Continua o escândalo do quartel da Guarda Civil espanhola em Ordes

A começos de Agosto este portal informava da suspeitosa operaçom da câmara municipal de Ordes, liderada por Manuel Regos, que cedia grátis à guarda civil espanhola um terreio municipal para a construçom de um quartel. Meses depois, a polêmica nom arrefriou, senom que volve com mais intensidade. Enquanto BNG e governo local brigam por conseguirem um novo local para a guarda civil, sectores mais críticos vém como um escândalo que o concelho, no que o paro se incrementou em 43% no último ano, médio milhom de euros seja "regalado" à Guarda Civil.

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Ordes, com 43% de aumento do paro num ano, “regala” 500.000 euros à Guarda Civil espanhola
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O governo municipal está a correr com os custos da guarda civil espanhola no concelho, assegurando-lhe à vizinhança que asinha o Estado construirá um novo que nom aparece, porém, nos Orçamentos Gerais do Estado por nenhures. Assim é que, até o momento, som os impostos da gente de Ordes quem está a custear este “instituto armado” espanhol célebre na zona, aliás, polo seu papel na repressom da após-guerra. Do BNG local afirmam que “o alcalde tem pagado com o dinheiro dos vizinhos e vizinhas de Ordes o quartel da Guarda Civil, gastando mais de médio milhom de euros na adquisiçom e acondicionamento dum local ao rés-do-chao destinado a quartel da Guarda Civil”. O dado está a caldear os ânimos da vizinhança, já que muita gente vê inadmisível que, quando o paro subiu no concelho 43% –o duplo do que os outros concelhos da comarca: Cerzeda, Traço, Tordóia, Frades, Messia e Oroso– respeito o ano passado (segundo dados de junho de 2009), a guarda civil –instituiçom espanhola e polo tanto competência do estado– está a receber 500.000 euros anuais, pouco menos da metade dos 1,2 milhons que o governo local previu investir no fomento de emprego. De facto, Ordes passou, segundo dados do Instituto Galego de Estatística (IGE), de 661 pessoas paradas em junho de 2008, a 943 no verao passado.
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Ramiro Recouso, do BNG, sinalou que “enquanto noutros concelhos o quartel será sufragado polo Estao, os vizinhos e vizinhas de Ordes vem-se obrigados, pola incapacidade do seu alcalde, a ter que financiar o quartel da guarda civil, em detrimento de outras necessidades dos vizinhos e vizinhas, que sim precisam atençom dos dinheiros do concelho”. Contudo, o assunto está a tornar-se umha carreira de méritos entre o governo de Manuel Regos de UxO (ex tenente de alcalde do PP) e a oposiçom do BNG por ver quem faz mais méritos por trazer o quartel novo a Ordes; no último pleno municipal, a finais de janeiro, o cabeça de lista do BNG, Gonzalo Castro, apresentou umha moçom instando ao alcalde a fazer as gestons pertinentes para conseguir que o Ministério de Interior realice no presente anos os investimentos precisos para construir o novo quartel. Pola sua parte, Regos critica que o BNG nom tenha conseguido o compromisso do governo central através dos seus escanos em Madrid, ao qual replicou Castro exigindo-lhe ao alcalde que assuma as suas responsabilidade, “porque o BNG seguirá a trabalhar e colaborar para conseguir avanços nas infraestruturas e serviços que necessita o nosso concelho”, destacando a urgência de lhe instar ao Ministério de Interior para que “este mesmo ano” tenha edificado o novo quartel.
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No debate no que se discutiu a moçom apresentada polo BNG, Regos explicou que a compra do baixo “emprestado” à guarda civil “foi necessária para que o quartel permanecesse em Ordes, senom iria para outro município com as conseguintes repercussons negativas que isso teria para a localidade”, sem explicar mais polo miúdo em que consistiriam essas “repercussons negativas”.
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