Eleição2010: Rui Costa Pimenta-PCO

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Candidatura operária e socialista

O objetivo do partido é apresentar uma candidatura operária e socialista nestas eleições e defender junto aos trabalhadores da cidade e do campo, à juventude e aos demais oprimidos na nação um programa de luta pelo atendimento de suas reivindicações, pelo governo operário e o socialismo.

O partido apresenta seu candidato às eleições presidenciais para que a classe operária tenha uma voz própria nas eleições contra a política de ataques às conquistas dos trabalhadores dos demais candidatos de “esquerda” e de direita.

A candidatura da direita, de José Serra, do PSDB, promete promover um amplo ataque às condições de vida dos trabalhadores, com mais privatizações, mais demissões, arrocho salarial, como já demonstrou durante os anos em que esteve à frente do governo do estado de São Paulo em que, por exemplo, os professores da rede pública, já estão há anos sem aumento e sofrem com os inúmeros cortes do governo contra a Educação.

Tampouco as candidaturas “de esquerda” apresentam uma solução que seja do interesse dos trabalhadores e das massas oprimidas.

A candidatura Dilma Rousseff (PT) não é uma candidatura do movimento operário, mas da burguesia. A base da candidatura do PT está nas empresas, nos patrões, nos grandes capitalistas e banqueiros que não vão apoiar um partido que defenda o interesse dos trabalhadores, mas um partido capaz de enganar os trabalhadores. O PT vai disputar as eleições através da propaganda na imprensa capitalista, do dinheiro que os capitalistas vão dar ao partido para obter o voto do trabalhador e defender o interesse dos patrões.

Tampouco Marina Silva (ex-PT e agora no Partido Verde, uma sublegenda do próprio PSDB), pode ser considerada “de esquerda”. Trata-se de uma candidatura fabricada pelos grandes partidos burgueses interessados no jogo eleitoral e pela imprensa capitalista, que a apresenta como se esta estivesse “mais à esquerda” que o próprio governo Lula.

Os candidatos do Psol e do PSTU, que estiveram juntos nas últimas eleições na chamada “frente de esquerda”, desmoralizaram-se completamente no que revelou-se uma fraude como frente de esquerda, dos trabalhadores e socialista. Sua candidata presidencial e principal figura pública, Heloísa Helena, não esconde o apoio à candidatura direitista de Marina Silva, revelando o que já denunciamos na eleição passada, ou seja, que o grande apoio que a Frente de Esquerda e Heloísa Helena tiveram da imprensa capitalista na eleição passada e seu programa direitista indicava que a esquerda pequeno-burguesa se colocava a reboque de uma figura política não apenas burguesa, mas claramente a serviço da direita. Para obter algum resultado eleitoral, ficaram completamente a reboque de uma candidatura que fez campanha contra os sem-terra, contra as mulheres, a favor da repressão policial e da entrega do dinheiro público às multinacionais imperialistas.

Agora, a candidata, apresentada à época como a “alternativa da classe trabalhadora e do socialismo” recusa-se a ser candidata e a frente entra em uma crise e uma desmoralização política completas.

Os candidatos que Psol, PSTU e PCdoB possam lançar nada mais são que suplentes da candidatura direitista de Heloísa Helena e não representam nenhuma outra política.

&nbsp &nbsp PCO é atacado porque defende os trabalhadores

&nbsp Nas últimas eleições presidenciais (em 2006) o Tribunal Superior Eleitoral impugnou a candidatura do companheiro Rui Costa Pimenta de maneira completamente arbitrária e antidemocrática.

Aplicando uma regra criada pelos juízes em 2004 de maneira retroativa, desconsideraram a prestação de contas do partido no ano de 2002. Enquanto manipularam as contas de um partido que não tem dinheiro a não ser de pequenas contribuições de trabalhadores, aprovaram as candidaturas de políticos corruptos notórios, financiados pelos grandes capitalistas, pelo conhecido “caixa 2” e esquemas como o “mensalão”.

Foi uma tentativa clara de calar a voz do único partido operário e socialista nas eleições. Uma clara perseguição política do regime dos ricos e poderosos contra um partido pobre, que luta em defesa dos trabalhadores e oprimidos.

Enquanto lideranças dos sem-terra são assassinadas, greves reprimidas e sindicatos multados, a máfia burguesa continua comandando o Congresso Nacional, a Justiça e todas as instituições do regime político contra os trabalhadores.

É necessária uma mobilização independente dos trabalhadores contra a ditadura corrupta imposta contra os trabalhadores e todos os explorados.

Esta mobilização deve se dar em torno a um programa dirigido a acabar com a ditadura e o monopólio dos partidos burgueses sobre a política nacional.

O Partido da Causa Operária declara abertamente que nenhum problema da classe operária e das massas exploradas será resolvido através das eleições. As eleições são para nós um terreno o­nde a defesa de um programa revolucionário contribui para a evolução da luta de massas dos trabalhadores com seus próprios métodos revolucionários.

É neste sentido que o Partido da Causa Operária apresenta a pré-candidatura do companheiro Rui Costa Pimenta nestas eleições com um programa de luta pelo fim da ditadura burguesa corrupta imposta contra os trabalhadores e todos os explorados:

– Fim do monopólio dos partidos burgueses sobre a política nacional

– Irrestrita liberdade de organização partidária, retirando-se todos os entraves da legislação reacionária em vigor para a criação e o funcionamento dos partidos políticos

– Acesso aos meios de comunicação irrestrito para todas as organizações operárias e populares nas eleições e fora delas

– Colocar a baixo o controle ditatorial da burguesia, instituindo a eleição e revogabilidade dos mandatos de juízes e ministros dos tribunais superiores.

– Fim da legislação eleitoral restritiva que impede que se desenvolva a ação política das organizações operárias e populares, diante da falência do regime político burguês

– Dissolver o Congresso e realizar eleições gerais livres e democráticas

Esta convocação deve ser feita sobre a base de um chamado dirigido amplamente às organizações operárias e populares, às organizações de luta dos trabalhadores rurais, a discutir um programa para o atendimento das reivindicações e a satisfação das necessidades da ampla maioria da população no País, sintetizadas na palavra de ordem de “salário, trabalho e terra”, programa que só pode ser aplicado integralmente por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

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