Brasil-Venezuela:Manifesto em apoio a Chávez

este dia 24 de setembro (segunda-feira), às 11 horas, militantes e forças políticas e sociais anti-imperialistas entregarão no Consulado da Venezuela no Rio de Janeiro o manifesto «Brasileiros com Chávez, pela Venezuela e América Latina!», em apoio à reeleição de Hugo Chávez nas eleições de 7 de outubro, na perspectiva do avanço do processo de construção do socialismo, para o qual serão decisivas a mobilização e organização dos trabalhadores na construção do Poder Popular.

Dia: 24 de setembro (segunda-feira), às 11 horas

 Local: Praia de Botafogo, 242

 MANIFESTO

Brasileiros com Chávez, pela Venezuela e América Latina!

As eleições presidenciais na Venezuela neste 7 de outubro serão decisivas para os rumos dos processos de mudanças na América Latina e balizarão a correlação de forças na região, com impacto em âmbito mundial. Uma eventual derrota de Chávez significaria um grande retrocesso, a começar pelo próprio povo venezuelano, que poderia perder as conquistas políticas e sociais já asseguradas até aqui pelo processo bolivariano.

 Para avaliarmos estas mudanças, basta constatar alguns fatos objetivos. A Venezuela é um dos raros países do mundo em que os trabalhadores conquistaram novos direitos, ao invés de perdê-los. No lugar de privatização, promovem-se grandes investimentos estatais na saúde, educação, habitação popular e serviços públicos. Foi o segundo país da América da América Latina a erradicar o analfabetismo, com a valiosa contribuição da pioneira Cuba. Para confirmar os avanços sociais do governo Chávez, recente relatório da ONU aponta a Venezuela como o país da América Latina com menos desigualdade, obviamente depois de Cuba, que não entrou no relatório certamente para não revelar as virtudes do socialismo.

 A Venezuela tem sido também o maior obstáculo aos objetivos hegemonistas dos Estados Unidos na América Latina e se tem colocado na defesa de todos os povos agredidos pelo imperialismo. A derrota de Chávez traria prejuízos para outros povos, a começar pelo cubano, com quem a Venezuela hoje mantém estreitos laços de intercâmbio baseado na complementaridade e na solidariedade. Seria ainda uma ameaça para os processos de mudanças no Equador e na Bolívia e um fortalecimento da direita em todo o nosso continente, com reflexos até no Brasil. Uma situação dramática viveriam as forças populares colombianas, que lutam por uma solução política para o conflito interno, que têm origem em profundas injustiças sociais. E exatamente no momento em que emerge com força a Marcha Patriótica, o maior movimento de massas das últimas décadas na América Latina.

 Nesse contexto, cabe a todas as forças progressistas e antiimperialistas expressar inequívoco apoio político militante à reeleição de Hugo Chávez, para que possam avançar as mudanças sociais na Venezuela e na América Latina, rumo ao socialismo.

 

Brasil, 4 de setembro de 2012

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