Comércio internacional – quem ganha e quem perde

Por Grazia Tanta

A estrutura do poder mundial está em mudança acelerada. Um dos sintomas que podem revelar essas alterações é a evolução da matriz global do comércio externo nas últimas décadas.

Por Grazia Tanta

Sumário

1 – Os grandes exportadores

2 – Os grandes importadores

3 – Excedentes e deficits comerciais

4 – As relações comerciais de alguns países (2017)

5 – E a situação portuguesa?

0000000000 ===== 0000000000

A estrutura do poder mundial está em mudança acelerada. Um dos sintomas que podem revelar essas alterações é a evolução da matriz global do comércio externo nas últimas décadas. Para o efeito, selecionámos alguns dados com base nestes critérios:


  • Importação e exportação, globais.
  • Anos de 2000, 2005, 2010, 1015, 2107, o último a que tivemos acesso.
  • Para todos os países que, em cada ano, representem pelo menos 2.5% da importação ou  da exportação global.
  • E ainda alguns países, pela sua relevância geopolítica mesmo que não cumpram a regra anterior.
  • Lateralmente, apurámos dados sobre Espanha e Portugal.


As taxas anuais de crescimento do comércio global de mercadorias no período considerado apresentam a seguinte imagem, reveladora de que os impactos da crise financeira estão para durar e, como se observará mais à frente, constituíram um passo na redução do predomínio do que convencionalmente se chama Ocidente.

2000/2005 13.20 %
2005/2010   8.93 %
2010/2015   1.07 %
2015/2017   1.91 %

1 – Os grandes exportadores

O peso dos países mais relevantes como origens da exportação, para cada um daqueles anos apresenta o seguinte perfil (em % do total)

Total exportações  > 2,5% 2000 2005 2010 2015 2017
Alemanha 8,5 9,2 8,0 7,9 8,2
Arábia Saudita 2,9
Bélgica-Lux 2,5
Brasil 0,9 1,2 1,4 1,2 1,3
Canadá 4,2 3,3 2,5 2,5
China 5,7 9,0 12,0 15,0 15,0
Coreia do Sul 2,7 2,9 3,2 3,4 3,7
Espanha 1,8 1,9 1,6 1,7 1,8
EUA 12,0 8,6 7,8 8,8 7,7
França 4,7 4,2 3,4 3,2 3,2
Grã-Bretanha 4,3 3,4 2,6 2,7
Holanda 3,2 3,0 2,8 2,7 2,8
Índia 0,7 1.0 1,4 1,8 1,8
Itália 3,7 3,5 2,9 2,8 3,0
Japão 7,8 6,1 5,2 4,3 4,3
México 2,6 2,5 2,6
Rússia 1,7 2,4 2,6 2,0 2,1
Outros 35,5 37,8 39,7 37,5 42,5

                          Nota: Os espaços em branco representam situações < 2.5%

Denota-se da análise do quadro acima que:

  • O conjunto dos 17 países selecionados como os mais relevantes enquanto exportadores promove cerca de 60% do comércio global;
  • Os três maiores exportadores em 2000 são os EUA, a Alemanha e o Japão, com 28.5% do total. Em 2017 essas posições são ocupadas por China, Alemanha e EUA, por esta ordem, com 30.5% do valor global;
  • Há uma redução da relevância exportadora dos EUA (muito acentuada), do Canadá, da França, da Grã-Bretanha, da Holanda, da Alemanha, da Itália e do Japão; isto é, dos países com um desenvolvimento capitalista mais antigo ou maduro;
  • A Espanha, o Brasil e a Rússia mantêm uma quota parte relativamente constante, no período.
  • Acrescem a sua relevância relativa, a China (quase triplica a sua quota parte no período considerado), a Coreia do Sul e a Índia.

Em resumo, os principais países da Ásia, excepto o Japão, aumentam a sua intervenção como exportadores, sucedendo o inverso às principais economias da Europa e ao binómio EUA-Canadá; um testemunho das mudanças geopolíticas em marcha, com a ascensão da Ásia e a quebra da relevância exportadora dos países capitalistas mais antigos, que bordejam o Atlântico Norte.

2 –  Os grandes importadores

Quanto às importações, para os mesmos anos, o elenco dos principais destinos apresenta o seguinte perfil (em % do total)

Total  importações > 2,5% 2000 2005 2010 2015 2017
Alemanha 7,2 7,2 6,6 6,3 6,6
Bélgica-Lux 2,8 3,0 2,6 2,5
Brasil 0,9 0,7 1,2 1,1 0,9
Canadá 3,6 2,9 2,5 2,6
China 3,0 5,2 7,4 8,1 9,5
Coreia do Sul 2,8 2,7 2,9
Espanha 2,5 2,8 2,1 1,9 2,0
EUA 19,0 15,0 12,0 14,0 13,0
França 4,9 4,6 4,0 3,6 3,7
Grã-Bretanha 5,3 4,7 3,8 3,9 3,8
Hong-Kong 3,0 2,8 2,9 3,7 3,7
Holanda 3,2 3,2 3,1 2,9 3,0
Índia 0,8 1,3 2,2 2,4 2,6
Itália 3,7 3,6 3,2 2,6 2,7
Japão 5,7 4,7 4,3 3,7 3,9
México 2,6
Rússia 0,6 1,2 1,6 1,2 1,4
Outros 31,2 37,1 37,7 39,3 37,8

                                   Nota: Os espaços em branco representam situações < 2.5%

Do quadro acima tomam-se as seguintes notas:

  • O peso dos grandes importadores é um pouco superior ao registado nas exportações (62.2% contra 57.5%, em 2017);
  • Os três maiores importadores em 2017 (EUA, China e Alemanha representam cerca de 29% do total), como em 2000. Porém em 2000, a China estava longe do pódio, a Alemanha estava em segundo lugar, tendo atrás de si o Japão;
  • O relevo da Europa na importação, decresce – mormente depois de 2010 – na Alemanha, em França, na Grã-Bretanha e na Itália, mantendo-se relativamente estável nos restantes países considerados. A que não será estranha a crise que se seguiu a 2008;
  • É marcante perda de peso relativo que se verifica nos EUA, no Canadá e no Japão, tal como se viu a propósito das exportações;
  • O ano de 2010 revela claramente o momento da quebra do relevo das importações nos países de capitalismo maduro, da orla atlântica, como do Japão; e o aumento da representatividade é bem claro nos casos da China, da Índia e da Rússia, por razões que se prendem com dinâmicas próprias, as perdas das potências atlânticas, como também à sua relativa imunidade aos desastres financeiros.

3 – Excedentes e deficits comerciais

A formação de excedentes comerciais (+) ou deficits (-), isto é dos saldos positivos ou negativos entre as vendas e as compras no exterior fornece estes elementos (M $);

Export-Import 2000 2005 2010 2015 2017
Alemanha 80600 206000 208600 251200 260800
Bélgica-Lux -173600 -51500 -387400 -407500
Brasil -620 48410 29800 15700 71720
Canadá 37200 41200 0 -15700
China 391400 685400 1083300 896500
Coreia do Sul 59600 109900 130400
Espanha -43400 -92700 -74500 -31400 -32600
EUA -434000 -659200 -625800 -816400 -863900
França -12400 -41200 -89400 -62800 -81500
Grã-Bretanha -62000 -133900 -178800 -188400 -619400
Holanda 0 -20600 -44700 -31400 -32600
Índia -4960 -35020 -119200 -94200 -130400
Itália 0 -10300 -44700 31400 48900
Japão 130200 144200 134100 94200 65200
México 0
Rússia 65720 123600 149000 125600 114100
Outros 268460 79310 298000 -282600 759580

  • Entre os principais países no comércio mundial, há a considerar os habituais deficits nos principais países europeus – exceptuando a Alemanha e a Itália, esta, nos últimos anos;
  • O maior deficit mundial, o dos EUA duplica no período 2000/17; porém, em termos de dinâmica o maior relevo cabe à Grã-Bretanha cujo deficit decuplica, no mesmo período;
  • O deficit dos EUA tem, em 2017 um volume quase coincidente com o do excedente chinês, revelando o efeito das deslocalizações e transferências de tecnologias em favor da China iniciadas ainda na década de 70 e aceleradas com a entrada da China na OMC. Esperavam, os EUA que essas transferências viessem a conduzir a uma mudança política na China mas, o que aconteceu foi a China proceder ao entesouramento de enorme quantidade de dólares e dívida do Tesouro dos EUA, tornando-se assim o árbitro das cotações do dólar;
  • A Alemanha, o Japão, países com uma tradição exportadora consolidada apresentam saldos positivos, crescentes no primeiro caso e decrescentes no segundo;
  • Os principais deficits registam-se na maior parte dos países europeus e nos EUA, para além da Índia. Tomando em consideração esse facto, de forma muito globalizada pode dizer-se que esses deficits correspondem aos do resto do mundo; ou, de outro modo, que o bem-estar daqueles países deficitários corresponde a uma dívida constituída perante o resto do mundo.

4 – As relações comerciais de alguns países (2017)

Para os países selecionados destacamos abaixo os principais destinos de exportação e as origens das importações, revelando ainda os principais saldos (positivos ou negativos).

  ALEMANHA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
EUA França China China Holanda França EUA Grã-Br França
8.4 % 7.9 % 7.1  % 9.9 % 8.4 % 6.6 % 52080 51160 34580

   BRASIL

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
China EUA Argentina China EUA Alem/Argent China Japão Alemanha
22.0 % 11.0 % 8.1  % 19.0 % 15.0 % 6.6 % 21390 5694 -3393

   CHINA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
EUA Hong-Kong Japão Coreia Sul Japão EUA EUA Japão Coreia Sul
19.0 % 11.0 % 6.5  % 9.8 % 8.9 % 8.7 % 324630 21610 -49580

   ESPANHA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
França Alemanha Portugal Alemanha França China Portugal China Alemanha
14.0 % 11.0 % 8.1  % 13.0 % 11.0 % 8.6 % 11736 -21213 -10620

   EUA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
México Canadá China China México Canadá China Canadá México
14.0 % 12.0 % 11.0  % 22.0 % 14.0 % 13.0 % -330000 -125700 -121800

   FRANÇA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
Alemanha Itália Bélg/Lux Alemanha China Itália Grã-Br Alemanha China
14.0 % 7.7 % 7.7  % 18.0 % 8.8 % 8.1 % 10641 -34900 -30217

   GRÃ-BRETANHA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
EUA Alemanha Fran/Holan Alemanha China Holanda Alemanha China Holanda
11.0 % 9.8 % 6.3  % 15.0 % 9.5 % 7.6 % -53892 -36534 -22020

    ÍNDIA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
EUA Emirat A U China China EUA Emirat A U EUA Emirat A U China
15.0 % 9.6 % 5.0  % 16.0 % 5.5 % 5.3 % 20865 5931 -52120

   ITÁLIA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
Alemanha França EUA Alemanha França China EUA Grã-Br China
12.0 % 10.0 % 9.3 % 16.0 % 9.0 % 7.2 % 28123 12298 -15402

    PORTUGAL

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
Espanha França Alemanha Espanha Alemanha França Grã-Br Espanha Itália
21.0 % 12.0 % 11.0 % 31.0 % 14.0 % 7.3 % 1866 -11799 -2209

    RÚSSIA

Clientes Fornecedores Principais Saldos (M $)
China Holanda Alemanha China Alemanha Bielorús Bielorús Polónia Alemanha
11.0 % 8.5 % 5.7 % 20.0 % 12.0 % 5.7 % 5817 5286 -7083

O grau de concentração das exportações nos três maiores clientes é muito distinto:

  • Em primeiro lugar, sublinhe-se que há uma tendência natural e geral para uma polarização do comércio de cada país com aqueles que lhe são geograficamente próximos, por óbvias questões de maior relacionamento histórico e cultural ou de redução nos tempos de viagem e inerentes custos de transporte. Como é evidente, para bens cujo acesso não é materialmente possível nas proximidades de um país produtor, o comércio será forçosamente de longa distância, como nos casos dos produtos farmacêuticos ou da cortiça, mercadorias que não têm uma produção disseminada pelo planeta;
  • Se um país desenvolve grandes e diversificadas capacidades exportadoras é natural que o número dos seus clientes seja também elevado, como será o caso de países como a Alemanha, a China mas, também a França, a Itália, o Japão ou a Coreia do Sul. Por outro lado, há países com elevado rendimento mas cuja especialização no âmbito da exportação é menos diversificada, menorizada face a oportunidades de negócio em bens não tangíveis. Os EUA são um caso paradigmático cuja atividade no âmbito do comércio internacional se baseia na sua produção de cereais ou oleaginosas, armamento e serviços, sejam financeiros, no âmbito da informação ou na produção cultural/ideológica que, para simplificar designaremos por “Hollywood”; neste último campo, a Índia embora tenha uma indústria cinematográfica mais produtiva tem um papel muito menor no comércio global com os seus produtos “Bollywood”;
  • A Alemanha, a China e os EUA são os quase únicos países presentes na maioria das relações relevantes atrás identificadas. A Alemanha está entre os três principais clientes de seis outros países, todos estes, no quadro europeu; e em sete situações de presença no pódio dos fornecedores, de países também europeus, para além do Brasil.


  • A China apresenta-se no trio dos principais clientes em cinco dos países selecionados, entre os quais a Alemanha e a Rússia são os únicos europeus; e, em nove situações como fornecedor, a China só não figura no pódio, relativamente a Portugal.


  • Os EUA posicionam-se entre os três principais clientes de seis estados e como principal cliente da Alemanha, da Grã-Bretanha, da China e da Índia. Inversamente, os EUA só se posicionam entre os principais fornecedores do Brasil, da China e da Índia; com a notória ausência de países europeus.


  • Nos casos da China, da Índia ou dos EUA, não há países europeus entre os três principais clientes ou fornecedores. No que se refere ao Brasil regista-se somente uma terceira posição e partilhada da Alemanha, como fornecedora;
  • A França surge com todas as suas referências cimeiras – na exportação e na importação – relacionadas com países europeus, das suas proximidades geográficas – Espanha, Portugal, Itália, Alemanha e Grã-Bretanha;
  • A Rússia, por seu turno, tem na China o seu principal mercado, na exportação e na importação, num contexto de maior relevo de países europeus.
  • Note-se que passadas algumas décadas apos a descolonização, as antigas colónias têm um relevo pouco significativo na exportação ou na importação das respetivas suseranias coloniais. Nenhuma antiga colónia francesa surge com uma relação relevante para a antiga metrópole; e o mesmo sucede com a Grã-Bretanha, excepto face ao Canadá que apresenta uma presença irregular nos anos considerados, no limiar dos 2.5% do total que tomámos como limite mínimo. No caso de Portugal, Angola é o único caso que surge regularmente como destino relevante de exportação; o que não acontece na importação.

Uma avaliação dos saldos do comércio externo para os países acima referenciados revela que:

  • Os quatro grandes saldos que os EUA protagonizam em 2017 beneficiam a Alemanha, a Índia, a Itália e, particularmente pelo seu volume, a China;
  • O maior saldo positivo observa-se na relação entre os EUA e a China, em favor deste último país e a sua continuidade marca a complementaridade entre os dois países tornando a China o maior detentor de títulos de dívida dos EUA;
  • O tradicional deficit externo dos EUA é representado pelos três maiores volumes e que beneficiam a China, o Canadá e o México;
  • A China surge em sete situações de grandes saldos do comércio externo, sendo todos favoráveis ao país asiático, excepto no que se refere ao Brasil;
  • A Alemanha sobressai com cinco referências, todas com situações de superavit, mormente as referentes à Grã-Bretanha e a França, para além de Espanha, Brasil e Rússia, mostrando, portanto a sua vocação exportadora;
  •  A Grã-Bretanha mostra quatro situações de deficit, sublinhando-se a sua dimensão face à Alemanha, para além da França e da Itália; e de Portugal que apresenta o seu mais relevante saldo positivo face à Grã-Bretanha;



5 – E a situação portuguesa?

Como é evidente Portugal tem pouca expressão no comércio global; pela sua dimensão demográfica, pela sua pobreza relativa e pela sua posição periférica, na Europa e na Península Ibérica.

As exportações estão muito concentradas na Europa e os únicos casos de regularidade, com alguma dimensão, fora daquele espaço são os EUA e Angola; a China, por seu turno, deixou de ter uma posição relevante na exportação portuguesa, desde o princípio do século, mas não descurando fortes posições investidoras na sequência do afundamento do setor financeiro e da intervenção da troika.

No caso da Europa, a exportação portuguesa mais relevante (44%) processa-se para Espanha, França e para a Alemanha, que é o centro económico da Europa. Uma segunda coroa, constituída pela Itália, Bélgica/Luxemburgo, Holanda e Grã-Bretanha representa, em 2017 16.7% das exportações. Finalmente, os “Outros” apresentam um peso inferior (27.5% em 2017), os quais no caso da Espanha representam 35.5% do total; um indicador que, para a Índia chega a 56.7% do total.

O peso relativo dos “Outros”, dos destinos secundários, pode designar-se como um indicador de dispersão, um género de complemento de um indicador de concentração. A concentração num estreito leque de destinos das exportações é, a priori, uma fragilidade pois uma crise em um deles terá impactos globais ou setoriais sensíveis no país exportador. Inversamente, um leque mais alargado de destinos da exportação é uma diversificação em princípio favorável para o amortecimento de elementos de perturbação em alguns desses destinos.

Note-se, como exemplo, no quadro abaixo que a Espanha é o principal destino das exportações portuguesas com 21% do total em 2017 embora tenha atingido 24% em 2005. Por outro lado, a observação do ponto 4, revelará que aquele nível de concentração num só país é muito superior ao dos outros países europeus ali considerados – Espanha e Alemanha destinam ao seu principal cliente 14% da sua exportação total, indicadores que descem para 12% no caso da Itália, 11% para a Grã-Bretanha e 8.4% para a Alemanha. Trata-se de um grau de concentração muito elevado, que, comparado com os outros países do ponto 4., só encontra paralelo com a China (19%) e o Brasil (22%).

Total exportações   > 2,5% 2000 2005 2010 2015 2017
Alemanha 18.0 12.0 11,0 11,0 11.0
 Angola 2.5 5.2 4.2 3.4
Bélgica-Lux 5.9 4.7 3.4 2.6
China 2.5
Espanha 17.0 24.0 23.0 22.0 21.0
EUA 6.5 6.3 4.3 5.9 5.9
França 12.0 12.0 12.0 11.0 12.0
Grã-Bretanha 11.0 8.8 5.5 6,7 6,7
Holanda 3,7 3,4 3,8 3.9 4.0
Itália 4.1 4.3 3,9 3.0 3,4
Outros 21.8 22.0 27.9 32.3 27.5

Quanto às importações portuguesas, a concentração nas origens europeias é também elevada e, fora desse quadro e da esporádica relevância de aquisições à Argélia, à Nigéria ao Japão ou aos EUA, a China/Hong-Kong é o único fornecedor relevante fora do quadro europeu e de onde provém 6.7% da importação portuguesa em 2017.

Quanto ao quadro europeu das origens da importação portuguesa, para além da estabilidade das proveniências da Alemanha, estáveis em todo o período, em termos relativos (13 a 14%), há a registar o aumento do papel da Espanha, proveniência de 26% do total da importação em 2000 e 31% em 2017; e ainda a redução do peso das outras origens europeias relevantes, de 31.9% para 23.6%, no mesmo período.

Total  Importações > 2,5% 2000 2005 2010 2015 2017
Alemanha 14.0 14.0 13.0 13.0 14.0
Argélia 2.9
Bélgica-Lux 3.2 3.2 2,9 3.1 2,9
China 2.8 3,1 3.0
Espanha 26.0 28.0 30.0 32.0 31.0
EUA 3.0
França 11.0 8.7 7.1 7.3 7.3
Grã-Bretanha 5,9 4,3 3,7 3,1 2.7
Hong-Kong 3,0 2,8 2,9 3,7 3,7
Holanda 4.6 4.2 5.0 5.0 5.3
Itália 7.2 5.4 5.4 5.4 5.4
Japão 2.5
Nigéria 2.7
Outros 22.6 29.3 27.4 28.0 28.4

Pode concluir-se que as relações externas de Portugal se concentram na Europa Ocidental e, dentro desta, em Espanha, tendendo, gradualmente a firmar-se Portugal como uma economia ibérica.

Este e outros textos em:

http://grazia-tanta.blogspot.com/
https://pt.scribd.com/uploads
http://www.slideshare.net/durgarrai/documents

COLABORA CON KAOS