Comando dos EUA admite que bombardeio o oeste afegão matando a população civil.

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Cabul, 9 mai (EFE).- O comando militar americano admitiu hoje a morte de um número indeterminado de civis durante um recente bombardeio de sua aviação na província afegã de Farah, o­nde, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), dezenas de civis perderam a vida.

Em comunicado, o comando informou que a investigação realizada em conjunto com militares afegãos não permite «determinar com certeza quantas das vítimas eram talibãs e quantas eram não combatentes, porque os mortos estão todos enterrados».

Segundo a nota, os responsáveis pela investigação visitaram três fossas que continham vários túmulos individuais e duas valas comuns, mas nas quais havia um número indeterminado de pessoas enterradas.

Além disso, a equipe de investigadores se reuniu com membros do Exército afegão, da Polícia e dos serviços de defesa nacional, assim como com representantes do Governo de Farah.

O comando explica que talibãs afegãos e estrangeiros tinham consolidado suas posições nos municípios de Ganj Abad e Grani, no distrito de Bala Bulok, o­nde cobravam tributos dos aldeões, além de lançar ataques contra as forças de segurança na estrada que liga Farah à província vizinha de Herat.

O governador provincial solicitou então uma operação para retirar os talibãs da zona, com a participação das forças de segurança afegãs e das tropas da coalizão, segundo a nota.

Durante os combates, na noite da segunda-feira, os aldeões se refugiaram em casa, mas os insurgentes tomaram civis à força e atacaram as tropas de dentro dos imóveis, alguns dos quais ficaram completamente destruídos pelos bombardeios.

O comando americano condenou hoje «energicamente a brutalidade dos extremistas talibãs, que deliberadamente colocam civis afegãos como alvo e os usam como escudos humanos», e disse que estão «comprometidos» com a proteção dos civis.

Embora o CICV tenha calculado em dezenas o número de vítimas fatais, diversas fontes afegãs consultadas pela Agência Efe elevaram para 100 o número de mortos.

O presidente afegão, Hamid Karzai, em visita a Washington, ordenou na quarta-feira que fosse aberta uma investigação para esclarecer o ocorrido.

Na quinta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, que estava em Cabul para revisar com as autoridades afegãs a situação da segurança no país asiático, lamentou as baixas civis causadas no bombardeio.

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