista tucano Ives Gandra, a pedido do partido.

Também os supostos líderes da manifestação de 15 de março, patrocinada por órgãos do imperialismo como a CIA e organizadas pelo aparato do governo de São Paulo, que liberou catracas, liberou ruas e promovido por ampla cobertura da Rede Globo, Folha, Revista Veja e demais monopólios de comunicação, anunciaram que chegaram a um acordo em torno do impeachment.

O empresário Rogério Chequer, por exemplo, um dos promovidos chefes do «Vem pra Rua», disse no domingo, 29, ao reacionário Estado de S. Paulo, que há «um clamor muito alto» das bases do movimento para que um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff seja admitido, dentro do grupo, como uma possibilidade concreta entre suas metas e palavras de ordem.

Não pode haver mais dúvida ou vacilação

Setores da extrema-direita que defendem abertamente um golpe militar e até a intervenção dos EUA no Brasil para derrubar o governo, estão também se declarando a favor do golpe do impeachment como um primeiro passo para uma retrocesso ainda maior, em seguida.

Já não pode mais haver dúvidas de que a ofensiva da direita golpista tem um objetivo claro: derrubar o governo do PT, não para combater a corrupção como alardeiam, mas para impor ao povo brasileiro mais fome e miséria. Entre outras coisas, querem destruir completamente a Petrobras e avançar sobre as demais estatais ainda não privatizadas, como os Correios.

Querem impor um “ajuste” bem mais profundo do que as medidas antioperárias que o governo do PT sob pressão vem adotando (com demissões, cortes de gastos e direitos e privatização dos serviços públicos), como se vê no ataque aos professores e ao ensino Público em SP, PR, PA etc.

Não pode haver dúvida – até pelos atentados que já ocorreram – que a vitória da campanha da direita é uma ameaça grave a todas as organizações operárias, populares, democráticas e de esquerda.

Unir e mobilizar os trabalhadores, a juventude e a esquerda para reagir ao golpe

As manifestações do dia 13 de março e as lutas em curso contra os governos da direita, destacadamente a greve dos professores paulistas, evidenciam que há condições para reagir e derrotar esta ofensiva da direita.

No dia 13, convocados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), CMP (Central de Movimentos Populares), sindicatos partidos de esquerda como o PT e o PCO, apoiadas por uma parcela da juventude estudantil, dezenas de milhares defenderam nas ruas de todo o País os direitos democráticos da população e se manifestaram contra o golpismo da direita  , gritando “Não vai ter golpe!” e  “Fascistas, Golpistas, Não passarão!».

O avanço da política da direita, impulsionada também pela capitulação sistemática do governo de Dilma Rousseff às suas pressões, como ficou evidente nas demissões de ministros que opuseram limitada resistência à pressão golpista da direita e no fortalecimento da ala direitista do governo (Levy, Katia Abreu etc.), mostra a necessidade de ampliar a mobilização e a resistência organizada ao golpe.

Tal como no Egito, Ucrânia, Venezuela e em todas as  regiões do planeta, o golpe de Estado contra o governo petista se tornou uma prioridade devido o avanço da crise econômica mundial e só pode ser derrotado por meio da mobilização da classe operária e demais setores explorados.

A situação não deixa dúvidas do caráter reacionário da politica de “neutralidade” (“nem um nem outro”) preconizada por setores da esquerda pequeno burguesa diante da ofensiva da direita, que nada mais é, na prática, do que um apoio envergonhado ao golpe organizado pela direita, no todo ou em parte.

O golpe só pode ser derrotado pela mobilização dos explorados e de suas organizações de luta.

É necessário passar, imediatamente, à mobilização contra o golpe, em defesa dos direitos democráticos da população e de suas reivindicações diante da crise, contra a política de “ajustes” e “austeridade” da direita golpista.

Às ruas, derrotar a direita pelos meios que forem necessários

O PCO (Partido da Causa Operária) chama os trabalhadores e à juventude a exigir das suas organizações de luta, do campo e da cidade, que se convoque já uma ampla mobilização para cerrar fileiras contra um inimigo muito mais forte e perigoso do que a política de conciliação de classes do PT: o imperialismo e seus representantes no Brasil.

Sair às ruas. Como no dia 1º de abril, quando entidades populares e da juventude estão convocando manifestações pela cassação do monopólio da Rede Globo. Realizar grandes manifestações em todo o País e ocupar o Congresso Nacional no dia 7 de abril, contra a aprovação do PL 4330, que impõe a terceirização em larga escala contra milhões de trabalhadores. Realizar grandes manifestações de apoio às greves contra os governos da direita golpista, em particular à greve dos professores de SP.

Deixar evidente para a direita golpista, pelos meios que forem necessários, que as manobras golpistas, seja no covil de bandidos do Congresso Nacional (impeachment), seja onde for, serão enfrentadas nas ruas por uma combativa mobilização da classe operária e demais explorados.

Organizar já nos sindicatos, nas fábricas, nos bairros, universidades, ocupações de terra etc. comitês de luta contra o golpe para organizar a mobilização e a defesa contra a direita golpista.

No dia internacional de luta da classe operária realizar um ATO DE 1o. DE MAIO UNIFICADO DE LUTA CONTRA A DIREITA GOLPISTA EM DEFESA DAS REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES.

Em São Paulo, retomar a tradição classista e antifascista das organizações de luta da classe operária, ocupando a Praça da Sé, em um ato que nada tenha a ver com os “showmícios” e “shomissas”, realizados nos últimos anos pelo sindicalismo pelego e setores que apoiam o golpismo, com sorteio de prêmios e outros truques para iludir os trabalhadores para apoiarem seus carrascos e traidores.

Unifiquemos nossas bandeiras de luta e nossos punhos, para marchar unidos contra a direita e gritar em alto e bom som: “FASCISTAS, GOLPISTAS, NÃO PASSARÃO!.

Derrotar nas ruas a direita golpista e seus planos de “ajustes»

  • NÃO À PRIVATIZAÇÃO! Estatização da Petrobras sob controle dos trabalhadores
  •  NÃO AO “AJUSTE”! Ocupar as fábricas contra as demissões. Escala móvel de salários e horas de trabalho.
  • Reforma Agrária com expropriação do latifúndio
  • Reforma Urbana com expropriação dos especuladores e plano nacional de construção de casas populares sob o controle das organizações populares
  • Em defesa das reivindicações dos professores contra a destruição do ensino público
  • Não ao corte de verbas nas universidades públicas. Verbas públicas somente para o ensino público, Livre ingresso nas universidades com o fim do vestibular e estatização do ensino pago.
  • NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA! Estatização da Sabesp sob controle dos trabalhadores
  • FORA OS GOLPISTAS!

São Paulo, 30 de março de 2015.

Direção Nacional do Partido da Causa Operária

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