Brasil. Sara Winter ameaça Ministro do STF

Publicidad

Ministro do STF já enviou pedido à PGR.

Conversa AfiadaVarios

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai pedir ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que tome providências cabíveis em relação às ameaças feitas pela ativista bolsonarista Sara Winter.

Alvo da operação da Polícia Federal desta quarta-feira (27/V) no inquérito que apura fake news e ataques contra integrantes da Corte, a ativista atacou em vídeo o ministro que conduz as investigações no Supremo.

Winter afirmou que «essa foi a pior decisão da vida» de Moraes e que o ministro «nunca mais vai ter paz». «Pois você me aguarde, Alexandre de Moraes, o senhor nunca mais vai ter paz na vida. Hoje, o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor», disse.

De acordo com o jornal O GLOBO apurou, Moraes já encaminhou o vídeo para a Procuradoria-Geral da República. Como a ativista não tem foro perante ao Supremo, a tendência é a de que Aras encaminhe o caso para o Ministério Público Federal na primeira instância.

Conteúdo relacionado:

 Sara Winter ameaça Moraes: «vamos descobrir os lugares que o senhor frequenta»

« Anterior Pedido de Aras para suspender inquérito das fake news tem «chance zero», dizem mini

.

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/alexandre-de-moraes-pede-providencias-sobre-ameacas-de-sara-winter

 

*******

«Manda me prender, seu merda”

Na revista Fórum

 A militante bolsonarista Sara Winter foi até a frente do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da quarta-feira (27), para tecer mais ataques e fazer novas ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre fake news na Corte.

“Ex-feminista”, Winter lidera um acampamento bolsonarista em Brasília que faz constantes ataques e ameaças aos ministros do STF. Ela é um dos alvos do inquérito da Corte sobre o esquema pró-Bolsonaro de divulgação de fake news e, após ser alvo da operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito, chamou Alexandre de Moraes para “trocar soco” e disse que ele nunca mais terá paz.

No vídeo em que tece novos ataques, a bolsonarista destila uma série de ofensas contra o ministro o desafia a mandá-la para a prisão.

“Os verdadeiros democratas somos nós, nós que estamos lutando pela tripartição do poder. Isso aqui é tripartição? Se isso aqui for tripartição, pega essa tripartição e enfia no seu cu, Alexandre de Moraes. Seu filho da puta, arrombado do caralho. Seu merda. Manda me prender, seu merda. Covarde do caralho. Nem homem você é, vou te ensinar a virar homem. Nem isso você é. Sua mãe deve ter vergonha de você”, vociferou.

*******

«Judiciário não pode silenciar»

Cinco crimes de Sara Winter

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga ameaças, ofensas e fake news contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF),  apontou indícios da prática de cinco crimes pela militante ultrabolsonarista Sara Winter e argumentou que o Judiciário não pode “silenciar diante de inúmeras ofensas gravíssimas”. O comentário, revelado pelo Estadão neste sábado 30/V, faz parte da decisão em que Moraes pede à Procuradoria-Geral da República (PGR) para analisar um vídeo da ativista e tomar as providências cabíveis.

No vídeo encaminhado por Moraes à PGR, Sara Winter diz: “eles não vão me calar, de maneira nenhuma. Pelo contrário, eu sou uma pessoa extremamente resiliente. Pois agora, meu… e não é que ele mora em São Paulo? Porque se estivesse aqui eu já estaria na porta da casa dele convidando ele para ‘trocar soco’ comigo. Juro por Deus, essa é a minha vontade. Eu queria trocar soco com esse ‘filha da puta’ desse ‘arrombado’! Infelizmente não posso, mas eu queria. Ele mora lá em São Paulo, né? Pois você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida do senhor!”.

Ao analisar o vídeo, Moraes apontou indícios de cinco crimes: injúria; ameaça; tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados; incitar a subversão da ordem política ou social; e caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação.

“A despeito de se garantir a plena liberdade de expressão, em certos casos, como ocorreu com as manifestações de Sara Fernanda Giromini, por meio das redes sociais, o Poder Judiciário não pode silenciar diante de inúmeras ofensas gravíssimas, inclusive contra a integridade física de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando tais ofensas têm origem em pessoa (principal porta-voz do grupo ‘300 do Brasil’) que já admitiu a existência de armamento entre os membros do grupo radical e que vem despertando preocupação por supostas atividades paramilitares”, observou o magistrado.

 PS do colaborador:

Fotoarte: «manda me prender, seu merda”

 

También podría gustarte

Los comentarios están cerrados.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More