Estudio sindical confirma discriminación salarial creciente de las trabajadoras gallegas

Las mujeres gallegas cobran un 24,2% menos que los hombres en los mismos puestos de trabajo, tres décimas abajo de la media española (23,9%) y con tendencia negativa, según un estudio de la UGT. Si bien la discriminación no se reduce sólo a números, los últimos años se registró en Galiza un incremento de 3,6 puntos en la diferencia salarial entre hombres y mujeres en nuestro país.

As trabalhadoras galegas veem-se discriminadas como galegas e como mulheres, já que em ambos parámetros ficam abaixo das médias masculinas e espanholas, segundo os dados do estudo da UGT, nada suspeita nem de «radicalismo soberanista» nem de «extremismo feminista».

Foi nas jornadas ‘Ferramentas para combater a discriminaçom salarial’ que se apresentárom as conclusons do referido estudo, que situa os serviços às empresas como o mais discriminatório para as mulheres trabalhadoras, com umha diferença de 33,9%.

No extremo oposto, a construçom regista a discriminaçom menor, com 3,5% menos de ordenado para as mulheres, seguramente pola baixa percentage (13%) de mulheres que trabalham nesse setor.

Os homens cobram por ano 22.059,7 euros, enquanto as mulheres ficam nos 16.727,15 euros. As galegas também ganham menos por hora trabalhada (11,02 euros/hora), com uma diferença de 2,34 euros em relaçom aos homens.

Mais um dado para reter: quanto maior idade, maior discriminaçom, atingindo os maiores índices na proximidade da idade de reforma, quando a diferença é de 38%.

Esta situaçom deve-se, entre outros fatores, a que os anos de cotaçom das mulheres som menos por umha discriminaçom de caráter histórico, quer no acesso ao mercado laboral, quer na interrupçom da carreira profissional devido a terem as mulheres que assumir quase em exclusiva as responsabilidades familiares.

De facto, na Galiza 94% das excedências para cuidados familiares som ainda solicitadas por mulheres, supondo também 75% das reduçons de jornadas por cuidado legal. Isso tem também as suas conseqüências nas prestaçons de desemprego ou incapacidade.

Postos de direçom e de comando intermédio som também espaços vetados às mulheres na Galiza, apesar da sua crescentemente maior formaçom técnica e profissional. As leis formalmente igualitárias aprovadas nas últimas décadas nom evitárom que a discriminaçom continue em vigor.

A precariedade, desemprego e restantes conseqüências da ofensiva do capital nos últimos anos só vinhérom incrementar a discriminaçom historicamente padecida pola mulher no capitalismo. Umha realidade ainda mais patente nos países periféricos e dependentes, como a Galiza.

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