Brasil: Presente de Natal para os Capitalistas

 As próximas “vítimas” serão os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro e o de Confins, em Minas Gerais. Estes aeroportos serão colocados a leilão depois que o governo investir nada menos que R$ 11,4 bilhões no setor para atrair capitalistas interessados em lucrar sem esforço.

O governo que já entregou o aeroporto de Viracopos, de Campinas, de Guarulhos e Juscelino Kubitschek, em Brasília no início de 2012. Estes que são os aeroportos brasileiros com maior fluxo de vôos, verdadeiros patrimônios nacionais, foram entregues por nada menos que 20 anos de concessão.

Criando as condições para os capitalistas lucrarem

O pacote anunciado pelo governo de R$ 11,4 bilhões vai investir R$ 6,6 bilhões no aeroporto do Galeão e R$ 4,8 bilhões no aeroporto de Confins para deixá-los em condições de serem entregues para o lucro dos capitalistas.

A política de privatização do governo Dilma, nos mesmos moldes das privatizações do PSDB na década de 1990, vai entregar um patrimônio nacional para o desfrute de companhias estrangeiras, depois de promover investimentos públicos que vão garantir melhores condições de uso dos capitalistas. Vale ressaltar que isto está acontecendo às vésperas de dois grandes eventos esportivos importantes que são a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 onde o fluxo aéreo vai enormes lucros para este setor.

Segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, «esse pacote de concessões tem o objetivo de melhorar a qualidade da infraestrutura aeroportuária e ampliar a oferta de transporte aéreo para a população» (Estadão, 20/12/2012).

Para o governo, melhorar a qualidade da infraestrutura é ter uma política pro imperialista que vai deixar um setor importante como este nas mãos de empresas que não tem compromisso e interesse nenhum com o crescimento nacional, pelo contrário, vão utilizar recursos públicos para lucrar e mandar dinheiro para fora do País.

Outra decorrência das privatizações é o aumento das tarifas, piora no atendimento ao público e demissões em massa.

O governo ao invés de utilizar o dinheiro público para promover os investimentos e ampliar os aeroportos e dar condições para que possam atender a demanda e ao mesmo tempo desenvolver economicamente o País está oferecendo mais este patrimônio para sanguessugas internacionais.

A desculpa de que o País não teria condições de fazer esta “modernização” e criar as condições para atender a demanda é totalmente falsa e expõe a política de colonização do governo, não somente neste setor, mas também nas privatizações já realizadas como a das rodovias, telefonia, portos etc.

 

 
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