Brasil. SC. Homenagem, Emoção, Participação Popular

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Clima de forte emoção e com grande participação popular a cerimônia em homenagem às vítimas do acidente aéreo na Colômbia com o time da Chapecoense.

A forte chuva que caiu em Chapecó na manhã não espantou o público que aguardou desde cedo a chegada dos corpos das vítimas do acidente aéreo na Colômbia com o time da Chapecoense.

 Os corpos chegaram por volta das 12h25 ao estádio, depois de um cortejo que percorreu as ruas da cidade. As arquibancadas ficaram lotadas de torcedores e populares que, emocionados, se abrigam debaixo de capas e guarda-chuvas.

Em várias partes do estádio via-se faixas em agradecimento ao povo da Colômbia, país onde ocorreu o acidente e que prestou o atendimento e o resgate das vítimas.

 Na última quarta-feira (30), uma cerimônia muito emocionante em homenagem às vítimas foi realizada no estádio de Medellín, exatamente no horário em que seria disputada a final da Copa Sul-Americana.

*Arena Condá

Quem chega ao estádio da Chapecoense pelo setor social encontra à esquerda, logo na entrada, uma estátua de um índio. Nada mais natural, afinal, a Arena Condá carrega no nome uma homenagem a um dos grandes líderes dos Kaingang no Oeste de Santa Catarina: Vitorino Condá.

Foi ele o cacique que lutou para que seu povo tivesse direito à terra junto ao governo brasileiro, afinal, os colonizadores que chegavam à região iam se apossando das terras atrás de titulação do governo.

Bem informado, Vitorino conseguiu garantir que os Kaingang continuassem em sua região. Seu feito foi reconhecido e ele ficou famoso e até hoje recebe homenagens, como a Aldeia Condá. Em 1999 foram transferidas do centro da cidade de Chapecó e assentadas na Linha Gramadinho, Praia Bonita e na Linha Água Amarela 52 famílias de índios Kaingang.

— Quase 16 anos depois somos quase 200 famílias e aproximadamente 900 pessoas. Chegamos aqui e era tudo terreno descampado. Aos poucos vamos plantando nossas ervas medicinais, recuperando e mantendo viva a nossa história, nosso costume — explica Constante Rodrigues, cacique na aldeia há quatro meses.

— Os ancestrais contam que ele foi um índio muito esperto e que teve toda a liderança da redondeza. Na história fala que ele comandava três reservas e onde passava era respeitado. Era um homem de muita coragem. Quando descobrimos que viríamos para cá (em 1999) o pessoal não queria usar o nome de Condá, mas colocamos que ele foi um homem de muita coragem. Ele foi um homem de muita força e coragem

Vídeo:

http://dc.clicrbs.com.br/sc/esportes/noticia/2015/10/video-conheca-a-origem-do-nome-do-estadio-indio-conda-da-chapecoense-4888573.html

 

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