Briga denuncia em Compostela a entrega à especulaçom imobiliária das vivendas para jovens

A seguir, disponibilizamos na íntegra a denúncia que emitem as e os companheiros de Compostela:

PP DA JUNTA E DO CONCELHO VENDEM PROJETO DE VIVENDAS PROTEGIDAS PARA A MOCIDADE AOS INTERESSES DA ESPECULAÇOM IMOBILIÁRIA

A semana passada recebíamos a nova de que o alcaide Agustín Hernández junto à sua substituta à frente da Conselharia de Meio Ambiente, Território e Infraestruturas da Junta da Galiza, Ethel Vázquez, dava por suspendido o projeto de edificaçom de vivendas protegidas para a mocidade na avenida Joám XIII, em plena entrada do casco histórico da cidade.

No lugar de dito projeto, já posto em marcha alá polo 2001 e do qual apenas chegamos a ver o valado que delimitava a parcela e publicitava o esperado prédio, o PP apresenta-nos agora triunfalmente umha nova proposta: a construçom de vivendas de promoçom pública nos arrabaldes da cidade. Mas ainda há mais! Nom satisfeitos com deslocar a edificaçom do centro às aforas, proponhem entregar à empresa construtora do prédio o terreno inicialmente destinado às vivendas para moças/os, parcela pública desde há mais de 50 anos e à qual segundo a conselheira, por fim agora se lhe dará um uso «depois de tantos anos sem saber que fazer com ela»! Umha opçom muito boa e que acolherá com especial júbilo a firma construtura que receberá um suculento presente: aceder a umha finca protegida da especulaçom urbanística até o momento, edificá-la e vender as vivendas a preço do mercado imobiliário.

Nom é doado levar a conta de agrávios e insultos ao povo exercidos polo PP na Galiza, mas o nível de descaro e cinismo do governo compostelano nom sabe de limites. A entrega dum plano de vivendas para a mocidade com impossibilidade para se emancipar aos interesses da especulaçom imobiliária é um ataque que nom podemos ignorar num País onde as taxas de emancipaçom juvenil som inferiores ao 20% e que estamos dispostas/os a combater.

Nom se nos ocorre melhor exemplo que este do profundo desprezo que sente o PP polo povo trabalhador de Compostela, e neste caso, pol@s jovens da classe obreira que vemos impedido o acesso à vivenda e a emancipar-nos do leito familiar.

As moças/os organizadas em BRIGA apostamos por medidas que caminhem para o cumprimento do direito universal de acesso à vivenda, como a promoçom do acesso subvencionado a vivendas públicas em regime de aluguer ou o financiamento a fundo perdido dumha percentagem do aluguer proporcional aos rendimentos das/dos jovens. E como sabemos que com o PP, fiel representante da minoria dominante que vive do roubo às trabalhadoras/es, som impossíveis políticas que pensem em interesses antagónicos aos seus, nós estamos na via de revoltar-nos, de conquistar o poder popular, para governarmos o povo para o povo.

QUE NOM TE DEIXEM PARAD@.

REVOLTA-TE!

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