Estivadores do porto de Aveiro em greve

Exigindo o pagamento do subsídio de férias e em protesto contra o "tratamento discriminatório dos trabalhadores portuários pertencentes ao contingente de mão-de-obra gerido pela ETP – Empresa de Trabalho Temporário do porto de Aveiro, face aos seus colegas de profissão integrados no quadro privativo das empresas de estiva que operam no mesmo porto", os estivadores de Aveiro iniciaram hoje uma greve.

José Luís Cacho presidente da Associação do Porto de Aveiro adiantou que, juntamente com o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, "está fazer a mediação" com o Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Aveiro, e que "existe vontade de ambas as partes em resolver o problema", que afecta um total de 123 trabalhadores, dos quais 26 afectos aos quadros fixos das empresas Aveirpor, Socarpor e Vougamar.

O Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Aveiro fez em Julho três pré-avisos de greve, de 3 a 23 de Agosto, apontando entre outras "razões fundamentais" para a paralisação a violação por parte da Empresa de Trabalho Portuário do regime legal e convencional do processamento e pagamento do subsídio de férias devido aos trabalhadores portuários a cargo desta entidade empregadora". A mediação "está correr com algum sucesso e acredito que hoje ou amanhã se possa resolver o problema. Se a greve continuasse os prejuízos seriam enormes, porque Aveiro é um porto exportador, o que agrava mais o problema interno do país", acrescentou José Luís Cacho.

A ETP de Aveiro foi formada em 1993 pelas empresas operadoras Aveirpor, Socarpor, Vougamar e o sindicato, com vista a fornecer mão-de-obra portuária.

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