Brasil. Reflexões de Fagundes*

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O ator Antonio Fagundes falou sobre a pandemia do novo coronavírus e comparou o discurso adotado por alguns com as políticas adotadas no período nazista.

«É horrível quem não valoriza idosos. Todo esse cenário me faz lembrar da frase de Edmund Burke: ‘Quem não conhece sua história, está condenado a repeti-la’. Esse mesmo tipo de preconceito já foi visto na história, com a eugenia. Na Alemanha, o nazismo eliminava idosos, uma história que não pode se repetir. Eliminava-se também os que pensavam diferente, os deficientes. O mundo está passando por isso de novo. Milhões de pessoas morreram pela irracionalidade. E parece que não aprendemos nada com isso», disse o ator de 70 anos em entrevista à Veja.

«Vão morrer alguns [idosos e pessoas mais vulneráveis] pelo vírus? Sim, vão morrer. Se tiver um com deficiência, pegou no contrapé, eu lamento», disse Jair Bolsonaro em recente entrevista.

Fagundes criticou ainda o discurso do «Estado mínimo», pois diante da crise gerada pelo Covid-19, «vimos agora as falhas da política econômica liberal que se diz independente do Estado».

«O Estado tem, sim, funções e obrigação em participar de políticas econômicas, como projetos para a criação de emprego e uma melhor distribuição de renda. A principal dessas atribuições é a saúde, que não pode ser privatizada. Se o mundo não der atenção à ciência e à saúde nos próximos anos, a próxima pandemia vai ser muito mais letal», advertiu.

 

* Antônio da Silva Fagundes Filho (Rio de Janeiro, 18 de abril de 1949), ator de teatro,cinema e TV, diretor, produtor, roteirista e dublador.

Fotoarte do Colaborador

«O olhar do Fagundes»

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https://www.brasil247.com/cultura/o-nazismo-eliminava-idosos-a-historia-nao-pode-se-repetir-diz-antonio-fagundes

 

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