BRIGA chama a participar na mobilizaçom da Plataforma Galego Sempre Mais

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O tranze agónico que atravessa a nossa língua, o desterro ao olvido mais absoluto de todos os traços que nos identificam como povo, a imposiçom do falso consenso que está a exterminar a nossa identidade colectiva; está a alcançar umha violência despiadada cada vez mais difícil de agochar sob o manto da convivência harmónica entre línguas, esse partilhamento esquizofrénico que existe só na teoria do opressor.

No contexto actual de crise sistémica capitalista, os estados burgueses precisam manter à classe obreira, a juventude, às mulheres, e por suposto também aos povos na maior incapacidade possível de aproveitar o colapso para o avanço dos seus direitos. Um povo trabalhador galego consciente da sua própria existência, da sua potencialidade criativa, da sua história e das suas luitas passadas, é infinitamente muito mais difícil de explorar, manejar e embaucar. Se a isto unimos a realidade da língua como um dos traços identitários mais importantes para o nosso povo, entendemos melhor como é que justo agora, nesta cojuntura de falência do capitalismo, se redobram esforços por uniformizar em amarelo e vermelho o nosso país, em destruír todo retaço de memória nacional, em acelerar a espanholizaçom do ensino, da administraçom e dos espaços freqüentados pola juventude.

Ante esta ofensiva espanholista-burguesa, reforçada polo temor ao que poda dar de si a crise, BRIGA quer manifestar:

1.&nbsp Os dados sócio-lingüísticos mais recentes amosam umha situaçom de verdadeira alarma para o galego.&nbsp &nbsp O espanhol está perto de se converter, pola primeira vez na história da Galiza, na língua maioritária deste povo em termos absolutos.&nbsp Em 12 anos, duplicou-se o número de pessoas entre 15 e 54 anos que nunca utilizam o galego (passou-se de 13% para 25,8%). Em simultáneo, o número de pessoas monolíngües em galego reduziu-se de 30,5% para 16%.

2.&nbsp &nbsp Nós, a juventude, somos o futuro também para a língua.&nbsp O papel espanholizante de escolas, institutos e universidades, programas de televisom, Internet, desportos, bares e pubs, e a maioria dos médios nos que nos movemos contam com umha esmagadora presença do espanhol, junto a umha anedótica e minoritária do galego (se é que tem presença). A maior descida em número de galegofalantes dá-se na nossa idade, e de nós depende a pervivência do nosso idioma nas próximas décadas.

3.&nbsp &nbsp A&nbsp inoperáncia prática do bipartido em matéria linguística&nbsp durante os seus quatro anos de governo, nomeadamente do decreto do galego no ensino, unidos a 16 anos de fraguismo tenhem permitido que a&nbsp &nbsp queda livre do nosso idioma esteja alcançando umha velocidade terminal.

4.&nbsp &nbsp A&nbsp “reconquista” da Junta polo PP, nom augura senom umha maior agressividade contra o nosso idioma, nomeadamente dos ataques neofascistas de Galicia Bilingüe, ponta de lança do PP e PSOE contra o nosso futuro como naçom. A tentativa de feche do Centro Social O Pichel em Compostela polo fascismo de Conde Roa e companhia é umha boa mostra dos reptos que nos aguardam, e a jornada de reivindicaçom de 8 de Fevereiro na manifestaçom contra Galicia Bilingüe, umha mostra do caminho a seguir.

5.&nbsp &nbsp O agir como satélite institucional da até o de agora desaparecida&nbsp &nbsp Mesa pola Normalización Lingüística, tem sido o responsável da ausência dumha convocatória unitária dos verdadeiros motores do movimento pola normalizaçom neste país, que tenhem nos centros sociais a sua principal sede.

A manifestaçom partirá às 12h15 do Palco da Música do Passeio Central da Alameda.

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