Brasil. ‘Quadrilha de togados’ quer manter Lula preso

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Da tribuna do plenário da Câmara Federal, o deputado petista Paulo Pimenta, do Rio Grande do Sul, desfechou nesta segunda-feira o mais duro ataque a autoridades do Judiciário envolvidas na decisão de manter Lula na prisão de Curitiba.

Pimenta citou o que chamou de “fatos estarrecedores” revelados pelo delegado geral da PF, Rogério Galloro, em entrevista ao Estadão, no fim de semana, em que detalha a operação que envolveu o TRF-4 e o Ministério Público Federal para impedir que fosse cumprida a ordem de soltura de Lula dada pelo desembargador plantonista Rogério Favreto, no último dia 8 de julho.

“Desde quando um delegado tem que fazer consultas para cumprir uma ordem judicial?”, peguntou o deputado. “Aí diz que recebeu uma ligação da Raquel Dodge, que dá uma ordem para que a determinação não fosse cumprida. Desde quando o Ministério Público tem essas atribuições?”.

Paulo Pimenta também faz referência a uma ligação que Galloro diz ter recebido de Carlos Eduardo Thompson Flores, presidente do TRF-4, para esperar o despacho dele, determinando que a ordem judicial não fosse cumprida.

Depois de rememorar os fatos, o deputado gaúcho pergunta ao plenário no trecho em que acusa os envolvidos de formação de quadrilha:

“Se de fato eles sabiam que estavam cometendo um crime, e que se associaram para que a lei não fosse cumprida, e se a nossa legislação diz que a associação de três ou mais pessoas para cometer um crime é bando ou quadrilha, como eu posso caracterizar senão como ação de uma quadrilha que se associou para desrespeitar a lei e usar de seus cargos para perseguir um indivíduo, motivado por interesses pessoais e ideológicos”.

Ao final, Pimenta questionou: “Quem vai investigar essa quadrilha de togados?”. E acusou: “O chefe do bando é um juiz criminoso”.

 

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