Crónica da jornada de Greve de estudantes em História, Geografia, e Arte da Universidade de Compostela

Piquetes informativos&nbsp

Esta convocatória estava realizada por uma Assembleia de Estudantes celebrada a semana anterior.

Desde primeira hora as portas da faculdade fôrom tomadas polos piquetes que interceptavam o reduzido número de estudantes que se achegou até a faculdade ao desconher a convocatória. Estes piquetes estavam acompanhados de três faixas de estrazas e do reparto de panfletos e colantes com a legenda “Nom ao Mestrado”.

Durante todo o tempo as portas da faculdade estivêrom acompanhadas dum ambiente de camaradagem, respeito e compromisso estudantil graças ao estudantado que dedicou o seu tempo a assegurar o sucesso da greve.

Mobilizaçom

Às 12:00hh estava convocada a mobilizaçom desde a Praça de Maçarelos. Porém, devido a acumulaçom de gente, por volta das 200 pessoas, partiu da própria entrada da faculdade, encabeçada por umha faixa com a legenda “Por um master docente livre e gratuito”.

A marcha transcorreu em todo momento num ambiente alegre e reivindicativo, convencidos todos e todas da necessidade mas também da possibilidade de tombar este mestrado. Isto reflectiu-se nas palavras de ordem, entre as quais: “aqui está, aqui se vê, o estudantado galego em pé!”, “Este mestrado imo-lo parar!”, “Com o mestrado, ficamos sem trabalho”.

A marcha acabou diante do Parlamento, ou mais bem diante do desproporcionado cordom policial que nos impediu achegar-nos à sede do Valedor do Povo, onde um grupo de alunos e alunas tinham pensando entregar umhas petiçons contra estre mestrado docente. Obrigou-se à entrega de dúas em dúas pessoas, dando assim mostra do estado de sítio que vive Compostela este ano.

Assembleia

Justo a seguir da mobilizaçom deu começo na faculdade de Geografia e História umha assembleia com a presença dum meio cento de estudantes onde se valorizou positivamente a mobilizaçom e o tempo transcorrido da greve. Ao mesmo tempo esta assembleia decidiu continuar as mobilizaçons e iniciativas tendentes a parar o mestrado.

Após um breve recesso para o jantar, a actividade voltou para a faculdade com o regresso dos piquetes às entradas para informar dos objectivos e da necessidade da greve.

Repressom e violaçom da legalidade vigente

O facto mais lamentável da jornada aconteceu com a apariçom das forças da Unidade de Intervençom Policial em número superior à dozena. Despregárom-se com finalidade intimidatória diante do piquete, às portas da faculdade. Daí passárom decontado à coacçom pura e dura quando se obrigou a retirar-nos por constituir umha “concentraçom nom autorizada”, e se justificou o dispositivo dentro e fora do prédio pola “presença de representantes políticos da UE” (sic).

Todo isto ficaria numha simples anedota se a polícia espanhola nom identificasse a toda pessoa que tentou rebater a suposta ilegalidade da concentraçom, chegando neste processo identificatório a introduzir-se dentro do recinto universitário sem autorizaçom do Reitor, violando desta forma a autonomia da universidade.

Porém, a presença policial nom conseguiu intimidar ao estudantado concentrado nesse momento que seguiu a informar da existência da greve e das causas que provocam a sua convocatória, estando concentrado nas dúas portas da faculdade até o remate das aulas.

Valorizaçom do estudantado independentista

De AGIR valorizamos este jornada de luita positivamente, analissando-a como um primeiro passo na criaçom dum movimento estudantil amplo e dinámico que logre parar as actuais políticas elitizadoras que predominam na USC. Achamos que o mestrado docente se pode deter mas que para isso é necessário umha resposta unitária do estudantado que se deve conseguir através da participaçom nas assembleias e a implicaçom nas actividades.

Queremos rematar esta crónica com a tabela reinvindicativa do estudantado da esquerda independentista, tabela que foi repartida na manifestaçom deste 23 de Março:

-Eliminaçom imediata do limite de vagas no mestrado docente.

-Gratuidade absoluta do mestrado docente.

-Reduçom para o próximo curso académico da sua duraçom, adaptando esta à do antigo CAP.

-Introduçom a curto prazo (em dous cursos académicos como máximo) da capacitaçom docente dentro do programa curricular das titulaçons onde a docência e a principal saída laboral, caso de História, História da Arte e Geografia

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