Brasil. SP. Prefeito não tirou o MTST da Avenida Paulista

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Disposto a conduzir sua passagem pela prefeitura de São Paulo como um reality show, o tucano João Doria tenta faturar até com iniciativas que não dependem dele. Em sua página no Facebook, Doria publicou: “Atendendo a nossa solicitação, MTST aceitou deixar as calçadas da Paulista de forma pacífica, sem policiamento e nem enfrentamento”.

Variadas publicações, entre elas a revista Veja, reproduziram sem contestação a versão do prefeito paulistano. “Doria remove acampamento do MTST após 22 dias na Avenida Paulista”, dizia a manchete no site da revista da editora Abril.

Aos fatos: o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto desfez o acampamento depois de obter uma vitória sobre o governo Temer. A pressão em São Paulo levou o Ministério das Cidades a assinar um compromisso de recriação da recentemente extinta faixa 1 do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Trata-se da modalidade de financiamento que atende as camadas mais pobres, com renda mensal de até 1,8 mil reais.

O fim dos protestos deu-se, portanto, por livre e espontânea decisão do MTST, em cumprimento do acordo firmado em Brasília. A solicitação de Doria, se de fato houve, teve efeito nulo sobre a retirada das barracas.

www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/doria-nao-tirou-o-mtst-da-avenida-paulista

 

 

 

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Após 22 dias na Paulista, MTST consegue retomada do Minha Casa, Minha Vida

Movimento anuncia acordo com o Ministério das Cidades para retomada das contratações de moradias na faixa 1 do programa, voltada aos mais pobres, e desmonta acampamento

 Redação RBA

 Ocupação do MTST na Paulista promoveu atividades culturais e políticas que contaram com a participação de milhares

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) anunciou na manhã desta quinta-feira (9) que conseguiu compromisso do Ministério das Cidades pela retomada das contratações de moradia na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, que haviam sido suspensas com a chegada de Michel Temer ao poder, há quase um ano. O movimento ocupava a Avenida Paulista, em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo, desde 15 de fevereiro.

Segundo o MTST, o compromisso firmado ontem (8), em reunião com o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), prevê a publicação, ainda neste mês de uma nova resolução para os projetos e a imediata a retomada das contratações de moradias para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil.

«O acampamento atingiu seu objetivo. Foram 22 dias de muita resistência, formação e cultura. Agradecemos a todas e todos que contribuíram de algum modo com esta grande luta. Aos que doaram alimentos, colchões, roupas. Aos que se apresentaram na tenda cultural, compartilhando seu conhecimento ou sua arte. A todos os movimentos, sindicatos e ativistas que foram solidários e passaram, em algum momento, por lá», afirmou o movimento, em nota.

No vácuo 

O prefeito João Doria (PSDB) tentou se aproveitar da vitória do movimento, afirmando que o MTST «aceitou deixar as calçadas da Paulista» após sua solicitação, e divulgou fotos com um «antes e depois» da região ocupada.

Já o movimento promete manter-se em mobilização permanente: «O MTST sabe que ganhamos uma batalha, mas estamos em meio a uma dura guerra. Por isso, nossa luta não pára por aqui. Seguiremos nas ruas contra todos os ataques a direitos realizados pelo governo Temer e em luta pela democracia. Ontem não dissemos ‘adeus’ à Paulista, mas só um ‘até logo’. No dia 15 tomaremos novamente esta avenida, com milhares de sem-teto, no dia de lutas contra a reforma da Previdência. Assim também em todo o Brasil, nas mobilizações unitárias do movimento social»

www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/03/apos-22-dias-de-ocupacao-mtst-consegue-retomada-do-minha-casa-minha-vida

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Foto: Mídia NINJA

 

 

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