Brasil. UnB pode parar de funcionar em agosto

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«Se não tiver contingenciamento, a UnB para de funcionar em agosto». Foi com essa frase que a decana de Planejamento e Orçamento da Universidade de Brasília, Denise Imbroise, abriu reunião pública para tratar da crise financeira da instituição, que registra um rombo de R$ 92,3 milhões em seu orçamento para este ano. O evento reúne, nesta quinta-feira (29), representantes de toda a comunidade acadêmica.

A universidade anunciou ser necessário cortar despesas, e isso implicaria em redução de terceirizados, estagiários e subsídios, como o oferecido aos estudantes que se alimentam no Restaurante Universitário (RU). A medida pode aumentar em até 160% o valor das refeições, dependendo da condição financeira do aluno. Outras contenções também estão sendo analisadas.

Com o auditório verde da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (Face) lotado, a reitora Márcia Abrahão foi recebida pelos estudantes com gritos de «não aceitamos demissões. Mexeu com os terceirizados, mexeu com a gente».

A reitora ouviu os protestos e conversou brevemente com a imprensa. Segundo a gestora, foram realizadas diversas reuniões com o Ministério da Educação (MEC) para tentar conseguir recursos. No entanto, afirmou ela, «cortes são inevitáveis».

De acordo com Márcia Abrahão, «o MEC tem nos recebido e se mostrado sensível, mas, infelizmente, mesmo com nossas explicações e apelos, não obtivemos nenhuma resposta positiva». Além de não haver retorno prático quanto aos pedidos da UnB, a pasta sinalizou um cenário ainda mais duro, com a possibilidade de publicação de um novo decreto de contingenciamento, nos próximos dias, pontuou a reitora.

Do Metrópoles

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