Brasil. Serra e FHC se unem para sabotar Mercosul

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Ambos foram ao Uruguai com o intento de convencer o presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, a não passar a presidência interina do Mercosul à Venezuela no próximo dia 12, como preveem as regras do bloco.

O pedido, no entanto, causou mal-estar diplomático e foi rechaçado pelos uruguaios. “Existe uma posição do Uruguai que compreendemos, que se tem de respeitar as regras”, admitiu FHC. Em seguida, ele relativizou a posição brasileira. “Não estamos pedindo para não respeitar as regras, mas que se possa discutir, mais adiante, se a Venezuela fez a lição de casa para ingressar no Mercosul”, declarou o ex-presidente.

Curiosamente, Serra pretendia aplicar a cláusula democrática à Venezuela, quando o próprio Brasil vem sendo contestado dentro da própria Unasul por ter levado adiante um golpe parlamentar contra a presidente eleita Dilma Rousseff.

Essa contradição provocou reações imediatas da Venezuela. Em sua conta no Twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, escreveu: “A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de fato do Brasil.”

Ela insistiu que há no Brasil um golpe de Estado “que vulnera a vontade de milhões de cidadãos que votaram na presidenta Dilma (Rousseff)”, e atacou: “O chanceler de fato José Serra se soma à conspiração da direita internacional contra Venezuela e vulnera princípios básicos que regem as relações internacionais”.

Leia mais na reportagem de Lu Aiko Otta.

Reação imediata da Ministra Delcy Rodriguez

Do Opera Mundi

“A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de fato do Brasil José Serra”

 “José Serra foi ao Uruguai propor ao país que não passe a presidência temporária do Mercosul à Venezuela, como preveem as regras do bloco” – chanceler Delcy Rodriguez

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou na terça-feira (05/07) que as declarações de José Serra, atual chanceler brasileiro, sobre seu país são “insolentes e amorais” e que Serra, apontado por Michel Temer, vice-presidente no exercício da Presidência do Brasil, “se soma à conjuntura da direita internacional contra a Venezuela”.

“A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de fato do Brasil José Serra”, escreveu Rodríguez em seu perfil no Twitter, acrescentando que Serra “se soma à conjuntura da direita internacional contra a Venezuela e vulnera princípios básicos que regem as relações internas”.

La República Bolivariana de Venezuela rechaza las insolentes y amorales declararaciones del Canciller de facto de Brasil @joseserra_

— Delcy Rodríguez (@DrodriguezVen) 5 de julho de 2016

Canciller d facto @joseserra_ se suma ala conjura dla derecha internacional contra Venezuela y vulnera ppios básicos q rigen las rel interna

— Delcy Rodríguez (@DrodriguezVen) 5 de julho de 2016

A chanceler venezuelana responde a críticas de Serra, expressando a posição do governo interino de Michel Temer, ao governo de Nicolás Maduro no país vizinho. Serra também expressou apoio à oposição venezuelana e à realização de um referendo revogatório do mandato de Maduro, dispositivo constitucional venezuelano e principal demanda da oposição.

Em referência ao processo de impeachment contra a presidente brasileira, Dilma Rousseff, a chanceler venezuelana afirmou que “no Brasil está em curso um golpe de Estado que vulnera a vontade de milhões de cidadãos que votaram” na presidente afastada no dia 12 de maio.

En la República Federativa dBrasil está en curso un golpe de Edo q vulnera la voluntad d millones cddanos q votaron por la Pdta @dilmabr

— Delcy Rodríguez (@DrodriguezVen) 5 de julho de 2016

Procurado por Opera Mundi, o Itamaraty afirmou que responderia “com a brevidade possível” com uma posição sobre as declarações de Rodríguez.

Delcy Rodriguez, chanceler venezuelana, também classificou como golpe de Estado o processo de impeachment contra Dilma

Reunião de chanceleres do Mercosul exclui Venezuela

Os chanceleres do Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai manterão uma reunião no dia 11 de julho em Montevidéu para tratar sobre a situação política na Venezuela, país que deve assumir neste mês a presidência temporária do Mercosul, informou nesta terça-feira (05/07) o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga.

Loizaga disse que a data da convocação foi comunicada por Rodolfo Nin Novoa, chanceler do Uruguai, país que ostenta a presidência do Mercosul. «A situação da Venezuela a cada dia complica mais e necessitamos do Mercosul para que o país tenha tranquilidade interna, paz, para que possa levar adiante os desafios que temos no próximo semestre», disse Loizaga aos jornalistas.

O Paraguai, que convocou a reunião, é o único país do bloco regional que deu seu apoio explícito ao secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, no processo de aplicação da Carta Democrática da organização contra a Venezuela, um instrumento jurídico com o qual procura aumentar a pressão internacional sobre o governo de Nicolás Maduro.

Na segunda-feira (04/07), Nin Novoa, chanceler do Uruguai, declarou que juridicamente corresponde passar à Venezuela a presidência temporária do Mercosul, que muda a cada seis meses, e que nesta ocasião isso seria feito sem a tradicional cúpula de chefes de Estado devido ao ambiente político no país caribenho e no Brasil.

*Com Agência Efe

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