Entrevista com a brigadista galega Noela Campanha, à volta da viagem internacionalista a Cuba

COMBATE (boletim comarcal de BRIGA em Trasancos). A vossa foi a primeira viagem organizada pola Brigada Galega Fuco Gomes. Com que objectivo nasce este colectivo?

Noela Campanha. Os nossos objectivos principais som o apoio à Revoluçom Cubana e a solidariedade com o povo que a diário luita por ela. Ao mesmo tempo, tod@s na BGFG (Brigada Galega Fuco Gomes) somos militantes ou simpatizantes da esquerda independentista, quer dizer, trabalhamos para que a Revoluçom tenha lugar também na Galiza; é por tanto o sentimento internacionalista o que nos motiva a conhecer e aprofundar na realidade cubana e a difundir os seus logros assim como também propagar a luita pola independência, o socialismo e o antipatriarcado da Galiza em Cuba.

C. Concretamente em que consistem as Brigadas Internacionais de Trabalho Voluntário?

NC. Som grupos de amigas e amigos da Revoluçom Cubana organizados desde a Ilha, chegad@s de todas as partes do mundo para realizar diferentes trabalhos de ajuda, solidariedade e apoio. Seja reconstrucçom de vivendas deitadas polos furacáns, trabalhos agrícolas, etc. A nossa era umha brigada muito especial, já que comemorava o 50º Aniversário do Triunfo do movimento popular sobre a tirania de Batista.

C. A vossa viagem produz-se poucas semanas depois de que a Ilha sofresse os embates dos furacáns Ike e Gustav. Como encontrastes a situaçom e a resposta da Revoluçom perante estes desastres naturais?

NC. Nom estivemos nas zonas mais afectadas, mas a pegada dos furacáns é generalizada na ilha. Se bem o custo humano foi mínimo graças à cultura dos ciclons, os prejuízos nas colheitas e vivendas som os problemas mais urgentes. Diante do primeiro apostou-se em incentivar os cultivos de ciclo curto para evitar prolongar mais do imprescendível o desabastecimento. Com respeito ao segundo, a vivenda era um dos problemas em Cuba prévios aos ciclons, hoje a situaçom agravou-se de 10000 famílias na listagem de assignaçom de prédio a 30000.&nbsp

C. Como valorizades a experiência da vossa estadia em Cuba?

NC. Inesquecível e mui positiva, imagina 15 dias de convívio e debate com esquerdas de 22 paises diferentes (Grécia, Colómbia, Irám, Corea…), conversas com @s protagonistas da Revoluçom, visitas aos míticos lugares da história cubana (quartel do Moncada, Santa Clara, manglar onde chega o Gramma etc.) Além disto, avançamos no propósito de identificar e combater os problemas que podemos encontrar num foro internacional como este por sermos umha naçom sem Estado (por ex. na viagem tivemos muitos conflitos com a delegaçom espanhola devido às suas pressons sobre o ICAP para que fossemos tratad@s como parte da sua delegaçom, também aprendemos como aproximar a nossa luita a todas as pessoas que nunca ouviram falar da Galiza).

C. Após esta primeira viagem, que perspectivas de trabalho tem o colectivo?

NC. O principal objectivo é dar-lhe continuidade a esta experiência, organizando desde o colectivo o envio de brigadistas desde Galiza umha vez ao ano. Cremos que o conhecimento directo da realidade e reptos do processo revolucionário cubano por parte de galeg@s, contribuirá para fazer crescer o movimento de solidariedade internacionalista com a Ilha e com outros povos em luita.

No terreno da amizade com Cuba, existe na Galiza um colectivo para nós referencial, a Associaçom de Amizade galego-cubana Francisco Vilhamil. A nossa actividade estaria encaminhada à colaboraçom com o trabalho que realizam @s companheir@s, trazendo no possível iniciativas no caminho de fortalecer o movimento internacionalista na Galiza.

C. Pola nossa parte nada mais. Se tés algo mais que comentar, este é o momento.

NC. Quero encorajar-vos a tod@s a fazer parte da BGFC, é umha experiência muito enriquecedora para aquelas pessoas que acreditam que só mediante a destruiçom do capitalismo se pode atingir um futuro melhor.&nbsp

&nbsp Mais informaçons sobre a Brigada Galega Fuco Gomes em:

http://brigadafucogomes.blogspot.com/&nbsp

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