Brasil: Rogério Correia sem papas na língua

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‘Aécio, não governa mais Minas’

O deputado estadual Rogério Correia, uma das principais lideranças do PT mineiro, reagiu às declarações desta quarta-feira do senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre as novas funções de Michel Temer no governo federal.

«O que assistimos a partir desta decisão da presidente é uma renúncia branca. Hoje quem governa o Brasil não é mais a presidente Dilma», disse Aécio, em entrevista concedida em Brasília.

A resposta de Correia foi imediata. «O Aécio precisa entender que é ele quem não governa mais Minas Gerais», afirmou. «Perdeu Minas, para sorte dos mineiros, e só agora, um tanto atrasado, está se dando conta de que também perdeu o Brasil.»

Correia cita o balanço apresentado pelo governador Fernando Pimentel como exemplo da «má gestão» do PSDB, nos últimos doze anos em Minas Gerais.

«O choque de gestão tomou bomba. Primeiro, nas urnas, onde a população mineira derrotou o candidato tucano em primeiro e segundo turnos – aliás, Aécio perdeu em Minas – e, também, para o governo do Estado. E, agora, tomou bomba também nos dados divulgados pelo governador Pimentel», disse ele em entrevista ao Blog da Cidadania.

Nesta quarta-feira, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou a criação de uma comissão especial para aprofundar o diagnóstico apresentado pelo governador Fernando Pimentel. «Vamos ir fundo nas PPPs, como a do Mineirão e da BR-050, e também na construção da Cidade Administrativa», diz Rogério Correia. «Muitos esqueletos ainda vão aparecer».

Protestos do dia 12

Na entrevista em Brasília, Aécio também citou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao sugerir que Dilma não governa mais o Brasil. «Há hoje um interventor na economia, que pratica tudo aquilo que a presidente combateu ao longo de todo o seu primeiro mandato», afirmou o tucano.

Aécio disse que ainda avalia se irá ou não às manifestações do próximo domingo. «Não importa o tamanho do movimento porque a indignação da população brasileira é cada vez maior. O PSDB, que não é dono desse movimento e nem deve ser, é absolutamente solidário a todas essas manifestações. E o que eu vejo é uma presença cada vez maior da nossa militância, dos nossos companheiros, dos nossos líderes, dos nossos dirigentes nesse movimento. Eu vou avaliar domingo se estarei presente», afirmou.

 

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