“Em defesa do marxismo”- Leon Trotsky

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Moscou, Kremlin, madrugada de 23 para 24 de agosto de 1939. O que parecia absurdo, improvável, e até então combatido como uma calúnia contra a União Soviética, acontece: em meio a sorrisos e apertos de mão, Vyacheslav Molotov, Comissário do Povo para Assuntos Estrangeiros da URSS, e Joachim von Ribbentrop, Ministro do Exterior da Alemanha Nazista, firmam um tratado de não-agressão, amizade e cooperação entre a Rússia Soviética e o Terceiro Reich. O tratado inclui também uma cláusula secreta, que logo é posta em prática: a invasão e partilha da Polônia, de parte da Finlândia e de outros territórios pelas duas potências até então inimigas.

A notícia cai como uma bomba sobre a Europa e os Estados Unidos. As “nações democráticas” se vêem fortemente ameaçadas pela sinistra aliança e em todos os meios burgueses, pequeno-burgueses e intelectuais do “mundo civilizado” começa uma gigantesca campanha de ódio contra a URSS. Impactado pelo forte clima anti-soviético, um setor do Socialist Workers Party, seção norte-americana da Quarta Internacional, passa a afirmar que a URSS havia deixado de ser um Estado operário e, conseqüente com isso, recusa-se a defendê-la frente aos possíveis ataques do fascismo e do imperialismo.

Em defesa do marxismo, uma das obras mais importantes de Leon Trotsky, gira em torno dessa questão crucial. Sobre a base sólida da dialética marxista, sem se deixar impressionar pelos fatos, de maneira clara e simples, e ao mesmo tempo fraternal e educativa, o velho dirigente bolchevique desvenda o caráter contraditório do Estado surgido com a Revolução de Outubro e explica que, apesar de todas as transformações, a URSS ainda se mantinha como um Estado operário burocraticamente degenerado. Estes últimos escritos de Trotsky são também uma verdadeira lição de como fazer uma discussão política dentro de um partido revolucionário.

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Título: Em defesa do marxismo
Autor: Leon Trotsky

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Vídeo:EM DEFESA DO MARXISMO

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