Cumprem-se 20 anos do indulto a Suso Vaamonde, 1º preso político galego na monarquia espanhola de Juan Carlos I

Os factos que o convertêrom no primeiro preso político do novo regime monárquico espanhol, aconteceram em Junho de 1979, na pontevedresa praça da Ferraria, num recital antinuclear. Nele, engadira à sua cançom “Uah!” umha estrofa, mediatizada pola linguagem machista, cargada de raiva contra Espanha:
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Quando me falam de Espanha

sempre tenho umha disputa
que se Espanha é minha nai
eu som um filho de puta.
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O cantante nom foi condenado por injúrias às mulheres, senom que o seu cántico foi considerado pola justiça do Estado espanhol como “injúrias à Pátria (espanhola) com publicidade”, polo que é condenado em Novembro de 1980 a seis anos e um dia de prisom. A imprensa regionalista de La Voz de Galicia, reabrindo a polémica, publicou no 4 de Março que, contodo, o cantante galego declarara que no julgamento ficara demonstrado que as acusaçons nom eram certas.

Suso Vaamonde optou finalmente polo exílio, viajando a Londres e Alemanha, para estabelecer-se finalmente na cidade de Caracas. Nos quatro anos de exílio recebeu intenso apoio internacionalista, especialmente dos cantantes portugueses, como o Zeca Afonso ou José Mário Branco. No 1984 decide entregar-se, sabedor de que o governo do PSOE estava a revisar velhas condenas. Após 46 dias na cadeia de Ourense é libertado por um indulto, no que seguramente influíssem dous factos: o de lhe ter solicitado pessoalmente a revisom da condena ao entom presidente do Estado espanhol Felipe González, e o de Xaime Barreiro Gil, ex-companheiro em Vozes Ceives, figera pressom graças ao seu posto de senador polo PSOE. Acontecimentos que pudérom ajudar a que o nacionalismo de esquerdas nom denunciasse com mais força o caso nem o sentisse como próprio.

Um vez indultado, ofereceu um recital na cadeia onde estivo recluído, em honra dos que foram por uns dias seus companheiros.

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